CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

31.12.11


Entrevista 10 x 140

Foto Canindé Soares

Marígia Tertuliano – Nova Floresta/PB, casada, 2 filhos, economista, profª universitária, workaholic, gosta de ler, basquete, ciclismo pintura, política.

P- Na sua visão de economista como o RN pode se tornar um Estado desenvolvido no Nordeste?
Marígia Tertuliano – Quando os gestores municipais implantarem planejamento participativo, políticas públicas e souberem captar recursos.

P- Como profª universitária você acredita que nossas universidades estão bem preparadas para formar as futuras gerações?
Marígia Tertuliano – Sim. As universidades estão se adaptando ao novo momento. Os centros de pesquisas estão mais bem estruturados e os financiamentos ampliados.

P- O jovem quando entra na universidade chega bem preparado do ensino médio?
Marígia Tertuliano - Não. Ainda chegam testando a profissão, muitas vezes levados pela remuneração, ampliando a evasão e entrada tardia no mercado de trabalho.

P- Qual a disciplina que você ministra na universidade?
Marígia Tertuliano – Estou ligada à Escola de Gestão e ministro Fundamentos de Economia, Empreendedorismo, Gestão Estratégica e Administração Pública.

P- O que mais a estimula a ser profª universitária?
Marígia Tertuliano – A possibilidade de estar construindo e reconstruindo o conhecimento sempre. A sala de aula é um espaço riquíssimo para aprender a aprender.

P- Atualmente o que você mais estuda? Prepara alguma tese?
Marígia Tertuliano – Inicio doutorado na PUC/SP. Estudo a racionalidade da sociedade e das instituições seridoenses no controle social das PP de meio ambiente.

P- Que tipo de leitura você mais gosta?
Marígia Tertuliano – Ficção e cultura geral - aquela que me faz explorar um mundo diferente.

P- O que é o Twitter para você?
Marígia Tertuliano – O twitter é um espaço de debate e um excelente instrumento de controle e participação social.

P- Como workaholic quantas horas por dia você trabalha?
Marígia Tertuliano – Minha família e amigos já estavam reclamando. Por isso, estou administrando o tempo para reduzir as horas trabalhadas, mas atualmente, 14h.

P- Qual o tempo que você tem para sua família, para o esporte, para a pintura?
Marígia Tertuliano - À família todos os momentos que solidifique nossa união. Aprendi que qualidade é fundamental. Para o esporte e lazer, os finais de semana.

*Se você quer conhecer um pouco mais a Marígia converse com ela no Twitter @marigiamadje


Pesquisadores da Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram uma bebida instantânea a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar para pessoas com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose. A tecnologia, fruto de pesquisa da unidade Embrapa Agroindústria de Alimentos, faz parte do projeto Incubação de Agroindústrias, pelo qual empreendedores podem candidatar-se em desenvolver tecnologias como negócio.
Agência Brasil

De acordo com Ilana Felberg, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e líder da pesquisa que resultou no produto alternativo, foram 18 formulações  e nove meses de armazenamento até chegar à bebida instantânea à base de soja, que vem preencher uma lacuna no mercado brasileiro. “A ideia era ter mais uma alternativa no mercado que atendesse às questões funcional e nutritiva e que pudesse ser adotada por pessoas que apresentassem alergia às proteínas do leite ou intolerância à lactose ou que não consumissem leite por opção, que são os vegetarianos”, disse a doutora em ciência de alimentos à Agência Brasil.

“Ela [bebida] não foi feita especificamente para um grupo, mas atende a um grupo que tem algum problema em consumir produtos lácteos”, esclareceu. O produto, no entanto, não é recomendado a diabéticos, uma vez que a bebida possui açúcar na sua composição. Pessoas com problemas de gastrite ou que tenham insônia também devem evitar a bebida, segundo Ilana.

Para a pesquisadora, é possível que empreendedores que vierem a se inscrever no projeto Incubação de Agroindústrias se interessem em desenvolver alternativas do produto sem açúcar. No estudo, até chegar à bebida à base de soja, verificou-se também se os compostos presentes na soja e no café tinham algum impacto negativo no sabor quando colocados juntos.

A bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonas de soja, que vêm sendo relacionados a benefícios em relação a doenças como câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, e também ácidos clorogênicos do café, que apresentam capacidade antioxidante, ou seja, antienvelhecimento.

O edital do projeto Incubação de Agroindústrias está com inscrições abertas até o dia 15 de janeiro.


Para escapar da picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, muitos recorrem a receitas caseiras que circulam na internet ou até dicas de amigos. Mas, cuidado: especialistas alertam que não há comprovação de eficácia sobre os tratamentos alternativos.
Agência Brasil

Comer alho, cebola, inhame, tomar vitamina C, chá de cravo da índia ou acender vela de andiroba são algumas das receitas populares. Mas nada disso impede uma pessoa de ser alvo da picada do mosquito, afirmam pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No caso dos alimentos, por exemplo, a pessoa teria de consumir grandes quantidades para liberar o cheiro das substâncias no suor e desviar a atenção do mosquito, explicam os pesquisadores.

Outra recomendação é passar repelente na pele. Segundo o epidemiologista e diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski, alguns produtos conseguem afastar o mosquito. Porém, o professor alerta que os repelentes agem, em média, por três horas e não podem ser passados no corpo a todo tempo.

“Durante uma parte do dia, você vai ficar descoberto”, diz. O mosquito tem hábitos diurnos e prefere alimentar-se no amanhecer ou ao entardecer. Pode picar as pessoas também no período da noite.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, também não indica as receitas caseiras. “Não tem eficácia comprovada e faz com que as pessoas não adotem as medidas eficazes.”

