CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

5.10.11



A Regata Comemorativa aos 164 anos da Capitania dos Portos no RN será no próximo dia 16, em Barra do Cunhaú, Canguaretama/RN.
Durante todo o dia haverá competições de remo, barcos a vela, canoagem e caiaques. Em algumas modalidades além dos atletas do RN, já foram confirmados a participação de outros atletas dos estados de Pernambuco e Paraíba.
Para os atletas interessados em participar com barcos a vela ou remo, podem fazer suas inscrições gratuitas através do formulário no blog:

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTEC) e a direção dos Correios fecharam ontem, terça-feira (4), um acordo para encerrar a greve de 21 dias que já impediu 136 milhões de correspondências de chegaram a seus destinos no prazo correto. A decisão foi tomada após uma reunião de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e ainda tem de ser referendada por assembleias de trabalhadores, que devem começar a ser realizadas a partir desta quarta-feira (5).
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares) é formada por 35 sindicatos e o acordo só terá validade se 18 assembleias o aprovarem --caso contrário, a paralisação continua e o acerto é invalidado.
Segundo o presidente do SINTECT/RN, Moacir Soares, “a greve continua mais forte de que nunca, somos sabedores de que realmente quem pode determinar início, continuidade ou o fim da greve, somos nós trabalhadores, organizados e conscientes do nosso papel em nossas Assembleias, através do voto. Qualquer proposta ou deliberação pelo fim do movimento paredista, só poderá ser oficializada com a aceitação de pelo menos 18 dos 35 sindicatos filiados a FENTECT”.
Hoje a partir das 15h, haverá assembleia dos trabalhadores nos Correios em frente ao edifício sede, na Ribeira e também em Mossoró e Caicó para deliberar sobre o fim ou a continuidade da greve. Depois os trabalhadores sairão em passeata com panelaço da Ribeira até a rua João Pessoa, no centro de Natal.

4.10.11


Entrevista 10 x 140 com Murillo Felinto

Perfil de Murillo Felinto – Natal/RN, empresário, diretor executivo  da JSC Turismo, ex-diretor da ABIH-RN, ex-secretário municipal de turismo, ex-diretor da Emproturn.

P- Qual é a real situação do turismo no RN nos dias atuais?
Murillo Felinto – Estamos em momento de baixa, caiu o internacional, o de eventos está se consolidando e o nacional tem outras opções com maior divulgação.
P- Quais os benefícios que a Copa/2014 pode trazer para o turismo no RN?
Murillo Felinto – Com certeza a divulgação de Natal com suas belezas que vai ser mostrada no mundo todo vai ser fundamental para nossa consolidação de imagem.
P- Você acredita que é necessário construir a Arena das Dunas para sediar a Copa/2014? Não seria suficiente uma reforma no Machadão?
Murillo Felinto – Natal ganhou por causa de uma serie de fatores, o projeto da Arena das Dunas foi determinante, então temos que cumprir o prometido
P- Pela sua experiência o turista que virá para a Copa/2014 em Natal que tipo de exigências ele irá fazer?
Murillo Felinto - Na minha opinião Natal na parte de hotelaria está pronta, precisamos de Aeroporto, mobilidade urbana e estádio, e ajustes no serviço
P- O setor de turismo reclama que os governos investem pouco na divulgação do estado como destino turístico. Independente de governo o setor faz esse tipo de divulgação?
Murillo Felinto – Faz sim, e muito, principalmente a hotelaria que só fica com 14,3 % da receita do turismo, 33% fica com o comercio, dados da EMBRATUR.
P- Você conhece os dois lados do balcão: o do governo e o do empresário. Quem impulsiona mais o desenvolvimento do turismo?
Murillo Felinto – O empresário, mas com a participação efetiva do poder publico, importante, não é só hotel quem ganha com o Turismo, ganha o Estado.
P- Que tipo de turismo o natalense gosta de fazer?
Murillo Felinto – Hoje o Natalense esta priorizando a viagem internacional, e optando pelos pacotes turísticos, principalmente os pacotes de fretamento
P- O que representa economicamente e socialmente o turismo para Natal?
Murillo Felinto – Veja  o crescimento de Natal apos a via costeira, o turismo movimenta 56 áreas da economia e Natal hoje sem turismo estaria estagnada
P- O que é o Twitter para você?
Murillo Felinto – Um grande instrumento de relacionamento pessoal e comercial, alem de instrumento de informações em tempo real.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Murillo Felinto – Me reunir com a família e os amigos preferencialmente na minha casa, alem de twittar bastante.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Murillo Felinto converse com ele no Twitter @murillofelinto

