CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

24.9.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Freire Neto - Natal/RN, 32 anos, casado, formado em Comunicação Social - Jornalismo. Ele tem uma grande paixão: carros/automobilismo

P- Como e quando surgiu a ideia de fazer Jornalismo?
Freire Neto - Na ETFRN(hj IFRN). Fui convidado a escrever sobre esportes no jornal da escola e me encontrei. Sou apaixonado por comunicar e divulgar.
P- Onde cursou? Recomenda?
Freire Neto - Comunicação Social, Jornalismo, na UFRN. Claro. O curso quem faz é o estudante. Faça o que gosta e se realiza, farás melhor e se destacará.
P- Caso você não fosse Jornalista, que outra profissão você exerceria? Por que?
Freire Neto - Hummm (risos). Não me vejo fazendo outra coisa, mas tentaria a vida como comerciante, vendedor ou guia turístico.
P- Como é exercida sua atividade na Usina Comunicação?
Freire Neto - Sou o diretor/editor da Usina Comunicação. Planejo e desenvolvo projetos e soluções em comunicação 24h por dia.
P- Como é desenvolvido seu trabalho de Marketing Esportivo?
Freire Neto - Depende do cliente ou necessidade. Planejamos e projetamos soluções em marketing esportivo para eventos, atletas e produtos.
P- Você sempre aborda no twitter questões relacionadas a carros/automobilismo. De onde vem essa sua paixão?
Freire Neto - Minha primeira lembrança é assistindo F-1 com meu pai. Depois foi uma questão de tempo me impressionar e gostar muito do segmento.
P- Se sente realizado profissionalmente ou pretende dar vôos mais altos?
Freire Neto - Eu faço o que gosto, me divirto, me realizo, me sinto muito bem. Aprendo a cada dia e sempre busco meus sonhos e objetivos, q n param.
P- Das suas viagens já realizadas, qual foi a que mais lhe marcou?
Freire Neto - Com certeza, a cobertura do Salão Mundial de Paris em 2010. Muitas experiências fantásticas e uma nova visão do mundo e mercado.
P- O que é o Twitter para você?
Freire Neto - Uma excelente ferramenta de comunicação, marketing, divulgação, interação e feedback instantâneo. Uma medição rápida e fiel.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Freire Neto - Curtir minha família, viajar, assistir filmes e esportes, ir ao cinema, ler, jogar PES ou Fifa Soccer. Correr e resenhar...
*Se você quer conhecer um pouco mais o Freire Neto converse com ele no Twitter @freireneto

* Artigo de Louise Marinho
Terminei. Eu nem acredito. E num sei nem dizer como estou, algo até meio surreal.
É, foi a minha primeira lavada de banheiro, em 21 aninhos. É, 21 anos, pra muitos isso é motivo de vergonha, pra outras, orgulho. Pra mim nem um, nem outro. Já a experiência adquirida traz orgulho, aquilo que veio na hora certa, quando tinha que ser (meio papo de toda primeira vez...). Pois, vou lhes contar. Acho merecido.
Numa tarde quente, voltando da rua, sem nada pra fazer (fora aquele trabalho gigante de Planejamento), movida pelo espírito coletivo e até certa empolgação, decidi lavar o lavabo de cima (assim como foi sorteado) guiada por uma amiga, (a única com certas experiências na casa), peguei todo o material necessário e subi. Na mala peguei umas luvas trazidas prontamente do Brasil, calcei uma meia podre (uma que caminhp em contato direto com o chão de Madri, na volta de uma boate no centro, até minha casa...), coloquei uma Bossa Nova pra tocar, o cabelo já estava preso, e claro, foto tirada. Comecei (sempre gritando por helps de Santa Bruna).