Jarbas Barbosa destaca a adoção de hábitos dentro de casa para acabar com os criadouros do mosquito. Entre eles, tampar a caixa d`água, desentupir as calhas, tirar a água das bandejas do ar condicionado e dos pratinhos dos vasos de planta e colocar tela em privadas e ralos pouco usados – que acumulam água parada, locais preferidos do mosquito para depositar os ovos.

Fazer essa vistoria em casa e no escritório pelo menos uma vez por semana é o suficiente, informou o secretário. Do ovo até a fase adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti leva de 7 a 10 dias.

“Quando você joga fora a água parada elimina de 60 a 100 larvas do mosquito. Nenhuma outra medida vai evitar [o surgimento] de tantos mosquitos de uma única vez”, acrescentou o professor Edimilson Migowski.

Um levantamento divulgado pelo ministério mostra que 48 municípios apresentam risco de surto de dengue neste verão. Em cada cidade, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, taxa considerada preocupante.

A proliferação do mosquito da dengue aumenta no verão devido à alta temperatura e às chuvas que aumentam o número de locais com água parada e facilitam o depósito de ovos do inseto.


A partir do dia 1º de janeiro, a Administração Pública está proibida de realizar a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios aos cidadãos. A proibição de atuação da administração está prevista na Lei das Eleições que estabelece as condutas vedadas aos agentes públicos durante o período eleitoral.
Portal Vermelho, com informações do TSE

Por lei, a distribuição gratuita de bens, valores e benefícios aos cidadãos em ano eleitoral só é permitida excepcionalmente em casos de calamidade pública ou de estado de emergência. Outra exceção prevista é quando os programas sociais em andamento forem autorizados por lei e integrarem o orçamento do exercício anterior. Nesses casos, o Ministério Público Eleitoral poderá acompanhar sua execução administrativa e financeira.

Também a partir deste domingo, estão proibidos programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a eventual candidato em 2012 ou por esse mantida. A proibição vigora ainda que os programas tenham sido autorizados por lei ou façam parte do orçamento do exercício anterior.

A legislação eleitoral para as Eleições 2012 proíbe a realização de publicidade institucional entre o dia sete de julho e o dia da votação, exceto em casos de grave e urgente necessidade pública, autorizados pela Justiça Eleitoral. Mesmo antes desta data, a Administração deve respeitar alguns parâmetros para realizar propaganda dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos ou das respectivas entidades da Administração indireta.

Entre os dias 1º de janeiro e seis de julho de 2012, as despesas com publicidade não podem exceder a média dos gastos nos três últimos anos que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior à eleição, prevalecendo o que for menor.

30.12.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Kallyna Kelly - Natal/RN, casada. Jornalista, editora do Blog www.kallynakelly.com.br. Projeto de vida dela: Jornalismo e Família.

P- Como surgiu a idéia de ser Jornalista? Sempre foi seu sonho?
Kallyna Kelly - Descobri a vocação na adolescência. Cheguei até a fazer um teste vocacional que apontava três caminhos. Um deles foi o jornalismo.

P- Em que momento decidiu lançar o seu blog www.kallyankelly.com.br?
Kallyna Kelly - Logo que me formei me envolvi com o serviço público, daí não lançei de imediato o blog. Somente em 2009 pude abraçar plenamente minha profissão.

P- O seu blog trata exclusivamente de política. De onde surgiu seu interesse pela política?
Kallyna Kelly - Tá no sangue. Cresci ouvindo, respirando e transpirando política através do meu pai, que até hoje não conseguiu se afastar dela. Meu interesse é nato.

P- Como você avalia a atual gestão municipal de Natal?
Kallyna Kelly - Um vexame administrativo. Que Micarla não entende de gestão pública eu já sabia, mas não se cercar dos bons é imperdoável. Deu no que deu.

P- Qual a sua opinião sobre a sucessão municipal de Natal em 2012?
Kallyna Kelly - Agora eu vejo todos contra Micarla. Todos os natalenses. Ela tá fora, ao passo que o povo demonstra querer o retorno do ex-prefeito Carlos Eduardo.

P- Como tem sido o seu relacionamento com os envolvidos das postagens do seu blog?
Kallyna Kelly - Quando se trata do secretariado municipal hostilidade é a palavra, com raras exceções como Jean Valério, Cláudio Porpino e João Bastos.

P- Algumas postagens do seu blog resultaram em investigações posteriores. Quais os de maiores destaques?
Kallyna Kelly - A denúncia do contrato do ITCI, trazendo informações inéditas; e a denúncia envolvendo a esposa do senador Paulo Davim na locação de um imóvel à SEMTAS.

P- Você se sente satisfeita profissionalmente ou tem outros projetos futuros?
Kallyna Kelly - Eu me sinto plenamente satisfeita. Projetos de vida só tenho dois: o jornalismo e minha família.

P- O que é o Twitter para você?
Kallyna Kelly - Um palanque virtual e democrático, por vezes anárquico. Um espaço onde falamos com autoridades sem marcar audiência. Bem utilizado, é perfeito.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Kallyna Kelly - Estar com a família. Não abro mão da companhia do meu marido e meus dois filhos, bem como dos meus pais, que são o meu norte.

