28.8.11
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Sávio Hackradt
Prezados Leitores,
Há 6 anos visitei a trabalho a linda e rica cidade Goiânia/GO. Lá percebi que existe muito dinheiro circulando, fruto dos grandes fazendeiros do próprio estado de Goiás e também de estados vizinhos. Tive a oportunidade de conhecer grandes (enormes) áreas para a viabilização de empreendimentos, muitos apartamentos e casas de altíssimo padrão. Fui apresentado a um Corretor que se dedicou exclusivamente a comercializar imóveis de luxo. O critério dele era apenas imóveis acima de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Ele me contou a história de como ele acertou na decisão de ter esse foco. Num intervalo de 5 anos de mercado, ele saiu da posição de Corretor coadjuvante de uma imobiliária local para ser referência em todo o estado de Goiás. Para se ter uma idéia, praticamente todas as imobiliárias de Goiânia o procuravam quando tinham clientes nesse perfil. Na época ele morava num condomínio de chácaras, onde o menor terreno era de 3.000m² - construiu nesse terreno uma casa triplex e andava "apenas" num BMW conversível. Você já pensou em ser um Corretor de Imóveis de Luxo ? confira o artigo abaixo.
Boa leitura e bom domingo a todos.
Corretor de Imóveis de luxo - já pensou em ser um?
A corretagem imobiliária toma rumos diversificados a cada dia. Com a baixa do dólar e desenvolvimento brasileiro frente a outras economias mundiais, o setor imobiliário volta suas atenções para o nosso país quando o assunto é o mercado de luxo.
Institutos e universidades já oferecem especialização na área, e não é à toa: mais de 63 mil brasileiros possuem mais de 1 milhão de reais em suas contas bancárias e conseqüentemente se tornam público-alvo de produtos, roupas, carros e imóveis de luxo.
Um dos primeiros passos para quem deseja investir nesta área é se credenciar no CRECI e fazer o curso básico de técnico em transações imobiliárias. Hoje em dia já existem imobiliárias especializadas em imóveis de luxo, assim como as empresas que também só atendem clientes internacionais.
Na maioria das vezes, os corretores de imóveis de luxo possuem duas ou mais línguas e idade entre 30 e 45 anos (o que passa credibilidade para o cliente). Boa apresentação pessoal e bagagem cultural também contam para o diferencial do corretor, que conviverá diariamente com pessoas milionárias e que possuem uma certa bagagem cultural.
Treinamento e profissionalismo
Um corretor que trabalha com imóveis de luxo deve estar bem treinado e atualizado com as novidades do mercado e do setor, além de ser especialista nos detalhes técnicos dos imóveis que ele está comercializando. Objetividade, segurança e ética também são primordiais para o perfil deste profissional.
Atualmente o Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, oferece o curso de Gestão Criativa no Mercado de Luxo, assim como a FAAP também oferece o curso de pós graduação em Gestão do Luxo.
As oportunidades estão aí, e o Brasil é um ótimo cenário para a atuação neste nicho. Vale a pena aproveitar!
Fonte: Viva Real
27.8.11
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Sávio Hackradt
Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)
Perfil de Geise Oliveira - Macau/RN, 31 anos, solteira, formada em Ciências Contábeis (UFRN). Zanzar pelos cafés de Paris é um dos seus sonhos.
P- Como e quando surgiu o interesse de fazer o curso de Ciências Contábeis?
Geise Oliveira - Conversando com um amigo da família, um contador bem sucedido, ele mostrou que tinha tanta teoria quanto cálculos, um misto que me atrai!
P- Onde você fez o referido curso? Recomendaria esse curso?
Geise Oliveira - Cursei na UFRN. Recomendo, o curso tem uma diversidade de áreas de atuação, além de dar base para concursos, que hoje é foco de muitos.
P- Você trabalha no Banco do Nordeste em Macau. Como é desenvolvida sua atividade?
Geise Oliveira - Eu sou gerente de uma carteira MPE. O banco está focando no segmento comercial, mas sempre com o cuidado de "emprestar" com qualidade.
P- Morar em Macau foi uma opção sua? Você pretende vir morar na Capital?
Geise Oliveira - Quando fiz o concurso sabia que podia ser alocada em qualquer interior. Sorte que eu sou natural de Macau, então "estou em casa".
P- E de onde vem esse pique de trabalhar e cuidar de três filhas.. (risos).. ?
Geise Oliveira - Hummm...mágica! Brincadeira, sinceramente não sei, mas graças a Deus minhas filhas têm avós que ajudam muito. Jamais daria conta só.
P- Quando está em Natal, quais os lugares que você frequenta?
Geise Oliveira - Meu tempo aqui é muito raro e corrido, então sempre alio programas para rever amigas e tomar um café. Adoro cafeterias, creperias, livrarias...
