CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

4.2.11

Artigo

Antonio Capistrano – Foi reitor da UERN é filiado ao PCdoB

No dia 25 de janeiro de 2011, se vivo estivesse, Luiz Maranhão completaria 90 anos de idade. Pensei em realizar um evento em sua memória, não foi possível. Como não poderia deixar passar em branco, escrevi esse registro, é apenas uma pequena homenagem.

Conheci Luiz Maranhão em 1962, através do meu irmão Franklin Capistrano, que já era do Partido, eu tinha 15 anos, era um garoto, começava a trilhar a militância política. O nosso primeiro encontro ocorreu em uma reunião realizada na sede do Sindicato dos Motoristas, localizado no Baldo. Era uma reunião com o objetivo de traçar ações de solidariedade ao povo cubano. Cuba sofrera a invasão da Baía dos Porcos, invasão patrocinada pelo governo ianque e executada pelos exilados cubanos com o apoio da CIA. Invasão frustrada pela reação enérgica do povo e das forças revolucionárias cubanas.

Naquela noite ficou decidido fazer uma serie de pichações com frases de apoio ao povo e ao governo cubano. As palavras de ordem eram: “Viva Cuba, fora ianque”, “Cuba sim, ianque não”, “Viva Cuba livre”, “Abaixo o imperialismo”. Além da pichação, o nosso grupo, que era de jovens estudantes, ficou com a tarefa de paralisar os colégios. Outra ação com a participação de todos foi de panfletagem, distribuição de um manifesto assinado por diversas entidades condenando o ataque ianque e manifestando o apoio ao povo cubano.

A partir daí passei a ter um contato mais freqüente com Luiz Maranhão, indo, vez por outra, com o meu irmão Franklin Capistrano, ao apartamento de Luiz que ficava na av. Rio Branco, de frente ao antigo mercado da Cidade Alta, hoje, Banco do Brasil. Lá também funcionava o consultório de odontologia da sua esposa, Dona Odete.

Luiz, um marxista convicto, era uma figura boníssima, carismático, ganhava logo a confiança das pessoas com quem conversava. Como deve ser todo comunista, Luiz era democrático, internacionalista, defensor da autodeterminação dos povos. Gostava de conversar com os jovens, não sei se por ser professor ou pela sua formação marxista, acreditava na juventude e incentivava a participação dos jovens nas atividades partidárias, transmitia confiança aos seus camaradas. Sua biografia comprova sua dedicação a causa socialista, tornou-se mártir da luta do movimento comunista no Brasil.

Para mim era motivo de orgulho, ainda muito jovem, iniciando a militância política, participar de reuniões com a presença de dirigentes do partido. Tínhamos uma verdadeira admiração pelos nossos líderes. Aqui, no estado, dois se destacavam - Dr. Vulpiano Cavalcanti, uma figura humana exemplar, médico nascido no Ceará, veio morar em Natal no final dos aos de 1930, aqui viveu até o fim da sua vida. Tive o privilégio de conhecê-lo e, como deputado estadual, de conceder-lhe o título de cidadão norte-riograndense, diploma entregue em uma bela sessão solene na Assembleia Legislativa em 1993. O outro, o camarada Luiz Maranhão, professor, advogado, jornalista, chefe de redação do Diário de Natal, homem das letras, um grande camarada.

Estas duas personalidades sintetizam a abnegação da maioria dos comunistas, despojados de interesses pessoais, dedicados às causas coletivas. Na época, ser militante comunista era ter uma vida atribulada pelas perseguições políticas, pelas prisões, pelo terror da tortura. Tanto Luiz como Vulpiano poderiam ter tido uma vida burguesa “tranqüila”, um era médico e o outro advogado e jornalista, ambos muito conceituados aqui no estado, mas, preferiram se dedicar aos seus ideais, as suas convicções, ao sonho de um mundo justo, um mundo socialista, um mundo de paz. Os dois tiveram uma vida cheia de perseguição, foram diversas vezes presos, torturados, mas, mantendo as suas convicções de forma inquebrantáveis, enfrentando a sanha fascista sem perder a fleuma dos justos.