*Se você quer conhecer um pouco mais a Kallyna Kelly converse com ela no Twitter @kallynakelly


A eleição presidencial de 2010, vencida pela petista Dilma Rousseff, começa a ganhar os primeiros relatos históricos. Um dos lançamentos editoriais sobre a campanha política, o livro "Crime de imprensa" (Plena Editorial), de Palmério Dória e Mylton Severiano, analisa o comportamento dos grandes grupos midiáticos durante a sucessão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Terra Magazine

Repórteres veteranos, Palmério e Severiano (o Myltainho) atuaram na imprensa alternativa e também em grupos como "Estado de S. Paulo", "Folha de S.Paulo", "Realidade", "Rede Globo" e "TV Record". No livro, provocantemente "prefaciado" pelo escritor Lima Barreto, os autores sustentam que a mídia nacional assumiu as bandeiras de partido político e apoiou a candidatura de José Serra (PSDB).


- A Dilma enfrentou, durante a campanha, uma espécie de túnel de trem fantasma. A cada curva, havia uma cilada, um sobressalto, uma chamada "bala de prata". Hoje a imprensa continua assim, apesar de ela ser uma das três mulheres mais poderosas do planeta - afirma Palmério Dória, autor do best-seller "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na Era Sarney" (Geração Editorial), em entrevista a "Terra Magazine".

Craque da reportagem e frasista veloz, sempre a denunciar uma rica formação literária, Palmério Dória recorre ao humor - essa escopeta às vezes subestimada - para confrontar os velhos fantasmas da Nova República. O livro sobre o senador José Sarney, que frequentou por meses as listas dos mais vendidos, iniciou uma trilogia da vida política brasileira. A internet, pondera o jornalista, ajudou a balançar o previsível coreto.


- A Globo chegava a dominar 100% da audiência, nos anos 70 e 80. Ainda outro dia, a Globo dominava. Isso mudou. (...) Agora tem a força da blogosfera, que, de repente, se articula numa espécie de cadeia da legalidade, para citar o episódio do Brizola (em 1961)... Mas também tem os dois lados. Pode ser a internet do bem e do mal. A internet do mal provocou aquela peste emocional que levou a eleição para o segundo turno, trazendo questões como o aborto, questões que eu achava que já tinham desaparecido - lamenta Palmério.

Confira a entrevista.

Terra Magazine - Você pôs um trecho de "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, como prefácio de "Crime de imprensa". Ele tinha uma visão bem ácida do jornalismo. De lá pra cá, a coisa tem piorado?

Palmério Dória - A situação é praticamente a mesma. Porque ele verifica as famílias e constata que o domínio dos "Grandes Irmãos" já prevalecia. Isso piorou porque há uma concentração maior do poder da mídia. A Globo chegava a dominar 100% da audiência, nos anos 70 e 80. Ainda outro dia, a Globo dominava. Isso mudou. Existe uma abertura maior. Agora tem a força da blogosfer a, que, de repente, se articula numa espécie de cadeia da legalidade, para citar o episódio do Brizola (em 1961). Isso melhorou. Mas também tem os dois lados. Pode ser a internet do bem e do mal. A internet do mal provocou aquela peste emocional que levou a eleição para o segundo turno, trazendo questões como o aborto, questões que eu achava que já tinham desaparecido.

Terra Magazine - No livro, vocês sustentam que os principais grupos de comunicações do País apoiaram a candidatura de José Serra e se comportaram com parcialidade nas eleições. Essa postura tem se refletido na cobertura do governo Dilma ou houve uma mudança?

Palmério Dória - Essa postura não mudou. A Dilma enfrentou, durante a campanha, uma espécie de túnel de trem fantasma. A cada curva, havia uma cilada, um sobressalto, uma chamada "bala de prata". Hoje a imprensa continua assim, apesar de ela ser uma das três mulheres mais poderosas do planeta. Pra mim, é a segunda mais poderosa, porque Hillary Clinton (secretária de Estado dos EUA ) é uma empregada. Apesar de ser presidente do maior país do hemisfério sul, Dilma é tratada como uma qualquer. A imprensa vai engolir. De maneira geral, não mudou a atitude. Ela não era um poste, não era e não é uma laranja, ela segurou a base política, a fisiologia, e de uma maneira geral os números estão comprovando que ela caiu até no gosto popular. Agora, descaradamente, só o "Estadão" assumiu que apoiava o Serra, através de um editoral. Os outros, não. A "Folha" gosta de parecer isenta, coisa que ela não é. Essa pluralidade é tão artificial quanto perna de pau.

Terra Magazine - Mas até que ponto assumir um candidato é positivo? Isso não pode influenciar, negativamente, o leitor ou o telespectador?

Palmério Dória - É positivo, sim. A Carta Capital também assumiu. É tocada por um grande jornalista (Mino Carta), que foi diretor da revista Quatro Rodas, da Veja, e que já foi um dos mais poderosos editores da imprensa. Não se pode dizer que a revista é pequena imprensa. A imprensa americana, que é nosso padrão, assume os candidatos. Isso é muito bom. O problema é dividir a n otícia do editorial.

Terra Magazine - Discute-se muito o "silenciamento" da chamada grande mídia sobre temas que, em tese, desagradariam os grupos partidários com que os jornais e televisões mais simpatizam. Isso teria ocorrido, neste mês, com o livro "A privataria tucana". Para não cair numa teoria conspiratória, você acha que essas omissões ocorrem de forma inercial ou vertical, como uma determinação?