A princípio tranqüilo, claro, na medida do possível. Limpando manualmente com lencinhos o sanitário e a pia. Nojo sim, mas nada que uns gritinhos não exorcizassem. Pronto, agora deveria vir a parte mais simples. Aquela com um troço, que vou chamar de escovão, mas que nada tem a ver com um escovão, detergente e água. Joguei o detergente pelo banheiro, água (vão aprendendo..) e me pus a “escovar” o chão, lugar pequeno, rapidamente já estava ensaboado. “E agora Bruna?” “Ah só passar água pra sair.” Simples não?! A porcaria do escovão só ensaboava mais o banheiro, e a água do balde com mais espuma ficava, e eu escovando, enxaguando, ensaboando, (claro, em meio a muitos gritos e respingos) e lembrando de Renata, a faxineira, Lúcia, Iraci, empregadas e toda e qualquer outra servente que já conheci, vi, ou imaginei. Porra, aquela merda não saia. E não havia Bossa que ajudasse, (ou conselho de mãe coruja, que me recomendou nas horas difíceis lembrar que estaria fazendo tais serviços em “Madri”, hora, podia ser em Paris, Londres, no Palácio Real, a dor nas costas seria a mesma) E haja trocar água do balde, e limpar os “tentáculos do escovão”, e só espumas na minha frente. Cansei. Desci, me vi na cozinha prestes a chorar, é, chorar! Quando me veio uma luz, vou tentar tirar com um pano, certo não temos pano de chão, mas temos aqueles lencinhos azuis, ótimo. E voltei a tentar, e mais espuma, eu já estava de joelhos no chão escorregadio, meias podres ensopadas. Lembrei do tapete cor de rosa que usamos desde a chegada e a pouco fora trocado. Peguei ele, molhei (pouco) e ainda ajoelhada, passei-o no chão, e foi assim que pouco a pouco fui conseguindo desensaboar aquele chão, que agora já é tão íntimo meu.
Trabalho terminado, luvas estendidas, mãos lavadas e devidamente hidratadas, ponho-me aqui a compartilhar com vocês essa experiência, que pra os leitores pode ter parecido boba, ou sem graça, mas que pra mim foi única. E todos aqueles clichÊs que se diz por aí, aquilo de valorizar o trabalho do outro, (algo que você só vai saber, realmente, fazendo), tirar proveito de toda e qualquer situação, descer ou subir a níveis ‘inimagináveis’ e blá blá blá.
Maas, quantas vezes mais terei que fazer isso até Janeiro? Bruuuna?? A resposta é: toda semana. Vale, espero que eu não tenha que voltar a falar sobre o assunto, já que treinamento leva a perfeição
Hasta La vista, babies.
*Louise Marinho, 21 anos, de Natal, estudante, está na Espanha para cursar um semestre do curso de Publicidade e Propaganda. Foi chamada pra falar um pouco das suas impressões e vivências madrilenas por aqui, no Calangotango. Mas avisa que “na Comunicação Social sou apenas uma estudante, aspirante a redatora”.
Quanto as suas outras qualificações, habilidades e virtudes, querendo saber, procurem no louisemarinho@hotmail.com
Bem, divirtam-se com a Louise aqui no Calangotango.
Ela estará por aqui duas vezes por mês.

Wellton Máximo
- Agência Brasil
Brasília – Cerca de um terço de tudo o que o brasileiro ganhou em 2010 foi para os cofres públicos. Segundo números divulgados há pouco pela Receita Federal, a carga tributária no ano passado correspondeu a 33,56% do Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,42 ponto percentual em relação a 2009, quando a carga havia atingido 33,14%.
O número corresponde à arrecadação da União, de estados e municípios, dividida pelo PIB, que é a soma de tudo aquilo que o país produz. De acordo com a Receita Federal, o crescimento da carga tributária resultou da combinação do crescimento de 7,5% do PIB no ano passado e da expansão real (descontada a inflação) de 8,9% da arrecadação tributária nos três níveis de governo.
Apesar do aumento da arrecadação, a Receita alega que o incremento da carga tributária decorreu muito mais do crescimento da economia do que da elevação de impostos e contribuições. De acordo com o Fisco, isso pode ser comprovado pelo fato de o aumento da receita tributária ter se concentrado em tributos vinculados ao faturamento ou ao valor agregado, como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A Cofins e o IPI foram os tributos cuja receita registrou as maiores variações em relação ao PIB, com crescimento de 0,14 ponto percentual cada um.