Será lançado hoje (4), às 19h, na livraria Siciliano, do Midway Mall, o livro “Espaços Especiais Urbanos – Desafios à efetivação dos direitos ao meio ambiente e à moradia”. A obra é resultado da pesquisa realizada pela professora da UFRN e procuradora do município de Natal, Marise Costa, sobre espaços urbanos (de proteção ambiental e de interesse social) e os direitos humanos fundamentais (ao meio ambiente e à moradia), a partir da realidade da cidade de Natal/RN.
O livro resgata a história do planejamento da cidade, visualizando a importância desses importantes espaços especiais, desde o Plano Serete (1968), passando pelos Planos Diretores de 1974, de 1984, de 1994 até chegar ao Plano de 2007 (e fazendo a distinção essencial entre essas normas). O livro também aborda importantes fatos relacionados  à elaboração dos Planos Diretores de 1994 e 2007 - registrando as polêmicas que ocorreram na elaboração e votação do Plano Diretor de 2007.

IBOPE Inteligência apresenta indicador que acompanha as oscilações na relação de confiança da população com as instituições
Fonte: Ibope
A população brasileira está menos confiante no sistema público de saúde, nas escolas públicas e nos meios de comunicação. Entretanto, o cenário é de estabilidade de acordo com o Índice de Confiança Social (ICS), realizado anualmente pelo IBOPE Inteligência desde 2009. Com o objetivo de acompanhar a relação de confiança da população com as instituições e também com as pessoas de seu convívio social, o ICS avalia 18 instituições e quatro grupos sociais. Além do Brasil, o ICS é medido em Porto Rico e na Argentina desde 2009 e a partir de 2011 também no Chile. 

No Brasil, na análise dos três anos, a instituição sistema público de saúde foi a que apresentou maior queda (tinha 49 pontos em 2009, passou para 47 em 2010 e chegou a 41 pontos em 2011), seguida por escolas públicas (tinha 62, passou para 60 em 2010 e obteve 55 neste ano) e meios de comunicação (de 71 pontos em 2009, chegou a 67 no ano passado e agora atingiu 55 pontos). 

Como um “termômetro”, o ICS reflete o contexto social, político e econômico dos países pesquisados. A Argentina em 2009, por exemplo, quando começava a se recuperar de uma grave crise econômica, apresentou o mais baixo índice entre os países. Em 2010, o ICS demonstrou um aumento da confiança da população e em 2011 o país atinge o mais alto índice geral (64 pontos). 

No Brasil, a instituição presidente da República obteve um índice de 66 pontos em 2009, passou para 69 em 2010 e em 2011 caiu para 60. “A queda de confiança nesta instituição pode ser explicada pela mudança de presidente, uma vez que Lula possuía grande popularidade”, explica Malu Giani, gerente de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência.

Pela terceira vez consecutiva, a instituição com maior pontuação entre as 18 organizações foi o Corpo de Bombeiros (86). Igrejas e Forças Armadas aparecem num segundo patamar, ambas com 72 pontos.  Os menores índices de confiança foram obtidos, mais uma vez, pelo Congresso (35) e partidos políticos (28). Confira, abaixo, a tabela completa com os indicadores de todas as instituições avaliadas no país.