Palmério Dória - Esses "grandes irmãos" parecem que combinam entre si. É inexplicável. No caso do livro, o timing foi o mesmo. Eles mantiveram o silêncio total, que durou uma semana. É pendular. Eles saíram juntos do silêncio total: a imprensa e o partido atingido (o PSDB). E agora partiram para o berro, esquecendo que bom tucano não berra. Se eu fosse pauteiro de um jornal, e j á fui, veria que saiu a Carta Capital (com capa sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.), falando de corrupções numa escala de bilhões. Sendo pauteiro, é natural que você diga: pega um repórter para apurar isso. Mas, não. Todo o exército da grande imprensa estava dedicado a perseguir (Fernando) Pimentel, o amigo da Dilma. Não estou discutindo a corrupção, a escala da grana, nem o caso do Pimentel. Mas o exército todo estava caçando Pimentel. São essas contradições que mostram que não há isenção. Há um acordo tácito.

Terra Magazine - Os repórteres não podem ousar mais? Não ocorre também aqueles casos em que os repórteres imaginam o que o patrão gostaria que eles fizessem?

Palmério Dória - Acredite, mas eu já fui moleque e até jovem repórter. Havia nas redações os repórteres que faziam o trabalho sujo. Nós até agradecíamos. O "Estadão" tinha seus homens que faziam esse trabalho, "vamos pegar fulano de tal", de interesse da empresa. A gente sabia quem fazia isso claramente. Hoje, pegam esses meninos "trainees" pra fazer capa da "Veja" demonizando o MST. Bem jovens, e já estão mandando brasa, mora. Trabalhei na imprensa alternativa e sei que nós éramos bois de piranha, fazíamos as matérias que a grande imprensa não poderia publicar, como a matéria do "EX" sobre a morte do Vlado (Herzog). Depois essa matéria, Ricardo Kotscho ampliou os limites da liberdade de imprensa, coordenando uma matéria sobre a mordomia (publicada em "O Estado de São Paulo"). Ele me disse: "Porra, aquela matéria do EX ampliou os nossos limites". Tanto que as duas disputaram o Prêmio Esso. Vendeu a da mordomia, mas ficamos com os votos de Castelinho (Carlos Castelo Branco) e de Cláudio Abramo. Cada repórter vai conquistando sua margem de liberdade. Mas, cada vez menos os repórteres dizem: "não, isso eu não faço".

Terra Magazine - Você falou rapidamente, no início da conversa, sobre a presença política da internet. De que forma ela alterou o debate público?

Palmério Dória - No livro, citamos o editor do "The Guardian". Ele falou que, hoje em dia, temos uma gráfica em casa. Quando há temas muito complexos, até para os padrões ingleses (poderes podres ou grandes poderes), ele vai jogando pitadas no Twitter dele. Isso num grande jornal, com um grande editor... Desde Gutenberg não vejo nada tão espetacular. Não dá ainda para medir. O buraco é muito embaixo.


CINEMA – Por Carlos Emerenciano*

Se o caro leitor imagina que o western se resume a troca de tiros entre mocinhos e bandidos, deveria assistir a alguns clássicos do gênero. Na verdade, muitos desses filmes constituem produções cuidadosamente elaboradas (algumas obras-primas), dirigidas por diretores consagrados (John Ford, Fred Zinnemann, George Stevens, Willian Wyler, Howard Hawks, Anthony Mann, entre outros) e estreladas por ícones da telona (John Wayne, James Stewart, Gary Cooper, Henry Fonda e Gregory Peck, para citar apenas alguns). O que seduziu esses artistas de talento a se voltar para o faroeste, além de prestar a devida homenagem aos desbravadores do território americano, foi a possibilidade de desenvolver a arte de filmar em ambientes vastos, com paisagens deslumbrantes, o que ensejou, entre outras coisas, fotografias magníficas.

A grande dificuldade, caro leitor, é a de escolher, entre tantos filmes excelentes, obras que sintetizem esse gênero tão popular não apenas nos Estados Unidos. Nós brasileiros, grandes consumidores dos westerns, chegamos até a incorporar, no nosso dia-a-dia, alguns termos extraídos dessas películas. Quem, por exemplo, nunca ouviu alguém pedir um uísque cowboy (sem gelo), à moda daqueles homens que povoaram o vasto oeste dos Estados Unidos? Como são muitas obras relevantes, vou me restringir neste artigo às dirigidas por John Ford.

A primeira delas, um clássico cultuado, homenageado e imitado ao longo dos anos: “No tempo das diligências” (Stagecoach, 1939). Inspirado no conto “Bola de sebo” de Guy de Maupassant, o filme representa um marco na história do western e, por que não dizer, da arte cinematográfica. Narra uma viagem de diligência pelo interior do Arizona. Ao longo da aventura, nove viajantes são obrigados a se relacionar, compartilhar os seus medos e os inevitáveis conflitos aparecem. Cenas clássicas de perseguição e tiroteio compõem esse filme em preto e branco. John Wayne, que se transformou, anos depois, em figura emblemática do cinema, aparece em seu primeiro papel de relevo (Ringo Kid), um pistoleiro fugitivo da cadeia.

Destaco, ainda, “Rastros de ódio” (The searchers, 1956) e “O homem que matou o facínora” (The man shot Libert Valance, 1962). Em “Rastros de ódio”, John Wayne (Ethan Edwards) vive um homem obcecado por vingança e que revela um terrível racismo contra os índios. Nessa grande obra, o Capitão Ethan Edwards sai em busca de sua sobrinha Debbie Edwards (Natalie Wood), capturada por indígenas. Um dos grandes temores do Capitão, além do medo não encontrar a sua sobrinha com vida, é a passagem do tempo e o seu poder de transformação. Após longo tempo de convivência com os índios (a busca de Ethan leva anos), qual seria a Debbie que aquele personagem torturado e amargurado iria encontrar? Quem imagina ter sido Wayne um ator menor, mudará completamente o seu (pré) conceito ao vê-lo na pele desse anti-herói.