No caso do IPI, além do crescimento da produção, o fim das desonerações para automóveis e eletrodomésticos interferiu no aumento da arrecadação. O segundo maior crescimento em relação ao PIB ocorreu com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja arrecadação subiu 0,12 ponto percentual em relação ao PIB. Conforme a Receita, essa variação foi provocada pela elevação das alíquotas sobre operações cambiais no ano passado, para conter a queda do dólar.
O crescimento também decorreu da revisão da carga tributária de 2009, feita pela Receita. No ano passado, o Fisco havia divulgado que o indicador tinha atingido 33,58% do PIB, dois anos atrás. Agora, esse número passou para 33,14%. A maior carga tributária havia sido registrada em 2008, quando o percentual alcançou 34,11% do PIB.
Os tributos federais foram os que mais pesaram no bolso do brasileiro, correspondendo a 23,46% do PIB em 2010. Em 2009, esse percentual havia atingido 23,14%. Os tributos estaduais representaram 8,47% do PIB, índice praticamente estável em relação a 2009, quando os tributos estaduais haviam alcançado 8,48% do PIB. A carga tributária dos municípios subiu de 4,58% do PIB, em 2009, para 4,87% no ano passado.
De acordo com a Receita Federal, a carga tributária brasileira é mais baixa que a média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo composto principalmente por países desenvolvidos. Como os dados dos outros países estão desatualizados, a Receita Federal fez a comparação com 2009, quando a média da carga tributária nos países da OCDE somou 34,8% do PIB, 1,7 ponto percentual acima da brasileira naquele ano.
Apesar disso, o peso dos impostos sobre a economia brasileira é maior do que nos Estados Unidos, onde a carga tributária somou 24% em 2009, e em países emergentes como o México, cuja carga atingiu 17,5% do PIB.

Fonte: Adital
O prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, escreveu uma carta ao presidente Barack Obama em que analisa a atual crise global e a responsabilidade dos Estados Unidos e de suas políticas armamentistas no contexto internacional. No texto, intitulado "Se os EUA entrarem em default, a América Latina vai ajudar", o defensor dos Direitos Humanos oferece apoio para o país sair da crise.
Nos primeiros parágrafos, Pérez Esquivel dá as razões para o envio da carta: "A intenção é tentar 'dar-te uma mão', a partir da América Latina, frente à crise econômica, política e de valores que atinge os Estados Unidos, a Europa, a Grécia e outros países do mal chamado 'primeiro mundo'. Sempre afirmei que somos um só mundo mal distribuído e agora a crise toca aos intocáveis", disse.
O prêmio Nobel da Paz avalia a situação econômica dos EUA e se refere ao passado e ao presente da América Latina. "Vamos esclarecer as coisas, Barack, a América Latina não pode dar-te crédito algum, está desfalcada graças à gentileza do FMI e do BM, com suas receitas. O primeiro conselho é que não aceites receitas de organismos tóxicos."
Esquivel também criticou os gastos militares norte-americanos, afirmando que as guerras custasm vidas e provocam fome e violência. Leia abaixo a íntegra da carta, escrita em 5 de setembro.
Barack Obama: Se os Estados Unidos entram em default, a América Latina ajudará
Estimado Barack Obama,
Mais do que uma carta, a intenção é tentar ‘dar-te uma mão' desde a América Latina frente à crise econômica, política e de valores que atinge os Estados Unidos, a Europa, a Grécia e outros países do mal chamado "primeiro mundo”. Sempre afirmei que somos um só mundo mal distribuído e agora a crise toca aos intocáveis.
Como Fausto que, por um amor, vendeu sua alma ao diabo, o grave é que alguns países venderam sua alma à Bolsa que os embolsou e lhes reclama o pagamento da dívida e os juros; semelhante ao Mercador de Veneza que reclama o pagamento da dívida com uma libra de carne de seu próprio corpo.
Esclareçamos as coisas, Barack. A América Latina não pode dar-te crédito algum; está desfalcada graças à gentileza do FMI e do Banco Mundial, com suas receitas. O primeiro conselho é que não aceites receitas de organismos tóxicos. O que, sim, podemos fazer é transmitir-te algumas experiências que podem ajudar.
