24.9.11
Postado por
Sávio Hackradt
Entrevista
10 x 140 – Por
Pedro Henrique (@PH_natal)
Perfil
de Freire Neto - Natal/RN, 32 anos, casado, formado em Comunicação
Social - Jornalismo. Ele tem uma grande paixão: carros/automobilismo
P-
Como e quando surgiu a ideia de fazer Jornalismo?
Freire
Neto - Na ETFRN(hj IFRN). Fui convidado a escrever sobre esportes no jornal da
escola e me encontrei. Sou apaixonado por comunicar e divulgar.
P-
Onde cursou? Recomenda?
Freire
Neto - Comunicação Social, Jornalismo, na UFRN. Claro. O curso quem faz é o
estudante. Faça o que gosta e se realiza, farás melhor e se destacará.
P-
Caso você não fosse Jornalista, que outra profissão você exerceria? Por que?
Freire
Neto - Hummm (risos). Não me vejo fazendo outra coisa, mas tentaria a vida como
comerciante, vendedor ou guia turístico.
P-
Como é exercida sua atividade na Usina Comunicação?
Freire
Neto - Sou o diretor/editor da Usina Comunicação. Planejo e desenvolvo projetos
e soluções em comunicação 24h por dia.
P-
Como é desenvolvido seu trabalho de Marketing Esportivo?
Freire
Neto - Depende do cliente ou necessidade. Planejamos e projetamos soluções em
marketing esportivo para eventos, atletas e produtos.
P-
Você sempre aborda no twitter questões relacionadas a carros/automobilismo. De
onde vem essa sua paixão?
Freire
Neto - Minha primeira lembrança é assistindo F-1 com meu pai. Depois foi uma
questão de tempo me impressionar e gostar muito do segmento.
P-
Se sente realizado profissionalmente ou pretende dar vôos mais altos?
Freire
Neto - Eu faço o que gosto, me divirto, me realizo, me sinto muito bem. Aprendo
a cada dia e sempre busco meus sonhos e objetivos, q n param.
P-
Das suas viagens já realizadas, qual foi a que mais lhe marcou?
Freire
Neto - Com certeza, a cobertura do Salão Mundial de Paris em 2010. Muitas
experiências fantásticas e uma nova visão do mundo e mercado.
P-
O que é o Twitter para você?
Freire
Neto - Uma excelente ferramenta de comunicação, marketing, divulgação,
interação e feedback instantâneo. Uma medição rápida e fiel.
P-
Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Freire
Neto - Curtir minha família, viajar, assistir filmes e esportes, ir ao cinema,
ler, jogar PES ou Fifa Soccer. Correr e resenhar...
*Se
você quer conhecer um pouco mais o Freire Neto converse com ele
no Twitter @freireneto
Postado por
Sávio Hackradt
* Artigo de Louise Marinho
É,
foi a minha primeira lavada de banheiro, em 21 aninhos. É, 21 anos, pra muitos
isso é motivo de vergonha, pra outras, orgulho. Pra mim nem um, nem outro. Já a
experiência adquirida traz orgulho, aquilo que veio na hora certa, quando tinha
que ser (meio papo de toda primeira vez...). Pois, vou lhes contar. Acho
merecido.
Numa
tarde quente, voltando da rua, sem nada pra fazer (fora aquele trabalho gigante
de Planejamento), movida pelo espírito coletivo e até certa empolgação, decidi
lavar o lavabo de cima (assim como foi sorteado) guiada por uma amiga, (a única
com certas experiências na casa), peguei todo o material necessário e subi. Na
mala peguei umas luvas trazidas prontamente do Brasil, calcei uma meia podre
(uma que caminhp em contato direto com o chão de Madri, na volta de uma boate
no centro, até minha casa...), coloquei uma Bossa Nova pra tocar, o cabelo já
estava preso, e claro, foto tirada. Comecei (sempre gritando por helps de Santa
Bruna).
A
princípio tranqüilo, claro, na medida do possível. Limpando manualmente com
lencinhos o sanitário e a pia. Nojo sim, mas nada que uns gritinhos não
exorcizassem. Pronto, agora deveria vir a parte mais simples. Aquela com um troço,
que vou chamar de escovão, mas que nada tem a ver com um escovão, detergente e água.