Em “O homem que matou o facínora”, o Senador Ransom Stoddard (James Stewart) volta, em companhia de sua esposa, à pequena Shinbone. Motivo: o sepultamento de Tom Doniphon (John Wayne). Curioso pela presença do ilustre homem público no velório de alguém desconhecido, um jornalista vai ao encontro daquele em busca de uma boa história. O Senador conta então a sua relação com a pequena cidade e, mais particularmente, com o personagem de Wayne.

“Quando a lenda supera o fato, publique-se a lenda”. Ainda que não goste de cinema ou abomine filmes de faroeste, o caro leitor já deve ter lido ou ouvido essa frase. Foi o que o curioso jornalista pronunciou ao ouvir a verdade sobre o homem que matou o facínora. Ela revela, a meu ver, a essência não só do cinema, mas das artes. Ora, caro leitor, não se pode esperar de uma obra de ficção fidedignidade histórica ou compromisso integral com os fatos ocorridos (se quiser assistir à vida real, acompanhe o Big-Brother). Alguns autores identificam-na como uma ilusão criadora que, por suas beleza e verossimilhança, tem força de realidade. É exatamente o que os filmes do genial John Ford apresentam.

*Carlos Emerenciano - Apreciador de um bom filme, dividirá com os leitores suas impressões sobre cinema às sextas-feiras.
Twitter: @cemerenciano
e-mail: aemerenciano@gmail.com


Reynaldo Bignone, de 85 anos, era acusado de violações de direitos humanos durante a ditadura

Reynaldo Bignone no Tribunal Federal - Foto Rolando Stracuzzi/AP

O Globo/Buenos Aires – O ex-ditador Reynaldo Bignone foi condenado nesta quinta-feira a 15 anos de prisão por crimes contra a Humanidade cometidos em centro clandestino de detenção que funcionou em um hospital público durante a última ditadura militar argentina (1976-1983).

O Segundo Tribunal Federal impôs essa pena a Bignone, de 85 anos, pelos crimes de privação ilegítima de liberdade e tortura contra médicos e funcionários do Hospital Posadas, localizado em um subúrbio a oeste da capital, Buenos Aires.

Bignone foi o último presidente de fato do regime militar que tomou o poder em 1976 e durante o qual foram assassinados 13 mil dissidentes, segundo cifras oficiais. Organismos de direitos humanos afirmam que o total de mortos chega a 30 mil.

A promotoria queria uma pena de 25 anos para Bignone apontado como responsável por uma operação feita por militares no Hospital Posadas quatro dias depois do golpe militar de 24 de março de 1976. Ele ordenou a demissão de todos os funcionários do centro de saúde, e mais de 40 deles foram presos ilegalmente.

Além disso, os militares montaram no hospital um centro clandestino de detenção apelidado de “O Chalé”, no qual, segundo a Justiça, 22 pessoas foram mantidas presas e pelo menos cinco sofreram torturas.

No mesmo julgamento, foram condenados, por atuação na repressão política, Luis Muiña, que recebeu 13 anos de prisão, e Rafael Mariani, com oito anos. A condenação de hoje foi a terceira de Bignone por crimes contra a Humanidade. Ele enfrenta ainda um outro julgamento por um suposto plano sistemático de sequestro de bebês, filhos de desaparecidos políticos.

Em julho de 1982, Bignone sucedeu o ditador Leopoldo Galtieri no comando da junta militar, após a derrota da Argentina na guerra com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. No poder, ele baixou um decreto determinando a destruição de toda a documentação vinculada às prisões e ao desaparecimento de pessoas durante o regime e outro de “auto-anistia” aos membros das Forças Armadas envolvidos na repressão, pouco antes de convocar eleições democráticas para 1983.

Desde a retomada da democracia na Argentina, 268 pessoas já foram condenadas por crimes contra a Humanidade, e mais de 800 estão sendo processas e aguardam julgamento, segundo relatório da Unidade Fiscal de Coordenação de Prosseguimento dos processos por violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura.

Por Leide Franco (@LeideFranco)

É muito normal que o mês de dezembro seja recheado de confraternizações, encontros entre amigos, colegas de trabalho, de escola. O mês traz trocas de presentes nos amigos secretos ou ocultos e até amigos da onça. Os últimos dias do ano foram feitos para festejar o ano que está acabando, momentos para compartilhar coisas boas com aqueles que convivemos no dia a dia, e nada melhor que um ambiente fora do comum para confraternizar.

Com o Calangotango não poderia ser diferente, já que o Blog é uma sala de estar sempre aberta para quem quer se informar, divulgar seus escritos e conhecer novas pessoas. É um ambiente virtual feito por pessoas que desejam ir além do trivial virtual, querem tornar-se amigos de verdade.






















Para celebrar um ano de amizades e conquistas, resolvemos também fazer a nossa confraternização, só que com um toque diferente: Fizemos o “Amigo Culto”, uma troca de livros já lidos pelos participantes com o intuito de divulgar a literatura. A partir da troca, cada participante, depois de ler o livro que ganhou, vai “esquecer” o exemplar, que está devidamente caracterizado, em algum lugar público, dando início ao Crossbooking ou “Esqueça um Livro”.