Temos que aprender a viver com a crise; nós a assumimos quase que como uma irmã mais velha. Algumas vezes a amamos e, outras vezes, a odiamos; são como problemas de família.
Temos que revisar e ver "que o armário de ideias está vazio”, como dizia alguém cujo nome não recordo; portanto, deves gerar ideias superadoras e aprender os mecanismos impostos pela dívida externa como instrumento de dominação. Nisso, vocês são mestres.
Porém, os latino-americanos sabemos bastante sobre as pragas bíblicas que são "esse monstro grande que pisa forte toda a inocência das pessoas”, como canta León.
Heráclito dizia que nunca nos banhamos nas mesmas águas, apesar de ser o mesmo rio. Tudo muda. Até teu país, que se cria poderoso amo do mundo, hoje, deve enfrentar a maior dívida externa do mundo, que deixa aos norte-americanos com a boca aberta e o bolso tremendo na angústia existencial, quando a Standard & Poor's faz sinal de negativo nas qualificações, no melhor estilo imperial.
Tenho que dizer-te que não tenho suficientes dedos nas mãos e nos pés para contar a dívida de teu país em bilhões, trilhões; cifras que não entram em minha cabeça, e tento compreender que o impossível é possível.
É demais para meus neurônios comprovar que o maior credor dos Estados Unidos é a China "capicomunista” e, entre os mistérios desse legendário país, é saber como fará para cobrar aos Estados Unidos a dívida externa. Porém, a China também controla o mercado de metais para alta tecnologia, o que torna os EUA mais dependentes da China. Tudo isso me parece um ‘conto chinês'.
Me pergunto: Os chineses terão que convocar aos seus deuses e magos de todas as dinastias e ao sábio Confúcio, que deve estar bem confuso com o que acontece em teu país? Quem sabe! Nisso não podemos ajudar-te. O que, sim, podemos, é ensinar-te o jogo da dívida externa:
1. Deves saber que as regras são postas pelos que mandam e não por teu país, que passou a ser membro do clube dos devedores. Portanto: "Bem vindo ao clube dos devedores!”
2. No jogo, os credores usam dados viciados e o resultado será sempre o mesmo: "quanto mais pagas, mais deves e menos tens”. Jogar é uma forma de fazer-te acreditar que podes ganhar.
3. Não te desesperes; o jogo vem com surpresas. Estás condenado à perpetuidade, como o mítico Sísifo: nunca chegarás ao cume; uma e outra vezes deves carregar o peso da dívida que, passo a passo, pesa mais e mais.
Pega o lápis, estimado Barack, e anota; porém, não te desesperes; coloca todos os números que queiras e sempre obterás o mesmo resultado.
Até o momento, aplicaste um duro programa de ajuste fiscal em gastos sociais, educação, saúde, alimentação por 2,5 bilhões de dólares e aumentaste o gasto militar com a cumplicidade do Congresso para elevar o endividamento até 16,4 bilhões de dólares, cifra superior em uns dois bilhões ao PIB de teu país. Segundo os dados que o politólogo Atilio Borón recolhe em sua nota "Uma estafa de 16 bilhões de dólares”. Não perderei tempo em colocar dados que já tens.
Se continuas com essa loucura, esperando resolver o déficit, é como colocar a cabeça na guilhotina para que tu mesmo a cortes. Estimado Barack, por favor, não sejas suicida.
Tenta encarar políticas públicas a favor de teu povo para evitar que o país pegue fogo, como está acontecendo na Europa e em outras latitudes, com os indignados... indignadíssimos...
Em vez de enfrentar a pobreza, a fome e o desemprego que atinge a mais de 54 milhões de pessoas, envias milhões de dólares para salvar aos que mais têm. São 659 milhões de dólares que foram abonados a instituições bancárias e a empresas financeiras. Algo cheira mal, Barack, e pode apodrecer.
Teu governo decidiu continuar aumentando o gasto militar, as bases em diversas partes do mundo, para promover guerras e conflitos à custa do direito de teu povo e de outros povos, vítimas de teu país. Se crês que apoiando o complexo industrial-militar resolverás a crise, chegarás a um ponto sem retorno.