P- Você já realizou algum trabalho voluntário ou pretende realizar?
Geise Oliveira - Quando estudei no Cefet, realizávamos muitos. Mas ainda acho que preciso fazer algo, isso meio que grita em mim...
P- Um sonho a ser realizado?
Geise Oliveira - Muitos; materiais inclusive. Mas tem um que aposto que alguns amigos diriam sem piscar; Conhecer Paris, ficar zanzando pelos cafés, museus...
P- O que é o Twitter para você?
Geise Oliveira - Uma ferramenta democrática, inteligente. Cabe a cada um seguir seus interesses.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Geise Oliveira - Ficar com minhas filhas, ler, conversar com amigos pela net ...simples assim!
*Se você quer conhecer um pouco mais a Geise Oliveira converse com ela no Twitter @Geiseoliveira_
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Sávio Hackradt
Renata Giraldi
da Agência Brasil
Pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional apresentaram um estudo que revela indícios da existência de um rio subterrâneo correndo sob o Rio Amazonas, a uma profundidade que pode chegar a 4 mil metros. A extensão do rio subterrâneo ainda está sendo avaliada. O estudo foi divulgado no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, encerrado no dia 18, no Rio de Janeiro. A descoberta faz parte de um trabalho de doutorado da geofísica Elizabeth Tavares Pimentel, sob orientação do pesquisador Valiya Hamza.
As informações são do Observatório Nacional. A pesquisadora se baseou na análise de dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na Amazônia. A área de estudo abrange as bacias sedimentares de Acre, Solimões, Amazonas, Marajó e Barreirinhas.
Pelos resultados obtidos, foi possível identificar a movimentação das águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros. Conforme os resultados das simulações feitas por Elizabeth Pimentel, o fluxo de águas subterrâneas é predominantemente vertical e atinge cerca de 2 mil metros de profundidade, mas muda de direção e torna-se quase horizontal em profundidades maiores.
Segundo Hamza, que coordenou as pesquisas, essas características são semelhantes às de um rio subterrâneo localizado na região do Rio Amazonas. De acordo com essa interpretação, a região Amazônica pode ter dois sistemas de descarga de água: a drenagem fluvial na superfície, pela bacia hidrográfica do Rio Amazonas, e o fluxo oculto das águas subterrâneas, através de camadas sedimentares profundas.
Os integrantes do Laboratório de Geotermia do Observatório Nacional nomearam esse fluxo subterrêneo de Rio Hamza, em homenagem ao professor Valiya Hamza.
A largura do Rio Amazonas varia de 1 quilômetro (km) a 100 km, na área de estudo. Já a do rio de fluxo subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. A velocidade da água no Rio Amazonas varia de 0,1 metro a 2 metros por segundo, dependendo das condições hidrológicas locais. No subsolo, o rio oculto corre de forma muito mais lenta: as águas avançam, no máximo, 100 metros por ano.
De acordo com Hamza, as águas provenientes do fluxo subterrâneo da Região Amazônica emergem nas partes profundas do mar, na margem continental adjacente à Foz do Rio Amazonas. Segundo ele, é provável que as descargas deste fluxo subterrâneo sejam as responsáveis pelos extensos bolsões de baixa salinidade do mar, encontrados nas proximidades da Foz do Amazonas.
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Sávio Hackradt
Local: Espaço Gira Dança
SÁBADO 03/09 Abertura Oficial “Palco Gira Dança”
16h-Conexão Dança Natal – Encontro dos diretores de grupos e companhias de dança de Natal
16h-Exposição Fotográfica “ Olhares sobre a Dança” por Brunno Martins
DOMINGO 04/09 | Junto com o Circuito Ribeira
16h-Abertura Loja Mundo Gira
16h-Exposição Fotográfica “Olhares sobre a dança” por Brunno Martins
16h30 -Vídeo Documentário Figuras da Dança com Ruth Rachou
17h-Companhia Gira Dança/ Corpo Estranho
17h30 Art’facto Cia de Dança (Pendências/RN)/O Sertão Sou Eu
18h-SÍ-LA-BAS Companhia de Dança / A Quarta Parede
18h30- Projeto Cores /As Cores Avessas de Frida Kahlo
Entrada Gratuita
26.8.11
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Sávio Hackradt
Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)
Perfil de Gustavo Negreiros - Mossoró/RN, 37 anos, casado, Jornalista frustrado e estudante de Direito. Devorador de livros e ama sua família.
P- Quando você resolveu vir morar em Natal?
Gustavo - O sonho de todo mossoroense é morar em Natal! Quem nasce em Mossoró antes de começar a andar já pensa em morar em Natal.
P- Por que se acha um Jornalista frustrado?