O “Esqueça um Livro” incentiva a leitura de uma forma bem interativa. No livro está descrita a trajetória pela qual o exemplar passou, dando assim a oportunidade de várias pessoas compartilharem a mesma história com o objetivo de divulgar a cultura e o conhecimento.

O sorteio e troca dos livros no “Amigo Culto” do Calangotango foram feitos no último dia 27 de dezembro, e a partir de então os dez livros trocados vão começar a circular pela cidade e quiçá Brasil!

Saiba quais foram os livros trocados:


1- Poemas de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa);
2- Pequenas Catástrofes (Pablo Capistrano);
3- Contos Populares de Angola (Viale Moutinho);
4- Doce Veneno de Escorpião (Bruna Surfistinha);
5- Trabalhos de Corpo e Outros Poemas Físicos (Sandro Ornellas);
6- Os Bens Aventurados (Deífilo Gurgel);
7- O Monge e o Executivo (James C. Hunter);
8- O Caminho Mágico (Lucas Izoton Vieira);
9- Você é a Sua Melhor Marca (Jussier Ramalho);
10- God to greet - Empresas Feitas Para Vencer (Jim Collins).

Um desses livros pode parar em suas mãos! Caso isso aconteça, não esqueça de esquecê-lo também!

Para participar, basta solicitar o formulário para ser colado no livro.
Siga-nos e saiba mais: @UmLivroEsqueca

Participaram da confraternização:

Pedro Henrique - @ph_natal
Ilêska - @ileska
Nívia - @niveth
Paulinha - @paulinhaamh
Ricardo Gurgel - @ricardo_gurgel
Bruna Marques - @_markes
Leide Franco - @leidefranco
Cláudia Santa Rosa - @claudiastarosa
Flávio José - @flaviojosern
Bartira Seixas - @bartiraseixas
Adriano Gomes - @adrianogomes_
Gustavo Maia - @gustavomaia1
Gabi Gurgel - @gabiiigurgel
João Maria ALves - @johnguardacosta
Júlio César - @jcesarbatista
Franklin Jorge - @franklinoficio
Lidiane Lira - @lidianemary
Viviane Ribeiro - @vivirg_
Sávio Hackradt - @savioh

Apos a troca de livros entre os participantes, o Calangotango sorteou dois livros e os vencedores foram Claudia Santa Rosa (@claudiastarosa) e Pedro Henrique (@PH_natal). Vejam fotos:







Fazer compras na internet exige cuidados. Apesar de ser razoavelmente fácil e, algumas vezes, com preços mais em conta do que diretamente nas lojas, os riscos, caso o consumidor não esteja atentos, são grandes. Entre eles, está o da conta bancária do cliente ser acessada de a possibilidade de que a conta bancária do consumidor seja acessada indevidamente.
Agência Brasil

Para evitar esse tipo de problema, o consumidor deve primeiramente verificar a seriedade do site de compras. “O consumidor pode buscar recomendações de amigos e pesquisar antes de efetuar a compra para saber se o site é sério e se costuma cumprir com as entregas”, alerta Gisele Milanez Arantes, advogada especializada em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados.

“Antes de realizar uma compra, o consumidor deve dar uma olhada nos termos de uso do site e na política de privacidade porque aí estarão dispostas informações de como o site tratará as informações que o consumidor vai passar, tal como os dados do cartão de crédito”, completou a advogada.

Ela alerta para a importância de o consumidor imprimir e guardar os comprovantes da realização da compra ou da transação financeira. “Se houver algum problema com a entrega ou qualidade do produto, o consumidor terá o documento básico para entrar com uma ação, caso seja necessário”.

A Fundação Procon, por meio de seu Guia de Comércio Eletrônico, orienta que, ao fazer uma compra na internet, a pessoa deve estar atento à segurança eletrônica. Para isso, é fundamental ob servar se o endereço eletrônico é iniciado pela sigla https, que dá mais segurança para o site, e se há a presença de um cadeado colorido e fechado na parte inferior da página (quando se clica sobre o cadeado, deve aparece o certificado de segurança). O Procon também informa que, ao clicar em um link, o consumidor deve passar o mouse em cima deste para verificar se o endereço que aparece na barra inferior do navegador é o mesmo. Se não for, a página é falsa.

É importante ainda instalar programas de antivírus e firewall (sistema que impede a transmissão e recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e mantê-los sempre atualizados. Outro cuidado, é não abrir anexos e links enviados por e-mails desconhecidos, que podem conter vírus. E evitar fazer transações online em lan houses, cybercafés e computadores públicos, que podem não estar adequadamente protegidos. O guia do Procon está disponível gratuitamente pelo endereço http://www.procon.sp.gov.br/pdf/acs_guia_comercio_eletronico.pdf.

29.12.11


Foto Tribuna do Norte


1929 – 2011

QUEM FOI JOÃO URURAHY NUNES DO NASCIMENTO

Jornalista, publicitário, gestor público, teve atuação marcante nos meios de comunicação do Rio Grande do Norte e na política do estado.

Fundou a primeira agência de publicidade genuinamente potiguar, a Expo Comunicação. Trabalhou e dirigiu importantes veículos de comunicação no estado.

Na vida pública, exerceu relevantes funções nos governos de Silvio Pedroza, Aluízio Alves e Geraldo Melo. No governo Silvio Pedroza foi auxiliar no gabinete do governador; no governo Aluízio Alves foi diretor do Departamento Estadual de Imprensa; e no governo Geraldo Melo foi Chefe da Casa Civil.

Ético, solidário, homem de princípios, João Ururahy, era discreto e profundo conhecedor da vida política potiguar.