Não deves esquecer que quem semeia violência recolhe mais violência; teu país suportando o bumerangue das receitas neoliberais que impuseram a outros povos. Tens uma possibilidade: nos EUA há pessoas sábias e com ideias que têm propostas para teu armário vazio e podem ajudar a superar a crise.
Porém, vamos ao concreto e tentemos visualizar algumas soluções. Como o problema é muito mais complexo, se necessita ter pensamento holístico:
Quanto custa aos Estados Unidos a guerra no Iraque?
Teu antecessor, George W. Bush, mais mentiroso do que Pinóquio, disse que a guerra no Iraque custaria 50 bilhões de dólares. Os EUA estão gastando essa quantia no Iraque a cada três meses, como diz o Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz: "Se situamos essa quantidade em seu marco, o resultado é que por uma sexta parte do custo da guerra dos EUA, seu sistema de seguridade social poderia ser dotado de uma sólida base econômica durante mais de meio século, sem reduzir as prestações sociais e nem aumentar as contribuições”. Mais claro, impossível.
Quanto custa uma bomba que teu exército e teus aliados detonam sobre a Líbia, o Iraque e o Afeganistão?
Te recordo que 146 entidades financeiras de 16 países investiram e prestaram serviços financeiros pelo valor de 43 bilhões de dólares para fabricar bombas de fragmentação entre os anos de 2007 e 2009.
Um míssil Trident DII5, de longo alcance, pode transportar uma cabeça nuclear e seu custo é de 30.9 milhões de dólares. A empresa Lockheed Martín é a contratista ganhadora a um custo de 789,9 milhões de dólares.
Quanto custa um tanque de guerra e um avião de combate?
Anota, Barack, pára não esquecer e soma as cifras inimagináveis para promover a morte e a destruição.
Outra pergunta: Te povo sabe quanto o governo gasta em guerras que desencadeiam em diversas partes do mundo e para onde vão os impostos que pagam?
O AH-Apache, usado pelos Estados Unidos no Iraque, é um helicóptero de ataque utilizado pelos britânicos, por Israel, pelo Japão e outros; o custo do programa foi de 10 bilhões e 500 milhões de dólares. O custo de despegue é de 18 milhões de dólares e o custo de compra da versão AH-64D, em 2003, era de 56 milhões de dólares.
Aqui vem o prato principal: Segundo a TIME, na lista de 2009, um simples caça de combate costa 94 milhões de dólares e soma até o poderoso e letal bombardeio avaliado em 2.400 milhões de dólares o B-2 SPIRIT.
Nem falar dos porta-aviões que entram no imaginário do incrível; porém, dolorosamente certo, como a classe NIMITZ, que alcançam por unidade os 4.000 milhões de dólares; que necessita um equipamento anual de 150 milhões de dólares. Isso sem contar os 80 aviões que podem aumentar sua capacidade até 100.
Me cansei, Barack; estou esgotado com tanta loucura e irresponsabilidade... Necessito respirar.
Porém, temos que continuar. Outras medidas que podes utilizar para reduzir o déficit de teu país –medidas que prometeste; porém, não cumpriste- é fechar as prisões de Abu-Graib (Iraque) de Guantánamo (Cuba). E levantar o bloqueio a Cuba e liberar aos cinco cubanos que manténs presos por mais de 10 anos. Isso permitiria que teu país economizasse milhões de dólares. Me diz, Barack: Quanto custa ao teu país o salário dos torturadores, assassinos e carcereiros formados na Escola das Américas, que, mesmo tendo mudado de nome, continua usando os mesmos métodos?
O problema mais grave que atinge ao teu país é o medo. Medo dos demais e medo de si mesmo. Porém, se empenha em aferrar-se ao salva vidas de chumbo e inventa mecanismos de segurança que torna a vida mais insegura e angustiante. O orçamento militar de teu país para 2011 supera os 700 bilhões de dólares.
As guerras, o petróleo, os minérios, a água, o poder político e econômico custam milhares de vidas humanas; provocam fome e violência. Porém, para os que mandam, negócios são negócios; e a humanidade passa a ser uma abstração.
Hoje é a Líbia; a guerra pelo petróleo. Amanhã? Será pela água, pelos recursos e bens naturais? Quem sabe! O que, sim, sabemos é que estás hipotecando o presente e destruindo o futuro de teu povo e de outros povos do mundo.