Joguei o detergente pelo banheiro, água (vão aprendendo..) e me pus a “escovar”
o chão, lugar pequeno, rapidamente já estava ensaboado. “E agora Bruna?” “Ah só
passar água pra sair.” Simples não?! A porcaria do escovão só ensaboava mais o
banheiro, e a água do balde com mais espuma ficava, e eu escovando, enxaguando,
ensaboando, (claro, em meio a muitos gritos e respingos) e lembrando de Renata,
a faxineira, Lúcia, Iraci, empregadas e toda e qualquer outra servente que já
conheci, vi, ou imaginei. Porra, aquela merda não saia. E não havia Bossa que
ajudasse, (ou conselho de mãe coruja, que me recomendou nas horas difíceis
lembrar que estaria fazendo tais serviços em “Madri”, hora, podia ser em Paris,
Londres, no Palácio Real, a dor nas costas seria a mesma) E haja trocar água do
balde, e limpar os “tentáculos do escovão”, e só espumas na minha frente.
Cansei. Desci, me vi na cozinha prestes a chorar, é, chorar! Quando me veio uma
luz, vou tentar tirar com um pano, certo não temos pano de chão, mas temos
aqueles lencinhos azuis, ótimo. E voltei a tentar, e mais espuma, eu já estava
de joelhos no chão escorregadio, meias podres ensopadas. Lembrei do tapete cor
de rosa que usamos desde a chegada e a pouco fora trocado. Peguei ele, molhei
(pouco) e ainda ajoelhada, passei-o no chão, e foi assim que pouco a pouco fui
conseguindo desensaboar aquele chão, que agora já é tão íntimo meu.
Trabalho
terminado, luvas estendidas, mãos lavadas e devidamente hidratadas, ponho-me
aqui a compartilhar com vocês essa experiência, que pra os leitores pode ter
parecido boba, ou sem graça, mas que pra mim foi única. E todos aqueles clichÊs
que se diz por aí, aquilo de valorizar o trabalho do outro, (algo que você só
vai saber, realmente, fazendo), tirar proveito de toda e qualquer situação,
descer ou subir a níveis ‘inimagináveis’ e blá blá blá.
Maas,
quantas vezes mais terei que fazer isso até Janeiro? Bruuuna?? A resposta é:
toda semana. Vale, espero que eu não tenha que voltar a falar sobre o assunto,
já que treinamento leva a perfeição
Hasta
La vista, babies.
*Louise Marinho, 21 anos, de
Natal, estudante, está na Espanha para cursar um semestre do curso de
Publicidade e Propaganda. Foi chamada pra falar um pouco das suas impressões e
vivências madrilenas por aqui, no Calangotango. Mas avisa que “na Comunicação
Social sou apenas uma estudante, aspirante a redatora”.
Quanto
as suas outras qualificações, habilidades e virtudes, querendo saber, procurem
no louisemarinho@hotmail.com
Bem,
divirtam-se com a Louise aqui no Calangotango.
Ela estará por aqui duas vezes por mês.
Postado por
Sávio Hackradt
Wellton
Máximo
- Agência Brasil
Brasília
– Cerca de um terço de tudo o que o brasileiro ganhou em 2010 foi para os
cofres públicos. Segundo números divulgados há pouco pela Receita Federal, a
carga tributária no ano passado correspondeu a 33,56% do Produto Interno Bruto
(PIB), crescimento de 0,42 ponto percentual em relação a 2009, quando a carga
havia atingido 33,14%.
O
número corresponde à arrecadação da União, de estados e municípios, dividida
pelo PIB, que é a soma de tudo aquilo que o país produz. De acordo com a
Receita Federal, o crescimento da carga tributária resultou da combinação do
crescimento de 7,5% do PIB no ano passado e da expansão real (descontada a
inflação) de 8,9% da arrecadação tributária nos três níveis de governo.
Apesar
do aumento da arrecadação, a Receita alega que o incremento da carga tributária
decorreu muito mais do crescimento da economia do que da elevação de impostos e
contribuições. De acordo com o Fisco, isso pode ser comprovado pelo fato de o
aumento da receita tributária ter se concentrado em tributos vinculados ao
faturamento ou ao valor agregado, como a Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A
Cofins e o IPI foram os tributos cuja receita registrou as maiores variações em
relação ao PIB, com crescimento de 0,14 ponto percentual cada um.