João Ururahy, a “Pérola Negra”, - morreu aos 82 anos no dia 28/12/201, na Policlínica de Natal. - deixa uma legião de amigos e admiradores pelo seu exemplo de caráter, retidão, solidariedade.

Saudades do velho e querido amigo João Ururahy, um homem de bem e do bem.


Carlos Roberto de Miranda Gomes é escritor e advogado

No contexto constitucional brasileiro, o Título IV da sua Carta Política cuida da Organização dos Poderes da República, definindo-os como Legislativo, Executivo e Judiciário. Cada um com a sua estruturação específica.

O Judiciário, por sua vez, está regulamentado a partir do Capítulo III e os seus integrantes gozam das garantias da vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio (art. 95 e incisos).

Apesar de tão acalentadora situação, ao longo do exercício da judicatura, alguns magistrados apresentam comportamento incompatível com a importância da sua investidura e praticam atos de improbidade, com uma repercussão intensa no seio dos jurisdicionados, que vêem na Justiça a esperança final na solução dos seus conflitos.

Pois bem, quando tal acontece, o julgamento é feito, também, de forma singular pelo próprio Judiciário, atuando em tais casos, com um certo espírito de corpo que blinda a punibilidade de maneira a se notar que os mesmos não são tão mortais quanto os demais cidadãos.

Essa prática fez nascer um novo órgão –o Conselho Nacional de Justiça(CNJ), cuja atuação, desde a sua criação, ganhou a confiança dos jurisdicionados e a certeza de não persistir a tão combatida impunibilidade no País.

Recentemente, em sede de liminar requerida por entidades representativas dos Magistrados, o Ministro Marco Aurélio de Melo sustou algumas atribuições do CNJ, o que vem gerando celeuma desmedida na sociedade, com protestos e até acusações exacerbadas, que diminuem a credibilidade no Poder Judiciário.

Em princípio, sou favorável à manutenção das garantias ofertadas aos integrantes do Poder Judiciário em razão da importância da sua missão e que o julgamento dos mesmos deva merecer uma instância especial sem, contudo, chegar à situação da intocabilidade dos seus membros.

Estamos diante de um dos momentos mais significativos da história democrática do Brasil e para tanto é necessário uma precisa compreensão do problema para não quebrar a fé que devemos ter nos homens que cuidam da Justiça. Não é justo proclamar que o Judiciário é corrupto em razão da conduta de alguns dos seus integrantes. Vamos manter a credibilidade na Justiça, pois sem ela estaremos restaurando o julgamento privado, com as próprias mãos, sem pesos nem medidas, retornando ao tempo de Talião.

Em razão desse sentimento, aplaudo e apoio o gesto da OAB na sua nota oficial, em seguida transcrita:

“A diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diante da polêmica envolvendo associações de magistrados e a Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, vem se manifestar nos termos seguintes:
  1. O Conselho Nacional de Justiça é uma instituição republicana, instituída pela Constituição Federal, cuja existência tem contribuído para o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro.
  2. A Constituição Federal, ao instituir o CNJ, atribuiu ao órgão competência plena para o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (parágrafo 4o, art. 103-B) sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais (inciso III, parágrado 4º., art. 103). Portanto, o CNJ não é mera instância recursal às decisões das corregedorias regionais de Justiça sendo clara a sua competência concorrente com a dos Tribunais para apuração de infrações disciplinares.
  3. A polêmica envolvendo setores da magistratura e a corregedoria do CNJ não pode servir para desviar o foco da questão central, que é a necessidade de prevalência das competências constitucionais do CNJ, as quais tem sido determinantes para conferir maior transparência ao Poder Judiciário.
  4. A República é o regime das responsabilidades. Os excessos e desvios praticados deverão ser apurados respeitando o devido processo legal. Nenhuma autoridade está imune à verificação da correção de seus atos, dai porque é fundamental que para além de preservar a competência concorrente do CNJ para apurar desvios éticos, em respeito ao cidadão brasileiro, sejam apurados todos e quaisquer recebimentos de valores por parte de Magistrados, explicando-se à sociedade de onde provêm e a razão por que foram pagos.
  5. A OAB Nacional espera e confia que os setores envolvidos nesta polêmica afastem as paixões corporativas, limitem o debate às questões institucionais e se unam no sentido de fortalecer a Justiça Brasileira, sendo o CNJ essencial para a construção de uma magistratura respeitada, ética e independente como pilar de um Estado de Direito digno deste nome.
Ophir Cavalcante
Presidente Nacional da OAB”


Agência Brasil
As contas que vencem amanhã (30) devem ser pagas antecipadamente ou no próprio dia pelos canais de autoatendimento ou em correspondentes bancários. É o que recomenda a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), já que as as agências bancárias não irão funcionar nesta sexta-feira. Os bancos estarão fechados para balaço. Portanto, hoje é o último dia do ano de atendimento ao público nas agências, com o horário de funcionamento habitual.

Já as contas que vencem no sábado (31) e no domingo (1º) poderão ser pagas na segunda-feira (2), com exceção dos tributos.
Entre os canais de autoatendimento estão caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking, e operações por telefone. Outra opção para pagar contas amanhã é ir aos correspondentes – tais como casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.


Reveja a tese de que para interagir no ambiente online é preciso ser jovem. Aqueles que beiram a chamada melhor idade ou que já desfrutam dela começam a invadir os Facebooks e Twitters e já representam a categoria com crescimento mais rápido no uso de redes sociais.
Fonte: Adnews

Pesquisa da comScore divulgada nesta quarta-feira avaliou a performance dos internautas durante outubro e relatou alta de 80% na taxa de acesso de pessoas com 55 anos ou mais. Em julho de 2010, o número era apenas 10%.