O Partido Comunista, desde sua fundação, em 25 de março de 1922, até o fim da ditadura militar em 1984, foi perseguido e os seus militantes presos e torturados e muitos assassinatos, sem contar a campanha mentirosa que a mídia, historicamente, faz contra nós Luiz era dirigente nacional do Partido, homem culto, respeitado por todos, mantinha um importante diálogo com Roger Garaudy, na época, dirigente do PC francês, que como Luiz, acreditava na aproximação dos comunistas com os cristãos, juntos na construção da utopia, aliança basilar na luta pela vida e pela paz mundial. Nascido em Natal no dia 25 de janeiro de 1921, Luiz, como outros dirigentes comunistas, foi preso em abril de 1974, na cidade de São Paulo e, nos porões da ditadura foi torturado até a morte. Leandro Konder, prefaciando o livro de Conceição Góes, sobre a vida intelectual de Luis Maranhão, disse: “o prior do mosteiro dominicano do Leme, no Rio, dando um depoimento sobre o comunista com quem se encontrava declarou que era impossível conhecer Luis sem se sentir seu amigo”. É verdade, até hoje eu guardo essa imagem de Luiz Maranhão, um amigo de verdade, um exemplo de militante, um grande comunista. Portanto, fica aqui o registro dos 90 anos do nascimento desse grande homem – Luiz Ignácio Maranhão Filho.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Marcos Antônio Dantas Martins – Jardim do Seridó/RN, 31 anos, começou no rádio em 1998, diretor de jornalismo da Rádio Caicó, blogueiro desde 2005.

P- Como foi o início da sua carreira no rádio?

Marcos Dantas – Em 98. Trabalhava no serviço de som da Paróquia e recebi convite de Ângelo Fernandes para estagiar na Rádio Cabugi. Lá fiquei quase 7 anos.

P- Antes de chegar à direção de jornalismo da Rádio Caicó, qual foi sua trajetória no radio jornalismo?

Marcos Dantas – Locutor noticiarista/repórter/redator/comentarista. Passei pelas rádios: Cabugi do Seridó, Rádio Caicó AM e Rural AM (Parelhas e Caicó).

P- Já recebeu algum tipo de pressão de governos – estadual e municipais – por ter noticiado algo que não era do agrado deles?

Marcos Dantas – Isso é a coisa mais normal no nosso trabalho, já que quase 100% das emissoras são ligadas à políticos. Nunca me pressionaram, mas acontece.

P- Fale sobre o mercado de trabalho para jornalistas em Caicó.

Marcos Dantas – Hoje é muito bom. Caicó tem 5 rádios, 1 jornal impresso e dos blogs mais acessados do RN, alguns são daqui. Dá pra se viver da profissão.

P- Como é o mercado publicitário em Caicó para as rádios?

Marcos Dantas – O Rádio é veículo mais poderoso d Caicó. O comércio entende isso. As rádios se mantêm e pagam os melhores salários do RN, proporcionalmente.

P- Desde 2005 você tem o blog www.marcosdantas.com Qual o foco principal do seu blog?

Marcos Dantas – 90% de política. Vi que tinha um espaço bom na região para cobrir a política. Mas escrevo cotidiano, esporte, polícia. De tudo um pouco.

P- Caicó já teve muito mais importância na política do RN do que nos dias atuais. Por quê Caicó diminuiu sua presença política no RN?

Marcos Dantas – Porque perdemos Walfredo Gurgel, Dinarte Mariz...

Lideranças respeitadas pela classe política e quando falavam eram ouvidos com atenção.

P- O Rádio é o grande veículo de comunicação de massa na interior?

Marcos Dantas - Apesar dos blogs e sites pautarem muitas redações e radiojornais, o rádio ainda manda no interior. Duvido faltar um rádio na casa do povo.

P- O que é o Twitter para você?

Marcos Dantas – É a ferramenta mais rápida de expressar suas opiniões. Também uso no meu trabalho como fonte de informação. Já faz parte do meu dia a dia.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Marcos Dantas - Por incrível que pareça, trabalhar. Na rádio fico das 6h as 14 horas. Chego em casa vou direto pro computador. Sou viciado em trabalho.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Marcos Dantas converse com ele no Twitter @marcosblog

O Estado de São Paulo

Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que o desafio da extração de petróleo em camadas pré-sal pode ser uma oportunidade para que o Brasil desenvolva tecnologias e diversifique a economia.

A revista afirma, contudo, que a corrupção e o desperdício de dinheiro são obstáculos que o país terá de enfrentar para tirar o maior proveito da riqueza subterrânea.

A Economist conta que a Petrobras emprega 1.600 pessoas em pesquisa e trabalha com 85 universidades e centros de estudos.