No
caso do IPI, além do crescimento da produção, o fim das desonerações para
automóveis e eletrodomésticos interferiu no aumento da arrecadação. O segundo
maior crescimento em relação ao PIB ocorreu com o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF), cuja arrecadação subiu 0,12 ponto percentual em relação ao
PIB. Conforme a Receita, essa variação foi provocada pela elevação das
alíquotas sobre operações cambiais no ano passado, para conter a queda do
dólar.
O
crescimento também decorreu da revisão da carga tributária de 2009, feita pela
Receita. No ano passado, o Fisco havia divulgado que o indicador tinha atingido
33,58% do PIB, dois anos atrás. Agora, esse número passou para 33,14%. A maior
carga tributária havia sido registrada em 2008, quando o percentual alcançou
34,11% do PIB.
Os
tributos federais foram os que mais pesaram no bolso do brasileiro, correspondendo
a 23,46% do PIB em 2010. Em 2009, esse percentual havia atingido 23,14%. Os
tributos estaduais representaram 8,47% do PIB, índice praticamente estável em
relação a 2009, quando os tributos estaduais haviam alcançado 8,48% do PIB. A
carga tributária dos municípios subiu de 4,58% do PIB, em 2009, para 4,87% no
ano passado.
De
acordo com a Receita Federal, a carga tributária brasileira é mais baixa que a
média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
(OCDE), grupo composto principalmente por países desenvolvidos. Como os dados
dos outros países estão desatualizados, a Receita Federal fez a comparação com
2009, quando a média da carga tributária nos países da OCDE somou 34,8% do PIB,
1,7 ponto percentual acima da brasileira naquele ano.
Apesar
disso, o peso dos impostos sobre a economia brasileira é maior do que nos
Estados Unidos, onde a carga tributária somou 24% em 2009, e em países
emergentes como o México, cuja carga atingiu 17,5% do PIB.
Postado por
Sávio Hackradt
Fonte:
Adital
O
prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, escreveu uma carta ao presidente
Barack Obama em que analisa a atual crise global e a responsabilidade dos
Estados Unidos e de suas políticas armamentistas no contexto internacional. No
texto, intitulado "Se os EUA entrarem em default, a América Latina vai
ajudar", o defensor dos Direitos Humanos oferece apoio para o país sair da
crise.
Nos
primeiros parágrafos, Pérez Esquivel dá as razões para o envio da carta:
"A intenção é tentar 'dar-te uma mão', a partir da América Latina, frente
à crise econômica, política e de valores que atinge os Estados Unidos, a
Europa, a Grécia e outros países do mal chamado 'primeiro mundo'. Sempre afirmei
que somos um só mundo mal distribuído e agora a crise toca aos
intocáveis", disse.
O
prêmio Nobel da Paz avalia a situação econômica dos EUA e se refere ao passado
e ao presente da América Latina. "Vamos esclarecer as coisas, Barack, a
América Latina não pode dar-te crédito algum, está desfalcada graças à
gentileza do FMI e do BM, com suas receitas. O primeiro conselho é que não
aceites receitas de organismos tóxicos."
Esquivel
também criticou os gastos militares norte-americanos, afirmando que as guerras custasm
vidas e provocam fome e violência. Leia abaixo a íntegra da carta, escrita em 5
de setembro.
Barack
Obama: Se os Estados Unidos entram em default, a América Latina ajudará
Estimado
Barack Obama,
Mais
do que uma carta, a intenção é tentar ‘dar-te uma mão' desde a América Latina
frente à crise econômica, política e de valores que atinge os Estados Unidos, a
Europa, a Grécia e outros países do mal chamado "primeiro mundo”. Sempre
afirmei que somos um só mundo mal distribuído e agora a crise toca aos intocáveis.
Como
Fausto que, por um amor, vendeu sua alma ao diabo, o grave é que alguns países
venderam sua alma à Bolsa que os embolsou e lhes reclama o pagamento da dívida
e os juros; semelhante ao Mercador de Veneza que reclama o pagamento da dívida
com uma libra de carne de seu próprio corpo.