O estudo cita, no entanto, que os usuários entre 15 e 24 nos seguem como os mais engajados no uso da plataforma. Foi constatada média de 8 horas por visitante durante o mês.

"A adoção global generalizada de redes sociais tem influenciado muito a interação humana em nível individual e social e ressalta a convergência dos mundos online e offline", resume Linda Boland Abraham, CMO e EVP da consultoria americana.

Quanto tempo é gasto?

No mesmo relatório, a comScore disponibiliza um raio x que avalia a quantidade de tempo online retido pelas redes. O resultado é surpreendete a favor do Facebook. Em nível global, 1 em cada 7 minutos gastos na internet é com a rede de Zuckerberg.

O domínio fica ainda mais evidente quando a comparação é com outras ferramentas sociais: neste caso, o Facebook é responsável por 3 em cada 4 minutos de interação frente aos concorrentes de categoria. O Twitter cresceu 59% e fisgou 1 em cada 10 internautas que acessaram constantemente. Já o Tumblr teve aumento expressivo de 172% em 2011.

Segundo o estudo, as mídias sociais reúnem atualmente 82% dos internautas globais acima de 15 anos, que acessam a internet de casa ou do trabalho. São 1,2 bilhão de pessoas.

Abaixo, os 10 maiores países em média de horas acessadas por visitante. O Brasil não está na lista.

Israel – Argentina – Rússia – Turquia – Chile – Filipinas – Colômbia Peru - Venezuela  - Canadá


A luta contra o crack ainda não está sendo vencida pelas autoridades, admitiu nesta quarta-feira (28) a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Mikki. Ela acompanhou o trabalho das equipes da prefeitura carioca e da polícia em mais uma operação de acolhimento e combate à droga, pela manhã, na cracolândia da Favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense.
Agência Brasil

Ela adiantou ainda que no dia 4 de janeiro ocorrerá um encontro, na capital fluminense, entre representantes dos três níveis de governo para discutir a questão do crack. “É preciso que nesse encontro as autoridades reconheçam que todos ainda estão perdendo essa guerra contra o crack. Não podemos jamais perder a indignação e precisamos, cada vez mais, pactuar nossas forças para enfrentarmos o problema juntos”, disse.

Regina Mikki elogiou o trabalho desenvolvido pela prefeitura do Rio, mas ressaltou que são necessárias algumas mudanças. “As iniciativas adotadas pelo Rio são plausíveis e, como qualquer novo modelo de trabalho, precisa de alguns ajustes. São ações importantes e que precisam ser ampliadas para o país”. 

Para o secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, a presença da secretária durante a operação reforça a integração entre os governos municipal, estadual e federal no combate ao problema. “Acredito que vamos avançar muito com esse trabalho, principalmente pela disposição do governo federal com esse novo plano de enfrentamento ao crack”.

A operação resultou no acolhimento de 91 pessoas, sendo 84 adultos e sete crianças e adolescentes, segundo a prefeitura. Após a visita ao Jacarezinho, a secretária nacional de Segurança Pública esteve na Central de Recepção Carioca, no centro da cidade, e na Casa Viva, uma unidade de atendimento a jovens e crianças com dependência química, no bairro de Laranjeiras, zona sul da cidade.


Mínimo será de R$ 622 em 1º de janeiro, alta de 14,13% sobre o valor atual e aumento real de 65,9% desde 2002. Estudo do Dieese revela que reajuste trará incremento de renda de R$ 47 bilhões na economia. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.


Fonte: Carta Maior

Ao passar a valer R$ 622 em 1º de janeiro, o salário mínimo brasileiro equivalerá a 2,25 cestas básicas, com valor unitário é estimado em R$ 276,31. É o maior poder de compra desde 1979, de acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).

O reajuste do salário mínimo será de 14,13% diante dos atuais R$ 545, vigentes desde março de 2010. O aumento real atinge 9,2%. Para chegar a esse valor, o governo segue o acordo negociado em 2007 com as centrais sindicais, quando foi regulamentada a política de valorização do salário mínimo.

Essa política, que deve ser mantida até 2023, tem como critérios o repasse da inflação do período entre as correções, o aumento real pela variação do PIB, além da antecipação da data-base de revisão – a cada ano – até ser fixada em janeiro, o que aconteceu em 2010.

A política prevê que, em janeiro de 2012, o reajuste reponha a inflação segundo o INPC do período mais a variação do PIB de 2010. O crescimento do PIB em 2010, em dado que ainda será revisado, foi de 7,5%. Desde 2002, o aumento real acumulado do salário mínimo é de 65,9%.

O Dieese estima ainda que o novo valor do mínimo trará uma série de impactos positivos na economia brasileira. Entre eles: 48 milhões de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo serão beneficiadas; R$ 47 bilhões será o incremento de renda na economia; R$ 22,9 bilhões correspondem ao incremento na arrecadação tributária sobre o consumo. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.

“No setor público, o número de trabalhadores que ganha até 1 salário mínimo é pouco expressivo nas administrações federal e estaduais. Nas administrações municipais, a participação destes trabalhadores é maior, especialmente na região Nordeste. Quando se observa o impacto do aumento de 14,13% sobre o salário mínimo na massa de remuneração dos trabalhadores do setor público, verifica-se a mesma tendência: maior impacto nas administrações municipais no Nordeste e Norte”, diz a nota técnica do Dieese.

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