Em entrevista à revista, Carlos Fraga, que chefia os esforços de pesquisa da Petrobras, diz que a exploração de petróleo pode impulsionar a inovação no Brasil assim como a corrida espacial o fez nos Estados Unidos.

No entanto, a publicação lista entraves que o país deverá enfrentar ao lidar com o pré-sal.

"Esses depósitos ultraprofundos devem ser extraídos a uma pressão até três vezes maior do que em poços offshore normais. O sal frequentemente se move e se fecha após a extração", diz a revista.

Segundo a Economist, quase tão grandes quanto os obstáculos geológicos são os obstáculos políticos. "A insistência do governo para que a Petrobras seja a única operadora do pré-sal, detenha ao menos 30% de cada consórcio e obtenha a maior parte de bens e serviços no Brasil levou a previsões de custos inflados e atrasos desnecessários".

A revista menciona ainda o fato de que muitos políticos brasileiros estão se referindo ao petróleo como um "pote de ouro no fundo do oceano - vastas riquezas, capazes de resolver todos os problemas do Brasil".

"Já que o dinheiro que eles recebem de taxas é grande e frequentemente desperdiçado, não há razão para crer que eles gastariam as receitas do petróleo mais efetivamente", diz a revista, citando que o Brasil ocupa o 69º posto entre 178 países no ranking de percepção de corrupção da Transparência Internacional.

3.2.11

Do blog de Carlos Santos -

Hoje faz 16 anos da morte do ex-deputado federal Vingt Rosado. Foi o sucessor do líder familiar e governador Dix-sept Rosado, com a morte trágica deste em 1951.

Vingt é do tempo do radicalismo na política, de arengas homéricas, intrigas longevas. Período em que pelo menos ficava mais fácil saber quem é quem.

Quem não era aliado, era inimigo. Encarnado ou verde. E ponto final.

Fase da política em que a palavra era honrada, transformando-se em compromisso.

Seu bordão "eu estimaria", em tom de pedido, na verdade significava uma ordem. Para bom entendedor, a mensagem era logo compreendida, quando pronunciada por "doutor Vingt", como era solenemente tratado por amigos e próceres políticos.

Em 1960, ele foi candidato derrotado a vice-governador na chapa encabeçada por Djalma Marinho. À época, o vice era votado em separado.

Informado de movimento para ser eleito, sem o companheiro de dobradinha, Vingt rugiu: "Agradeço o voto que me seja dado, desacompanhado do meu companheiro de chapa".

Em 1982, desafiou o próprio regime militar, a quem servia, por não aceitar a candidatura do engenheiro e ex-prefeito do Natal José Agripino Maia a governador. Pregou o que ficou denominado de "voto-camarão", cortando a cabeça de chapa e pôs sua reeleição à Câmara Federal em risco.

Escapou por pouco.

Em praça pública, em Mossoró, o presidente-general João Batista Figueiredo o desdenhou. Afirmou que iria comer camarão "com cabeça e tudo".

Em 1988, com o genro-deputado estadual Laíre Rosado candidato a prefeito, num confronto com a pediatra Rosalba Ciarlini, voltou a dar mostras do seu humor irascível.

Assediado por populares à porta da casa do genro, o deputado federal Vingt Rosado ouve uma ameaça que o enfurece: "Só voto em doutor Laíre se me derem uma camiseta."

Retornando do interior da residência, o deputado lança uma pergunta: "Quem foi que pediu uma camiseta aí?"

Saltitante, alguém levanta o braço e brada:

- Foi eu, foi eu... aqui ó, doutor Vingt!!

Apesar da visão turva, o deputado mirou o vulto e arremessou o presente com o devido desaforo:

- Tome essa merda! Eu não acredito em eleitor que se vende por uma camiseta.

- Taí um cabra macho! – replicou o eufórico perturbador-mor, agarrado ao material de propaganda.

Esse era o "doutor" Vingt.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Carlos Alberto Júnior – Areia Branca/RN, 20 anos, estudante de administração, diretor da ONG Inclusão e Cidadania, militante do PT, sempre conectado na internet.

P- O que é a ONG Inclusão e Cidadania de Areia Branca?

Carlos Alberto Júnior – ONG que desenvolve atividades de inclusão social por meio da educação e inclusão digital

P- Quantas pessoas são atendidas pela ONG e de onde vem os recursos?

Carlos Alberto Júnior – Em média 120 pessoas ao mês.Temos convênios com Prefeitura, Fundação Banco do Brasil e empresas privadas

P- Há quanto tempo funciona a ONG Inclusão e Cidadania em Areia Branca e quantas pessoas já foram atendidas?