Esclareçamos
as coisas, Barack. A América Latina não pode dar-te crédito algum; está
desfalcada graças à gentileza do FMI e do Banco Mundial, com suas receitas. O
primeiro conselho é que não aceites receitas de organismos tóxicos. O que, sim,
podemos fazer é transmitir-te algumas experiências que podem ajudar.
Temos
que aprender a viver com a crise; nós a assumimos quase que como uma irmã mais
velha. Algumas vezes a amamos e, outras vezes, a odiamos; são como problemas de
família.
Temos
que revisar e ver "que o armário de ideias está vazio”, como dizia alguém
cujo nome não recordo; portanto, deves gerar ideias superadoras e aprender os
mecanismos impostos pela dívida externa como instrumento de dominação. Nisso,
vocês são mestres.
Porém,
os latino-americanos sabemos bastante sobre as pragas bíblicas que são
"esse monstro grande que pisa forte toda a inocência das pessoas”, como
canta León.
Heráclito
dizia que nunca nos banhamos nas mesmas águas, apesar de ser o mesmo rio. Tudo
muda. Até teu país, que se cria poderoso amo do mundo, hoje, deve enfrentar a
maior dívida externa do mundo, que deixa aos norte-americanos com a boca aberta
e o bolso tremendo na angústia existencial, quando a Standard & Poor's faz
sinal de negativo nas qualificações, no melhor estilo imperial.
Tenho
que dizer-te que não tenho suficientes dedos nas mãos e nos pés para contar a
dívida de teu país em bilhões, trilhões; cifras que não entram em minha cabeça,
e tento compreender que o impossível é possível.
É
demais para meus neurônios comprovar que o maior credor dos Estados Unidos é a
China "capicomunista” e, entre os mistérios desse legendário país, é saber
como fará para cobrar aos Estados Unidos a dívida externa. Porém, a China
também controla o mercado de metais para alta tecnologia, o que torna os EUA
mais dependentes da China. Tudo isso me parece um ‘conto chinês'.
Me
pergunto: Os chineses terão que convocar aos seus deuses e magos de todas as
dinastias e ao sábio Confúcio, que deve estar bem confuso com o que acontece em
teu país? Quem sabe! Nisso não podemos ajudar-te. O que, sim, podemos, é
ensinar-te o jogo da dívida externa:
1.
Deves saber que as regras são postas pelos que mandam e não por teu país, que
passou a ser membro do clube dos devedores. Portanto: "Bem vindo ao clube
dos devedores!”
2.
No jogo, os credores usam dados viciados e o resultado será sempre o mesmo:
"quanto mais pagas, mais deves e menos tens”. Jogar é uma forma de
fazer-te acreditar que podes ganhar.
3.
Não te desesperes; o jogo vem com surpresas. Estás condenado à perpetuidade,
como o mítico Sísifo: nunca chegarás ao cume; uma e outra vezes deves carregar
o peso da dívida que, passo a passo, pesa mais e mais.
Pega
o lápis, estimado Barack, e anota; porém, não te desesperes; coloca todos os
números que queiras e sempre obterás o mesmo resultado.
Até
o momento, aplicaste um duro programa de ajuste fiscal em gastos sociais,
educação, saúde, alimentação por 2,5 bilhões de dólares e aumentaste o gasto
militar com a cumplicidade do Congresso para elevar o endividamento até 16,4
bilhões de dólares, cifra superior em uns dois bilhões ao PIB de teu país.
Segundo os dados que o politólogo Atilio Borón recolhe em sua nota "Uma
estafa de 16 bilhões de dólares”. Não perderei tempo em colocar dados que já
tens.
Se
continuas com essa loucura, esperando resolver o déficit, é como colocar a
cabeça na guilhotina para que tu mesmo a cortes. Estimado Barack, por favor,
não sejas suicida.
Tenta
encarar políticas públicas a favor de teu povo para evitar que o país pegue
fogo, como está acontecendo na Europa e em outras latitudes, com os
indignados... indignadíssimos...
Em
vez de enfrentar a pobreza, a fome e o desemprego que atinge a mais de 54
milhões de pessoas, envias milhões de dólares para salvar aos que mais têm. São
659 milhões de dólares que foram abonados a instituições bancárias e a empresas
financeiras. Algo cheira mal, Barack, e pode apodrecer.