Não podemos continuar lamentando a situação em que vivemos; devemos construir na esperança. Te proponho o seguinte:
Doa o valor de um dos aviões de combate e, como dizia Raoul Follereau, poderás ver quantos hospitais, escolas e empregos dignos podem ser construídos para os povos.
Com o valor de uma das bombas que teu exército joga sobre o Iraque, o Afeganistão ou a Líbia podem ser construídos centros de saúde e dar de comer e educar a milhões de crianças, que te oferecerão um sorriso e esperança de vida.
Se fossem somados todos os milhões investidos para a morte, quanto mais teu país poderia fazer para a vida de teu povo e da humanidade? Poderias pagar a dívida externa e interna.
Minha saudação de Paz e Bem.
Adolfo Perez Esquivel

Carolina Pimentel
- Agência Brasil
A corrupção pode ser um entrave maior do que uma crise econômica quando o assunto é combater a pobreza no mundo. A avaliação é de Selim Jahan, diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), sediado em Nova York, nos Estados Unidos.
O diretor reconhece que a crise econômica vivida pelos Estados Unidos e pela Europa afeta o trabalho de diminuição do número de pobres no mundo porque diversas nações dependem da ajuda externa vinda de países mais ricos para combater a pobreza, principalmente os da África. Ele alerta que a corrupção também tem impacto negativo, porque o dinheiro a ser usado é perdido.
“Pode-se dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde”, disse Jahan, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.
“O uso ineficiente dos recursos e pouco dinheiro têm o mesmo efeito”, acrescentou o economista. Segundo ele, nações como Mali e Serra Leoa já estão em busca de outros países desenvolvidos que possam ajudá-los.
Selim Jahan destaca que há conhecimento de que a corrupção está instalada dentro do Poder Público de países pobres e emergentes. As Nações Unidas têm estimulado essas nações a usar mecanismos para dar transparência aos gastos governamentais. Ele cita uma experiência na Índia em que gestores locais colocam em um mural público quanto dinheiro há disponível e o montante gasto.
Segundo Jahan, diminuir a burocracia também contribui para evitar a corrupção. “Em algumas sociedades, a corrupção é institucionalizada. Isso ocorre por muitas razões. Uma delas é que, às vezes, existem muitas regras. Se você é o responsável por essas regras, você sempre pode usá-las para conseguir dinheiro dos outros. Se você simplifica essas regras e dá transparência aos gastos, você pode reduzir a corrupção”, explicou.
A primeira das oito Metas do Milênio, propostas pelas Nações Unidas, é reduzir pela metade o número de pessoas na extrema pobreza até 2015. O Brasil já atingiu essa meta.

23.9.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Teresa Leal - Campo Grande/MS, 32 anos, solteira, Cirurgiã-Dentista, especialista em Periodontia.

P- Como e quando resolveu vir morar em Natal?
Teresa Leal - Meu pai é engenheiro, a família sempre se mudou muito. Além de Campo Grande-MS, já morei em Recife e Fortaleza. Natal desde 1998 é meu lar.
P- Você pretende retornar algum dia para a sua cidade natal (Campo Grande/MS)?
Teresa Leal - Só para visitas creio eu. Para morar prefiro o nordeste, é o paraíso, só falta explorar mais o potencial de empreendedorismo e inovação.
P- Quando resolveu fazer o curso de Odontologia?
Teresa Leal - Sempre fui entre Odontologia e Medicina. Percebi que adoro cirurgias menores mas não me sinto bem em hospitais, a Periodontia me completa.
P- Por que resolveu se especializar em Periodontia?
Teresa Leal - É uma especialidade com a qual as outras se interligam. Encantou tanto pela plástica quanto pela prevenção e recuperação gengival.
P- Como é exercida sua atividade no SESC Clínica e no Instituto de Odontologia Potiguar?
Teresa Leal - No SESC Clínica atendo comerciários e seus dependentes, já no IOP, os pacientes particulares. Nos dois exerço a Periodontia e Clínica Geral.