Carlos Alberto Júnior – Atuamos desde 2008 e já atendemos mais de 1500 pessoas diretamente.

P- A ONG faz parcerias com quem para desenvolver sues trabalhos?

Carlos Alberto Júnior – Com instituições públicas e privadas que se preocupam com o desenvolvimento social e educacional.

P- Onde você cursa administração e qual o período que está fazendo?

Carlos Alberto Júnior – Faculdade Mater Christi (Mossoró) e estou indo para o 4º Período.

P- Como deve ser a participação dos jovens na política?

Carlos Alberto Júnior – Deve ser ativa e constante, pois o futuro da atual juventude será uma consequência da nossa atuação no presente.

P- Como é o mercado de trabalho para jovens como você em Areia Branca?

Carlos Alberto Júnior – Quem mais emprega é a indústria do sal e o comércio que aos poucos vem crescendo e movimentando a economia. O Turismo é pouco explorado.

P- O que a cidade de Areia Branca oferece aos jovens em termos de cultura e lazer?

Carlos Alberto Júnior – No lazer, contamos com praças em todas as comunidades, na cultura temos o Festival de Teatro e as quadrilhas juninas.

P- O que é o Twitter para você?

Carlos Alberto Júnior – Uma rede/ferramenta que permite muito mais do que a interação e é um exemplo de liberdade de expressão.

P- Quando não está estudando ou trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Carlos Alberto Júnior – Gosto muito de sair com amigos(as) para praças e sempre estou ouvindo os melhores da MPB.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Carlos Alberto Junior converse com ele no Twitter @oCarlosJunior

2.2.11

Na última semana, o jornal O Estado de S.Paulo publicou uma matéria na qual dizia que o governo havia desistido de estabelecer limites à propriedade cruzada. Para quem não sabe, propriedade cruzada é quando o mesmo grupo controla diferentes mídias, como TV, rádios e jornais.

Por João Brant, no Observatório do Direito à Comunicação

Na maior parte das democracias consolidadas, há limites a essa prática por se considerar que ela afeta a diversidade informativa. No Brasil, não existem limites, e justamente por isso esse é um dos temas em pauta no debate sobre uma nova lei para os serviços de comunicação audiovisual.

Aparentemente não foi bem isso que o ministro Paulo Bernardo afirmou, o que significa que o jornal resolveu dizer o não dito por conta própria. Curioso é que o mesmo jornal afirma regularmente ser a favor de medidas anticoncentração da mídia. Seria então um alerta às forças democráticas? Durante o último processo eleitoral, o Estadão declarou em editorial estar “de pleno acordo” com a necessidade de se discutir os limites à propriedade cruzada. E ainda: “não é de hoje que o Estado critica a concentração da propriedade na mídia e as facilidades para que um punhado de grupos econômicos controle, numa mesma praça, emissoras e publicações”.

Em 2003, o jornal fez mais de um editorial criticando a “cartelização da mídia” nos EUA, que iria surgir como resultado de medidas propostas pela FCC (Federal Communications Commission), órgão regulador das comunicações por lá. Aquele processo (e a revisão seguinte, de 2007) resultou num certo afrouxamento das regras norte-americanas, embora as mudanças mais liberalizantes propostas pela FCC tenham sido barradas pelo Poder Judiciário e pelo Congresso – com votos contrários inclusive dos republicanos –, após uma grande mobilização popular. Mas, afinal, por que esses limites são tão importantes a ponto de milhões de pessoas, em um país então governado por George W. Bush, terem se mobilizado para defendê-los?

Por quê

Historicamente, são duas as razões para se limitar a concentração de propriedade nas comunicações. A primeira é econômica, e pode ser entendida como tendo a mesma base das leis antitruste. A concentração em qualquer setor é considerada prejudicial ao consumidor porque gera um controle dos preços e da qualidade da oferta por poucos agentes econômicos, além de desestimular a inovação. Em alguns mercados entendidos como monopólios naturais (como a de transmissão de energia, de água ou telecomunicações), a concentração é tolerada, mas para combater seus efeitos são adotadas diversas medidas que evitam o exercício do 'poder de mercado significativo' que tem aquela empresa.

O segundo motivo tem mais a ver com questões sociais, políticas e culturais. Os meios de comunicação são os principais espaços de circulação de ideias, valores e pontos de vista, e portanto são as principais fontes dos cidadãos no processo diário de troca de informação e cultura. Se este espaço não reflete a diversidade e a pluralidade de determinada sociedade, uma parte das visões ou valores não circula, o que é uma ameaça à democracia. Assim, é preciso garantir pluralidade e diversidade nas comunicações para garantir a efetividade da democracia.