Teu
governo decidiu continuar aumentando o gasto militar, as bases em diversas
partes do mundo, para promover guerras e conflitos à custa do direito de teu
povo e de outros povos, vítimas de teu país. Se crês que apoiando o complexo
industrial-militar resolverás a crise, chegarás a um ponto sem retorno.
Não
deves esquecer que quem semeia violência recolhe mais violência; teu país
suportando o bumerangue das receitas neoliberais que impuseram a outros povos.
Tens uma possibilidade: nos EUA há pessoas sábias e com ideias que têm
propostas para teu armário vazio e podem ajudar a superar a crise.
Porém,
vamos ao concreto e tentemos visualizar algumas soluções. Como o problema é
muito mais complexo, se necessita ter pensamento holístico:
Quanto
custa aos Estados Unidos a guerra no Iraque?
Teu
antecessor, George W. Bush, mais mentiroso do que Pinóquio, disse que a guerra
no Iraque custaria 50 bilhões de dólares. Os EUA estão gastando essa quantia no
Iraque a cada três meses, como diz o Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz:
"Se situamos essa quantidade em seu marco, o resultado é que por uma sexta
parte do custo da guerra dos EUA, seu sistema de seguridade social poderia ser
dotado de uma sólida base econômica durante mais de meio século, sem reduzir as
prestações sociais e nem aumentar as contribuições”. Mais claro, impossível.
Quanto
custa uma bomba que teu exército e teus aliados detonam sobre a Líbia, o Iraque
e o Afeganistão?
Te
recordo que 146 entidades financeiras de 16 países investiram e prestaram
serviços financeiros pelo valor de 43 bilhões de dólares para fabricar bombas
de fragmentação entre os anos de 2007 e 2009.
Um
míssil Trident DII5, de longo alcance, pode transportar uma cabeça nuclear e
seu custo é de 30.9 milhões de dólares. A empresa Lockheed Martín é a
contratista ganhadora a um custo de 789,9 milhões de dólares.
Quanto
custa um tanque de guerra e um avião de combate?
Anota,
Barack, pára não esquecer e soma as cifras inimagináveis para promover a morte
e a destruição.
Outra
pergunta: Te povo sabe quanto o governo gasta em guerras que desencadeiam em
diversas partes do mundo e para onde vão os impostos que pagam?
O
AH-Apache, usado pelos Estados Unidos no Iraque, é um helicóptero de ataque
utilizado pelos britânicos, por Israel, pelo Japão e outros; o custo do
programa foi de 10 bilhões e 500 milhões de dólares. O custo de despegue é de
18 milhões de dólares e o custo de compra da versão AH-64D, em 2003, era de 56
milhões de dólares.
Aqui
vem o prato principal: Segundo a TIME, na lista de 2009, um simples caça de
combate costa 94 milhões de dólares e soma até o poderoso e letal bombardeio
avaliado em 2.400 milhões de dólares o B-2 SPIRIT.
Nem
falar dos porta-aviões que entram no imaginário do incrível; porém,
dolorosamente certo, como a classe NIMITZ, que alcançam por unidade os 4.000
milhões de dólares; que necessita um equipamento anual de 150 milhões de
dólares. Isso sem contar os 80 aviões que podem aumentar sua capacidade até
100.
Me
cansei, Barack; estou esgotado com tanta loucura e irresponsabilidade...
Necessito respirar.
Porém,
temos que continuar. Outras medidas que podes utilizar para reduzir o déficit
de teu país –medidas que prometeste; porém, não cumpriste- é fechar as prisões
de Abu-Graib (Iraque) de Guantánamo (Cuba). E levantar o bloqueio a Cuba e
liberar aos cinco cubanos que manténs presos por mais de 10 anos. Isso permitiria
que teu país economizasse milhões de dólares. Me diz, Barack: Quanto custa ao
teu país o salário dos torturadores, assassinos e carcereiros formados na
Escola das Américas, que, mesmo tendo mudado de nome, continua usando os mesmos
métodos?
O
problema mais grave que atinge ao teu país é o medo. Medo dos demais e medo de
si mesmo. Porém, se empenha em aferrar-se ao salva vidas de chumbo e inventa
mecanismos de segurança que torna a vida mais insegura e angustiante. O
orçamento militar de teu país para 2011 supera os 700 bilhões de dólares.