As grandes crises econômicas mundiais trazem o desemprego e a miséria, e atingem também os investidores. Houve milionários que, vítimas de sua própria ambição e dos especuladores, chegaram ao suicídio, como na queda vertiginosa da Bolsa de Nova Iorque, em 1929. Mas as grandes crises são “o sonho feito realidade para aqueles que querem fazer dinheiro”, como revelou um corretor de valores de Londres, Alessio Rastani, em entrevista à BBC, que reproduzida pela internet, está surpreendendo o mundo.
Por Mauro Santayana no seu blog
Ele afirmou também que havia sonhado três anos com uma recessão como a atual. Rastani é auto-identificado pelo seu site na rede mundial como hábil operador, consultor no mercado de capitais, e conferencista que percorre o mundo, a fim de orientar os investidores. Ele declarou à emissora britânica que quem manda no mundo, porque manda nos governos, é o grande banco de investimentos Goldman Sachs.
Rastani não citou diretamente o jornalista francês Marc Roche que, no ano passado, publicou um livro forte, e sobre o qual os grandes meios internacionais de comunicação quase nada dizem, com o título de La Banque: Comment Goldman Sachs dirige le monde (Albin Michel, Paris, 2010). Roche é, há mais de vinte anos, correspondente de Le Monde, na City de Londres, o que lhe possibilita acompanhar os grandes movimentos das finanças internacionais. O livro demonstra que o banco americano conseguiu atuar junto ao governo de grandes países, mediante a infiltração de seus ex-dirigentes, ao mesmo tempo em que cooptou ex-governantes para participar de suas grandes decisões, em operação que, de acordo com o livro de Marc Roche - em entrevista à televisão, o escritor os chamou de imorais- sugere corrupção e suborno em escala global.
Entre outros, Marc Roche cita o atual presidente do Banco Central da Itália, Mario Draghi. Draghi, como representante da Itália, participa do board do Banco Central Europeu, e é cotado para suceder a Trichet, na presidência da instituição. Foi vice-presidente e diretor executivo do Goldman Sachs para a Europa (e também diretor do Banco Mundial). Outro italiano, Mario Monti, é conselheiro atual do Goldman, para assuntos internacionais, e foi comissário da União Européia para o mercado interno e para os assuntos de concorrência. Nesses cargos, Monti defendeu ardorosamente a divisão de todos os serviços públicos em empresas médias e sua privatização.
Em sua tática de recrutamento, Goldman Sachs cooptou também Otmar Issing, ex-diretor do Bundesbank – o Banco Central da Alemanha – e ex-economista chefe do Banco Central Europeu, para o seu conselho diretor. Dirigentes do Goldman ocuparam posições destacadas no governo norte-americano, e ainda ocupam. Robert Rubin, de sua diretoria executiva, foi Secretário do Tesouro de Bill Clinton, de 1995 a 1999; Henry Paulsen, ex-presidente do Goldman, foi nomeado Secretário de Tesouro de George Bush, em 2006. Ainda nos Estados Unidos: o atual Secretário do Tesouro, Tim Geithner, escolheu, como seu chefe de gabinete, Mark Patterson que, durante dez anos, foi o chefe dos lobistas do Goldman Sachs junto ao Congresso dos Estados Unidos.
Até mesmo na África, o Goldman tem os seus tentáculos. Olusengun Aganga, que dirigia o serviço dos hedge funds, foi nomeado ministro de Economia do atual governo da Nigéria. Tito Mboweni, presidente do Banco Central da África do Sul, de 1999 a 2009, foi contratado pelo Goldman como seu conselheiro internacional, em maio do ano passado. Como registra o autor do livro, o Goldman conseguiu manipular os governos, de Mandela a Bush. Um só ato mostra a capacidade de cooptação do Goldman Sachs. Quando Secretário do Tesouro de Bush, seu ex-presidente, Henry Paulsen, decidiu que o Tesouro socorresse com 60 bilhões de dólares a seguradora AIG, falida pelas operações da bolha imobiliária. A primeira dívida da AIG a ser saldada, de 29 bilhões de dólares, foi exatamente com o Goldman Sachs.
Todas essas revelações, não contestadas pelo Goldman Sachs, mostram como atuam as grandes instituições financeiras. Elas só podem assim agir, porque os estados nacionais - hoje chefiados, salvo poucas exceções, por servidores do neoliberalismo - renunciaram à sua responsabilidade essencial, de promover a justiça e impedir o saqueio dos bens comuns pelos criminosos, muitos deles de enganosa respeitabilidade acadêmica, como são os principais dirigentes do Goldman Sachs.
Como estamos no assunto, Wall Street continua cercada pelos “indignados” manifestantes de Nova Iorque, que contam com o apoio de personalidades conhecidas, como Michael Moore, o incômodo cineasta de Farenheit 9/11 e o lingüista Noam Chomsky. É um princípio ainda tênue, mas os movimentos sociais são como os rios: nascem em pequenas fontes e vão crescendo rumo ao mar. No Brasil, é ainda tímida a atuação dos intelectuais – e de todos os cidadãos - junto ao Congresso para uma necessária e rigorosa legislação reguladora do sistema financeiro, o principal beneficiário da política privatizadora do governo Fernando Henrique Cardoso.
E para continuar no assunto: a escultura, intitulada “O dedo de Deus”, de Maurizio Cattelan, irreverente artista italiano - um punho fechado, mostrando o dedo médio levantado, gesto obsceno em quase todos os países do mundo - havia sido retirada da frente da Bolsa de Valores de Milão pela prefeita Letizia Moratti. O novo prefeito da cidade, Giuliano Pisapia, de centro-esquerda, com o apoio dos “indignati” italianos, recolocou-a em seu lugar.