Uma das maneiras mais efetivas de se conseguir pluralidade e diversidade de conteúdos é garantindo que os meios de comunicação estejam em mãos de diferentes grupos, com diferentes interesses, que representem as visões de diferentes segmentos da sociedade. Ainda que a pluralidade na posse dos meios de comunicação não reflita necessariamente a pluralidade do conteúdo veiculado, na maior parte dos exemplos estudados essa correlação é positiva, especialmente no tocante à diversidade de ideias e pontos de vista (no caso da diversidade de tipos de programa, não necessariamente).

Como

Limites à propriedade cruzada tem a ver fundamentalmente com essa segunda justificativa. Países como Estados Unidos, França e Reino Unido adotam esses limites por entenderem que a concentração de vozes afeta suas democracias. É importante notar que nesses países esses limites são antigos, mas têm sido revistos e, via de regra, mantidos – ainda que relaxados, em alguns casos. Mesmo com todos os processos liberalizantes, revisões regulares de seus marcos regulatórios e convergência tecnológica, esses países seguem mantendo enxergando a propriedade cruzada como um problema.

O que aconteceu nas últimas décadas foi uma complexificação dos critérios de análise adotados, incluindo alcance e audiência como critérios definidores. Os Estados Unidos, por exemplo, tinham uma regra clássica de limite à concentração cruzada em âmbito local: nenhuma emissora poderia ser dona de um jornal que circulasse na cidade em que ela atua.

Essa regra foi levemente flexibilizada em 2007, quando se passou a levar em conta o índice de audiência das emissoras e o número de meios de comunicação independentes presentes naquela localidade. Mas essa flexibilização só vale para as vinte maiores áreas de mercado dos EUA (são 210 no total) e só acontece se o canal de TV não está entre os quatro mais vistos e se restam pelo menos oito meios independentes. Dá para ver, portanto, que a flexibilização é a exceção, não a regra.

Na França, há regras para propriedade cruzada em âmbito nacional e em âmbito local. Em cada localidade, nenhuma pessoa pode deter ao mesmo tempo licenças para TV, rádio e jornal de circulação geral distribuídos na área de alcance da TV ou da rádio. No Reino Unido, nenhuma pessoa pode adquirir uma licença do Canal 3 (segundo maior canal de TV, primeiro entre os canais privados) se ela detém um ou mais jornais de circulação nacional que tenham juntos mais que 20% do mercado. Essa regra vale também para o âmbito local. No caso britânico, há outras regras que utilizam um complexo sistema de pontuação para sopesar o impacto de licenças nacionais e locais de TV e rádio e jornais de circulação local e nacional.

Como se vê, nem com as mais agressivas tentativas de liberalização conseguiu-se chegar perto da situação brasileira, que simplesmente não prevê limites à propriedade cruzada. Exemplos como o da Globo no Rio de Janeiro, que controla a principal TV, as principais rádios e o único jornal da cidade voltado ao público formador de opinião (sem contar TV a cabo, distribuidora de filmes etc.) são completamente impensáveis em democracias avançadas. Assim, independentemente da fórmula que irá adotar, se o Brasil quiser aprovar um novo marco regulatório para o setor que seja de fato fortalecedor da diversidade informativa, e portanto de nossa democracia, essa questão não pode estar ausente. A despeito do que digam Estados e Globos.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Pedro Henrique de Carvalho – Recife/PE, Potiguar de coração, casado, 38 anos, Gerente de Vendas, admirador de Futebol, Música, Vendas, Fotografia.

P- Há quantos anos você mora em Natal e porque escolheu essa cidade?

Pedro Henrique – Já sou praticamente um Potiguar, vim de Maceió com meus pais em 1981, mas sou de Recife/PE. Não pretendo sair de Natal.

P- Como Gerente de Vendas qual a equipe que você coordena e o que se vende?

Pedro Henrique – Na verdade, estava na empresa até o último dia 31. Estava Gerenciando uma Equipe de vendas em uma imobiliária. Vendas está no sangue.

P- Existe algum segredo para ser um bom vendedor?

Pedro Henrique – Fatores primordiais: Muita força de vontade, gostar e acreditar no que faz, pensamento estratégico e sempre buscar excelência no trabalho.