P- Você gosta de aprender outros idiomas (inglês, alemão e espanhol). Há necessidade para a sua profissão?
Teresa Leal - Já usei os 3 idiomas em atendimentos, preciso aprender libras também. Creio que se tornar cidadão do mundo faz parte do crescimento pessoal.
P- Você já fez natação competitiva e surf. Por que abandonou? pretende fazer essas atividades novamente?
Teresa Leal - O trabalho foi tomando meu tempo e essas duas atividades requerem um treino bem regular. Agora entrei na fase "academia".
P- Das suas viagens já realizadas, qual foi a sua mais marcante?
Teresa Leal - Por incrível que pareça: Rio de Janeiro. É a cidade mais linda do mundo. O Brasil tem uma beleza universal, o que faz dele um país singular.
P- O que é o Twitter para você?
Teresa Leal - O twitter acelerou a evolução de tudo. A humanidade se reúne diariamente com discussões de proporções inimagináveis e mudanças acontecem.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Teresa Leal - Adoro conhecer novas cidades, pessoas, restaurantes, estabelecimentos de lazer e cultura. Em casa curto seriados, filmes, violão, PS3 e ler.
*Se você quer conhecer um pouco mais a Teresa Leal converse com ela no Twitter @TeTeeeLeal

Renata Giraldi, Luciana Lima e Carina Dourado*
Repórteres da Agência Brasil
*Enviada Especial da EBC
Brasília e Nova York - A presidenta Dilma Rousseff cobrou hoje (22) da comunidade internacional mais rigor na fiscalização sobre algumas nações que detenham “privilégios” e armas nucleares para fins não pacíficos. Ela se referiu à existência de arsenais atômicos em alguns países. Sem citar nomes, advertiu que eles são uma ameaça ao mundo. Dilma sugeriu que cada governo também adote medidas efetivas de segurança, eliminando as armas nucleares do planeta, sem concessões, e que adotem esforços conjuntos para combater o terrorismo.
“O Brasil deixou claro que um mundo no qual as armas nucleares sejam aceitas será sempre um mundo inseguro. O Brasil compartilha da preocupação mundial com a segurança nuclear”, destacou Dilma ao discursar na Reunião de Alto Nível de Segurança Nuclear durante a 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. “Precisamos, sim, avançar na segurança nuclear militar. Redobremos nossos esforços em prol do desarmamento geral.”
As potências nucleares, que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1° de janeiro de 1967, e que mantêm arsenais bélicos atômicos são os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido e a França.
A presidenta alertou que a presença de arsenais nucleares é um risco permanente para a humanidade. "É imperativo ter no horizonte a eliminação completa e irreversível das armas nucleares. A ONU deve preocupar-se com isso”, disse ela. “Estudos apontam a deteriorização do estado de conservação e de manuseio desse material, sem falar da ameaça permanente que essas armas de destruição em massa apresentam para a humanidade", acrescentou.
Dilma disse ainda que há vários fatores de riscos que devem ser observados pela comunidade internacional. "Cortes orçamentários exacerbados pela crise econômica do passado [a de 2008 e 2009], adiamento de programas de manutenção e modernização de ogivas, além das perdas de pessoal qualificado são fatores de alto risco", disse.
Para a presidenta, é fundamental que cada país desenvolva um programa próprio que preserve e garanta a segurança das usinas nucleares. “Cada Estado deve aplicar também seus programas de segurança em um regime de maior transparência”, disse ela, lembrando que tais ações aumentam a “confiança sobre os fins pacíficos” do uso da energia nuclear.
A presidenta lembrou que no Brasil há um compromisso de uso seguro e para fins pacíficos da energia nuclear. Decisão que é referendada na Constituição de 1988. Dilma destacou ainda que, no país, 82% da matriz energética são renováveis e que há duas usinas nucleares – Angra 1 e Angra 2 – em funcionamento e uma terceira em construção – Angra 3. Todas no estado do Rio de Janeiro.
“O uso seguro e pacífico é irreversível [para o Brasil] e está na nossa Constituição”, ressaltou. Ela disse ainda que os países da América Latina e do Caribe firmaram um acordo que proíbe o uso não pacífico de armas nucleares. “Nós somos uma das maiores áreas do mundo livres de armas nucleares”, disse ela, sem esconder o orgulho.