As
guerras, o petróleo, os minérios, a água, o poder político e econômico custam
milhares de vidas humanas; provocam fome e violência. Porém, para os que
mandam, negócios são negócios; e a humanidade passa a ser uma abstração.
Hoje
é a Líbia; a guerra pelo petróleo. Amanhã? Será pela água, pelos recursos e
bens naturais? Quem sabe! O que, sim, sabemos é que estás hipotecando o
presente e destruindo o futuro de teu povo e de outros povos do mundo.
Não
podemos continuar lamentando a situação em que vivemos; devemos construir na
esperança. Te proponho o seguinte:
Doa
o valor de um dos aviões de combate e, como dizia Raoul Follereau, poderás ver
quantos hospitais, escolas e empregos dignos podem ser construídos para os povos.
Com
o valor de uma das bombas que teu exército joga sobre o Iraque, o Afeganistão
ou a Líbia podem ser construídos centros de saúde e dar de comer e educar a
milhões de crianças, que te oferecerão um sorriso e esperança de vida.
Se
fossem somados todos os milhões investidos para a morte, quanto mais teu país
poderia fazer para a vida de teu povo e da humanidade? Poderias pagar a dívida
externa e interna.
Minha
saudação de Paz e Bem.
Adolfo
Perez Esquivel
Postado por
Sávio Hackradt
Carolina
Pimentel
- Agência Brasil
A
corrupção pode ser um entrave maior do que uma crise econômica quando o assunto
é combater a pobreza no mundo. A avaliação é de Selim Jahan, diretor do Grupo
de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), sediado em Nova York, nos Estados Unidos.
O
diretor reconhece que a crise econômica vivida pelos Estados Unidos e pela
Europa afeta o trabalho de diminuição do número de pobres no mundo porque
diversas nações dependem da ajuda externa vinda de países mais ricos para
combater a pobreza, principalmente os da África. Ele alerta que a corrupção
também tem impacto negativo, porque o dinheiro a ser usado é perdido.
“Pode-se
dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando
você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção,
você tem dinheiro, mas o perde”, disse Jahan, em entrevista exclusiva à Agência
Brasil, durante sua passagem pelo país para participar de reuniões no Centro
Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria
do Pnud com o governo brasileiro.
“O
uso ineficiente dos recursos e pouco dinheiro têm o mesmo efeito”, acrescentou
o economista. Segundo ele, nações como Mali e Serra Leoa já estão em busca de
outros países desenvolvidos que possam ajudá-los.
Selim
Jahan destaca que há conhecimento de que a corrupção está instalada dentro do
Poder Público de países pobres e emergentes. As Nações Unidas têm estimulado
essas nações a usar mecanismos para dar transparência aos gastos
governamentais. Ele cita uma experiência na Índia em que gestores locais
colocam em um mural público quanto dinheiro há disponível e o montante gasto.
Segundo
Jahan, diminuir a burocracia também contribui para evitar a corrupção. “Em
algumas sociedades, a corrupção é institucionalizada. Isso ocorre por muitas
razões. Uma delas é que, às vezes, existem muitas regras. Se você é o
responsável por essas regras, você sempre pode usá-las para conseguir dinheiro
dos outros. Se você simplifica essas regras e dá transparência aos gastos, você
pode reduzir a corrupção”, explicou.
A
primeira das oito Metas do Milênio, propostas pelas Nações Unidas, é reduzir
pela metade o número de pessoas na extrema pobreza até 2015. O Brasil já
atingiu essa meta.
23.9.11
Postado por
Sávio Hackradt
Entrevista
10 x 140 – Por
Pedro Henrique (@PH_natal)
Perfil
de Teresa Leal - Campo Grande/MS, 32 anos, solteira, Cirurgiã-Dentista,
especialista em Periodontia.
P-
Como e quando resolveu vir morar em Natal?
Teresa
Leal - Meu pai é engenheiro, a família sempre se mudou muito. Além de Campo
Grande-MS, já morei em Recife e Fortaleza. Natal desde 1998 é meu lar.
P-
Você pretende retornar algum dia para a sua cidade natal (Campo Grande/MS)?