P- Conte um “causo” interessante que você vivenciou como vendedor?

Pedro Henrique – Ahh. Tenho 8 anos de mercado e já vivenciei alguns. Impossível contar em 140 caracteres, mas prometo colocar no meu blog posteriormente.

P- Com as novas tecnologias e redes sociais como você enxerga o futuro para o setor de vendas?

Pedro Henrique – As redes sociais vieram pra ficar. Não é modismo. O profissional ou empresa que não aderir, estará fora de um nicho interessante de mercado.

P- Na empresa que você trabalha o e-comerce já se destaca?

Pedro Henrique – Ainda não. Acho que no Brasil vai demorar um pouco a adesão para o ramo imobiliário. Ainda não temos essa cultura. EUA e Europa já têm.

P- Como um vendedor é remunerado na sua empresa?

Pedro Henrique – O ramo imobiliário comissiona muito bem. Corretor que chegou “liso”, em pouco mais de 2 anos tem uma situação financeira bastante agradável.

P- Fale um pouco do que você gosta – fotografia, música e futebol.

Pedro Henrique – Me apaixonei por fotografia quando adquiri a primeira máquina digital. Música faz parte da minha vida 24hs por dia e futebol é paixão.

P- O que é o Twitter para você?

Pedro Henrique – Ferramenta que me fez reaproximar de pessoas que estavam distantes e me proporcionou conhecer outras que hoje são meus(minhas) amigos(as).

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Pedro Henrique – Em casa tuitando (risos) ou reunido com a esposa (Ilêska), família e/ou amigos, batendo um bom papo, escutando música e lógico... tuitando.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Pedro Henrique converse com ele no Twitter @PH_natal

Agência Brasil

Parte da população de 18 a 24 anos do país integra um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008.

Desigualdade de gênero

Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.

Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento/ maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”.

Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.

“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.

Políticas públicas

Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.

Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até três anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.

1.2.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Lidiane Mary – Natal/RN, solteira, jornalista, apaixonada por novas culturas, idiomas, musica, tecnologia, amigos, uma pessoa aberta ao conhecimento.

P- Qual sua opinião sobre a qualidade da imprensa no Rio Grande do Norte?

Lidiane Mary – A qualidade é boa, mas no meio dos bons, alguns jornalistas se acham artistas e outros, vão de acordo com o vento ($$$), o q é uma pena.

P- Já teve alguma experiência como profissional na mídia potiguar?

Lidiane Mary – Já, mas em jornais menores, sem a visibilidade dos grandes jornais potiguares.

P- Como você vê o mundo da blogosfera potiguar?

Lidiane Mary – Diversificada, em conteúdo e interesses. O que acho saudável, embora a imparcialidade tão pregada por uns não exista, de fato.

P- Você é uma comentarista “cativa” no Blog da Laurita. Você gosta de polemizar?

Lidiane Mary – Sinto-me em casa no TL. Gosto de dizer o que penso. Não escrevo pra aparecer ou polemizar, mas se acontece, quem lê e opina também polemiza.

P- Você gosta de idiomas. Fala quantas línguas?

Lidiane Mary – Não conto com Português, então falo apenas inglês e alemão, por enquanto. Vez por outra tento aprender outros.

P- Entre dezembro/2010 e janeiro/2011 você esteve na Holanda. Em holandês deseje um “Feliz 2011 com paz, saúde e sucesso” aos leitores.

Lidiane Mary – Holandês tá na lista de espera, o inglês me salvou por lá. Compenso com alemão: “Glückliches 2011 mit Frieden, Gesundheit und Erfolg”.

P- Você se define como “uma pessoa aberta ao conhecimento”. Como é ser assim?

Lidiane Mary – Sempre pronta a aprender, a ouvir, a perguntar quando algum assunto não é dominado, a trocar experiências e crescer com isso.

P- Fale de sua paixão por novas culturas.

Lidiane Mary – Conhecer novos hábitos, novas realidades, novos idomas, sempre me fascinou e fascina. Pra mim, é parte de como entender o mundo.

P- O que é o Twitter para você?

Lidiane Mary – Uma diversão, uma forma de fazer amigos, uma forma de desabafar, de me expressar.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Lidiane Mary – Dependendo do meu humor... Tuitar (claro), ver TV, assistir filmes, sair com os amigos, viajar, ler e mais uma série de coisas.

*Se você quer conhecer um pouco mais com a Lidiane Mary converse com ela no Twitter @LidianeMary


Estação Música Total

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