3.10.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Heldon Simões - Natal/RN, 24 anos, solteiro, Jornalista, repórter do Blog da Abelhinha e coluna Eliana Lima. Um militante pelas causas sociais.

P- Por que resolveu cursar Jornalismo?
Heldon Simões - Sempre achei o jornalismo uma área instigante e de enorme relevância que corresponderia aos meus anseios enquanto cidadão e profissional
P- Onde você fez o curso? Recomenda?
Heldon Simões - Sou formado pela UFRN. Apesar das dificuldades, indico. A instituição é apenas o meio. O responsável mesmo pela formação é o estudante.
P- Se não fosse Jornalista que outra profissão pretendia exercer?
Heldon Simões - Sempre fui maravilhado com o jornalismo que nunca pensei em outras áreas. Gosto de ensinar, quem sabe professor acadêmico no futuro.
P- É fácil ser jornalista em Natal?
Heldon Simões - Não é fácil ser profissional seja em qualquer área for. Cada campo tem seus prós e contras. O mercado é difícil, mas qual não é?
P- Como é exatamente exercida sua atividade no Blog da Abelhinha?
Heldon Simões - Somos parceiros 'Abelhinha e Zangão'. Trabalhamos em cumplicidade sempre. Sou os olhos que captam in loco o que o faro da Eliana rastreia.
P- Os assuntos abordados nas redes sociais lhe ajudam na execução de sua atividades?
Heldon Simões - As redes desempenham um papel fundamental para apuração das notícias. Ela encurta distâncias entre nós (jornalistas), fontes e entrevistados
P- Qual a sua avaliação dos governos Rosalba e Dilma?
Heldon Simões - Rosalba ainda tem crédito, pois encontrou um governo com dificuldades. Já Dilma precisa mostrar serviço, pois assumiu governo do seu partido
P- Você como militante em prol de causas sociais, já realizaou algum trabalho voluntário? Pretende realizar outros?
Heldon Simões - Sou voluntário desde os 14 anos. Milito em prol da juventude, dos idosos, das minorias e dos mais carentes. Cada um precisa fazer sua parte.
P- O que é o Twitter para você?
Heldon Simões - O Twitter é uma poderosa arma que pode nos beneficiar ou não. Cabe cada um escolher a melhor direção a seguir. Devemos ser responsáveis.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Heldon Simões - Curto ficar o final de semana inteiro na praia ou em casa. Assistir a um bom filme, encontrar amigos e badalar pelos points da cidade.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Heldon Simões converse com ele no Twitter @HeldonSimoes


Mapa mostra presença de 'sentimentos positivos', ou bom humor. Quanto mais forte a cor, maior a presença de tweets positivos. A cor preta indica a ausência de dados.

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, decidiram usar o Twitter para monitorar mudanças coletivas de humor em todo o mundo. O paper, publicado na revista Science nesta quinta-feira, 29, mostra que as pessoas têm a tendência a acordar de bom humor e que o mau humor vai aparecendo rapidamente com o avanço das horas de trabalho.
O trabalho avaliou as atitudes de 2.4 milhões de pessoas em 84 países através de suas mensagens na rede social durante dois anos e determinou que o trabalho, o sono e a quantidade de luz solar têm um importante papel em emoções como entusiasmo, prazer, medo e raiva.
Há muito tempo os pesquisadores conhecem esses ritmos guiam as emoções, mas até o momento não havia nenhum método de observação que acompanhasse um número tão grande de pessoas – em todos os lugares do mundo, de culturas diversas – com amostras muito frequentes, como o Twitter.
Os cientistas usaram um software de monitoramento de linguagem para acompanhar os tweets, descobrindo dois picos de atitude positiva ao longo do dia: de manhã cedo e perto da meia-noite, sugerindo que o estresse pode ser moldado por pressões no trabalho. Tweets positivos também foram abundantes aos finais de semana, com picos matinais ocorrendo duas horas mais tarde que nos dias de semana.
Esses padrões se repetiram em todos os 84 países avaliados na pesquisa, variando apenas de acordo com horários e dias de trabalho locais. Por exemplo, nos Emirados Árabes Unidos, onde a semana de trabalho começa domingo e termina na quinta- feira, os tweets mais bem humorados foram registrados de sexta a sábado.

Mapa mostra presença de 'sentimentos negativos', ou mau humor. Quanto mais forte a cor, maior a presença de tweets negativos. A cor preta indica a ausência de dados.

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