Gustavo - Poderia colocar a culpa no mercado. Mas a culpa foi minha, não tentei, não procurei, logo não consegui. A culpa foi minha!
P- Foi aí que resolveu cursar Direito? Onde está cursando? Recomenda?
Gustavo - Queria contar histórias para muita gente, agora vou contar casos para uma pessoa julgar. Sou um contador de história. Faço FARN, recomendo.
P- Em que área do Direito pretende atuar?
Gustavo - Não acalento o sonho de mudar o mundo, nem sou romântico. Vou trabalhar na área que me gerar prazer e uns trocado para comprar o pão.
P- Você trabalha em uma Construtora. Como é desenvolvida sua atividade?
Gustavo - A empresa que trabalho vive em constante busca de qualidade, de melhorar procedimentos, ajudo a Conisa nessa busca.
P- Você como "devorador" de livros, o que está lendo no momento? De que fala o livro?
Gustavo - Gosto de livros de história, política. Acabei de ler 1822, de Laurentino Gomes. A política do Brasil, sempre pode piorar.
P- Qual o maior problema enfrentado pelo nosso país atualmente?
Gustavo - Partidos fracos, políticos populistas. Mas o analfabetismo é o nosso maior problema. Somos uma nação de analfabetos funcionais.
P- O que você pretende fazer para tornar o Brasil um país melhor?
Gustavo - Respeitar a democracia, mesmo achando o governo petista uma fraude. Foi eleito tem que governar.
P- O que é o Twitter para você?
Gustavo - Twitter é diversão, com a oportunidade de exercer a liberdade de expressão, principal pilar da democracia.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Gustavo - Sou gordo, sou um gordo mental. Gosto de comer. Agora também de twittar.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Gustavo Negreiros converse com ele no Twitter @GustavoNegreiro
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Sávio Hackradt
Amanda Cieglinski
da Agência Brasil
Brasília – Mais de 40% dos alunos que concluíram o 3° ano do ensino fundamental não têm o aprendizado em leitura esperado para essa etapa. Isso significa que não dominam bem atividades como localizar informações em um texto ou o tema de uma narrativa. É o que aponta o resultado de uma avaliação aplicada no primeiro semestre deste ano a 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e privadas de todas as capitais do país. O objetivo era aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo.
A Prova ABC é uma parceria do movimento Todos Pela Educação, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, da Fundação Cesgranrio e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A avaliação utilizou a mesma escala da desempenho adotada pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), exame aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) aos alunos do 5° e 9° do ensino fundamental. Por esse modelo, o aluno tem o aprendizado considerado adequado quando atinge 175 pontos. O desempenho médio em leitura dos alunos participantes da Prova ABC foi 185,5 pontos – mas há grande variação nas notas de escolas públicas e privadas e entre estudantes do Norte e Nordeste em relação ao restante do país.
Enquanto os alunos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram desempenho acima da média nacional – chegando a 197 pontos no Sul – os do Norte e Nordeste atingiram, respectivamente, 172 e 167 pontos. Os resultados também variam entre as escolas públicas e particulares: a média dos estudantes da rede pública foi 175,8 pontos, contra 216,7 entre os da rede privada.
Os alunos que participaram da prova também fizeram uma redação para avaliar competências como coesão, coerência e adequação do texto ao tema proposto, além da observação das normas ortográficas e de pontuação. O desempenho esperado, em uma escala de 0 a 100, era pelo menos 75 pontos. Mas a média nacional foi 68,1, sendo a nota dos alunos das escolas públicas seis pontos inferior a essa média e a dos estudantes da rede privada, 18 pontos superior.
Também foi avaliado o conhecimento dos participantes em matemática, cuja média nacional foi 171,1 pontos - abaixo do nível determinado como aprendizado adequado. O aluno precisaria atingir 175 para ser considerado apto a resolver problemas envolvendo notas e moedas, além de dominar a adição e a subtração. Apenas 42% do total dos avaliados atingiram esse patamar.
As habilidades dos estudantes com os números também foi superior na rede privada, cuja média foi 211,2 pontos contra 158 na pública. Os alunos do Norte e Nordeste também tiveram resultados inferiores – 152,6 e 158, 2 pontos respectivamente – em relação aos participantes do Sul (185 pontos), Sudeste (179 pontos) e Centro-Oeste (176 pontos).
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Sávio Hackradt
Agência Brasil
O transporte de bebidas alcoólicas no interior da cabine do veículo poderá ser considerado infração gravíssima, punida com sete pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 191,44. Projeto nesse sentido, originário do Senado, foi aprovado hoje (25) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em caráter terminativo, isto é, sem a necessidade de ser submetido à votação do plenário.