A presidenta disse que o Brasil adota todos os padrões fixados pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e assinou 13 acordos internacionais de combate ao terrorismo. Dilma acrescentou ainda que, depois dos acidentes radioativos na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, ela recomendou estudos específicos de avaliação de riscos no Brasil.
Os acidentes nucleares no Japão acenderam uma luz de alerta no mundo, pois os vazamentos e explosões na usina foram provocados pelo terremoto seguido por tsunami, em 11 de março deste ano. Em decorrência dos acidentes, cidades inteiras foram esvaziadas e alimentos produzidos na região, proibidos para comercialização e venda. Até hoje, o Japão tenta retomar a normalidade.
Como fez ontem (21), a presidenta reiterou a defesa pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas – formado por 15 membros, dos quais apenas cinco são fixos – e que tem relação direta com a Agência Internacional de Energia Atômica. “Precisamos avançar na reforma do Conselho de Segurança”, disse ela.

Os trabalhadores dos Correios no RN, votaram pela continuidade da greve e pela realização de uma grande passeata na sexta-feira (23), pelas ruas do centro da cidade, em Natal/RN.
Trabalhadores votam pela manutenção da greve
Segundo o presidente do Sintect/RN. Moacir Soares, “no Rio Grande do Norte a direção dos Correios tenta mascará a nossa realidade, pregando através de matérias jornalísticas oferecidas a Imprensa, de que tudo está funcionando dentro da normalidade, mas, na verdade eles deslocaram companheiros de outras áreas para entrega de encomendas, chamaram as pressas alguns concursados, inclusive futuros atendentes Comerciais, para simbolicamente atuarem como carteiros nos Centros de Distribuição, bem com tem levado a exaustão os companheiros terceirizados, que estão sendo obrigados a efetuarem duas saídas para distribuição, sobre pressão e ameaças de demissões”.
Diante deste cenário, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RN (SINTECT-RN) convocou todos os trabalhadores em greve e sindicalistas de outras instituições sindicais classistas,  para uma passeata nesta sexta-feira (23), a partir das 15h, com concentração, em frente à Agência Central dos Correios, na Ribeira, em Natal, seguindo até o Calçadão do Rua João Pessoa.
Passeata é hoje


Da BBC Brasil
Em mais um dia de queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o mundo está em uma “zona de perigo” e que a crise da dívida em países desenvolvidos pode se espalhar para emergentes.
“Ainda acho improvável um segundo mergulho recessivo das maiores economias do mundo, mas minha confiança nisso está sendo erodida diariamente pelas notícias econômicas”, declarou Zoellick, durante o encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, nesta quinta-feira (22).
“Uma crise feita no mundo desenvolvido poderia se tornar uma crise para países emergentes. Europa, Japão e Estados Unidos têm de agir para enfrentar seus grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o resto do mundo”, disse.
Ainda no encontro desta quinta-feira, Zoellick disse que os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem se concentrar em medidas internas e pediu que evitem a tentação do protecionismo.
Segundo Zoellick, após um período de alta durante o ápice da crise econômica mundial, o protecionismo registrou queda recentemente, devido às pressões inflacionárias em muitos países, mas pode voltar a crescer.
"Não deixem os países navegarem para o protecionismo", disse. "Haverá a tentação de alguns países de começar a proteger suas indústrias manufatureiras".
O presidente do Banco Mundial, porém, lembrou que, no caso do Brasil, a indústria vem enfrentando dificuldades devido à pressão provocadas pela valorização do real ante o dólar.
Zoellick citou ainda a necessidade de reformas estruturais nos países da América Latina, para que possam diversificar suas economias, já que a demanda por produtos agrícolas pode não se manter em alta indefinidamente.
As advertências de Zoellick foram ecoadas por Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, que disse que a situação econômica global está em uma posição “perigosa” e que o caminho rumo à recuperação é "mais estreito do que três anos atrás".
Lagarde ainda afirmou que os líderes internacionais devem agir rapidamente em termos de consolidação fiscal, controle de dívidas internas e reformas do setor público.

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