Como o projeto do Senado foi modificado pelo relator na CCJ, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), o texto terá que retornar ao Senado para nova apreciação antes de seguir para a sanção presidencial. O relator retirou do texto do Senado o dispositivo que estabelecia, além da multa e dos pontos, a retenção veículo. Se o projeto virar lei, os motoristas só poderão transportar bebidas alcoólicas no porta-malas do veículo.
25.8.11
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Sávio Hackradt
Entrevista 10 x 140 - Por Pedro Henrique (@PH_natal)
Perfil de Priscila Pessoa - Natal/RN, 31 anos, casada, Tecnóloga em RH e Especialista em Gestão Universitária.
P- Quando surgiu o seu interesse em fazer um curso de Tecnólogo em RH?
Priscila Pessoa - Vendo que pessoas são o bem mais precioso de uma instituição, pois estas utilizam recursos disponíveis em prol do sucesso organizacional.
P- O que se trata exatamente de uma Especialista em Gestão Universitária?
Priscila Pessoa - Conhecer a estrutura de uma Universidade e aprender ferramentas de gestão mais eficazes para uma Instituição de Ensino Superior.
P- O que fazer para ser uma excelente profissional em Recursos Humanos?
Priscila Pessoa - Conhecer as ferramentas de gestão em RH, a estrutura e as pessoas da organização na qual trabalha e acima de tudo amar a profissão.
P- Empresas podem viver sem um Deptº de Recursos Humanos?
Priscila Pessoa - A gestão das pessoas de uma organização é imprescindível na maximização dos resultados, minimização dos conflitos, entre outros benefícios.
P- Como é desenvolvida exatamente sua atividade no Deptº de Serviço Social-DESSO da UFRN?
Priscila Pessoa - Sou a secretária do Departamento. Minha contribuição é no sentido de servir e contribuir para atender as necessidades da sociedade.
P- Como e quando começou a exercer essa sua atividade?
Priscila Pessoa - Em maio de 2004 fui nomeada na condição de concursada pela UFRN. Ao assumir recebi o convite para ocupar a função de secretária do DESSO.
P- Quais são as maiores dificuldades enfrentadas no serviço público federal?
Priscila Pessoa - A gestão adequada dos recursos disponíveis, a escassez dos recursos financeiros e a burocracia excessiva.
P- Qual o seu sonho profissional?
Priscila Pessoa - Continuar a ser reconhecida pelo que faço.
P- O que é o Twitter para você?
Priscila Pessoa - Instrumento de socialização e estreitamento dos laços de amizade. Grata aos amigos @ileska e @PH_natal que me apresentaram ao twitter!
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Priscila Pessoa - Estar com a família e amigos, buscar conhecimentos na internet e interagir nas redes sociais twitter, Orkut e facebook.
*Se você quer conhecer um pouco mais a Priscila Pessoa converse com ela no Twitter @PrisPessoa
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Sávio Hackradt
No Brasil é fácil reunir centenas e centenas de pessoas em uma caminhada a favor da maconha, milhares em uma comemoração futebolística, mas não se consegue juntar a sociedade em defesa da educação pública e de outras questões básicas do povo. A greve dos docentes da UERN e da rede estadual de ensino é uma prova disso.
Por Antonio Capistrano ex-reitor da UERN
A sociedade norte-riograndense está apática, alheia, parece que não está ocorrendo nada, é como se a UERN não existisse ou não tivesse importância nenhuma para o Rio Grande do Norte, como se ela não fizesse falta.
A UERN, apesar de todas as dificuldades, é uma instituição de ensino superior que vem prestando bons serviços ao povo do nosso Estado, especialmente nas regiões que durante muito tempo ficaram sem oferecer aos seus filhos a oportunidade de cursar uma faculdade. Quem desejasse fazer um curso superior teria que se deslocar para Natal ou outra capital do Nordeste, tal como Fortaleza, João Pessoa ou Recife.
A criação da Universidade Regional do Rio Grande do Norte foi um passo importante na solução desse problema. A falta de uma Universidade que suprimisse as necessidades de profissionais de nível superior, principalmente para o magistério, na Região Oeste, no Vale do Assú e nos municípios fronteiriços da Paraíba e Ceará, foi sanada com a criação da URRN, hoje UERN. A nossa Universidade foi criada como uma Fundação Municipal, ela, mesmo funcionando com dificuldades, supria a necessidade de uma instituição de ensino superior nessas regiões.
Mesmo tendo sido criada pelo Município de Mossoró, no final da gestão de Raimundo Soares (1968), ela nunca foi bem vista pelos alcaides mossoroenses. Segundo eles, a universidade era um peso para o erário municipal, mesmo com a sua manutenção compartilhada com os alunos. Os prefeitos reclamavam dos repasses que faziam.