Teresa
Leal - Só para visitas creio eu. Para morar prefiro o nordeste, é o paraíso, só
falta explorar mais o potencial de empreendedorismo e inovação.
P-
Quando resolveu fazer o curso de Odontologia?
Teresa
Leal - Sempre fui entre Odontologia e Medicina. Percebi que adoro cirurgias
menores mas não me sinto bem em hospitais, a Periodontia me completa.
P-
Por que resolveu se especializar em Periodontia?
Teresa
Leal - É uma especialidade com a qual as outras se interligam. Encantou tanto
pela plástica quanto pela prevenção e recuperação gengival.
P-
Como é exercida sua atividade no SESC Clínica e no Instituto de Odontologia
Potiguar?
Teresa
Leal - No SESC Clínica atendo comerciários e seus dependentes, já no IOP, os
pacientes particulares. Nos dois exerço a Periodontia e Clínica Geral.
P-
Você gosta de aprender outros idiomas (inglês, alemão e espanhol). Há
necessidade para a sua profissão?
Teresa
Leal - Já usei os 3 idiomas em atendimentos, preciso aprender libras também.
Creio que se tornar cidadão do mundo faz parte do crescimento pessoal.
P-
Você já fez natação competitiva e surf. Por que abandonou? pretende fazer essas
atividades novamente?
Teresa
Leal - O trabalho foi tomando meu tempo e essas duas atividades requerem um
treino bem regular. Agora entrei na fase "academia".
P-
Das suas viagens já realizadas, qual foi a sua mais marcante?
Teresa
Leal - Por incrível que pareça: Rio de Janeiro. É a cidade mais linda do mundo.
O Brasil tem uma beleza universal, o que faz dele um país singular.
P-
O que é o Twitter para você?
Teresa
Leal - O twitter acelerou a evolução de tudo. A humanidade se reúne diariamente
com discussões de proporções inimagináveis e mudanças acontecem.
P-
Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Teresa
Leal - Adoro conhecer novas cidades, pessoas, restaurantes, estabelecimentos de
lazer e cultura. Em casa curto seriados, filmes, violão, PS3 e ler.
*Se
você quer conhecer um pouco mais a Teresa Leal converse com ela no
Twitter @TeTeeeLeal
Postado por
Sávio Hackradt
Renata
Giraldi, Luciana Lima e Carina Dourado*
Repórteres da Agência Brasil
*Enviada
Especial da EBC
Brasília
e Nova York - A presidenta Dilma Rousseff cobrou hoje (22) da comunidade
internacional mais rigor na fiscalização sobre algumas nações que detenham
“privilégios” e armas nucleares para fins não pacíficos. Ela se referiu à
existência de arsenais atômicos em alguns países. Sem citar nomes, advertiu que
eles são uma ameaça ao mundo. Dilma sugeriu que cada governo também adote
medidas efetivas de segurança, eliminando as armas nucleares do planeta, sem
concessões, e que adotem esforços conjuntos para combater o terrorismo.
“O
Brasil deixou claro que um mundo no qual as armas nucleares sejam aceitas será
sempre um mundo inseguro. O Brasil compartilha da preocupação mundial com a
segurança nuclear”, destacou Dilma ao discursar na Reunião de Alto Nível de
Segurança Nuclear durante a 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU), em Nova York. “Precisamos, sim, avançar na segurança nuclear
militar. Redobremos nossos esforços em prol do desarmamento geral.”
As
potências nucleares, que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP),
de 1° de janeiro de 1967, e que mantêm arsenais bélicos atômicos são os Estados
Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido e a França.
A
presidenta alertou que a presença de arsenais nucleares é um risco permanente
para a humanidade. "É imperativo ter no horizonte a eliminação completa e
irreversível das armas nucleares. A ONU deve preocupar-se com isso”, disse ela.
“Estudos apontam a deteriorização do estado de conservação e de manuseio desse
material, sem falar da ameaça permanente que essas armas de destruição em massa
apresentam para a humanidade", acrescentou.
Dilma
disse ainda que há vários fatores de riscos que devem ser observados pela
comunidade internacional. "Cortes orçamentários exacerbados pela crise
econômica do passado [a de 2008 e 2009], adiamento de programas de manutenção e
modernização de ogivas, além das perdas de pessoal qualificado são fatores de
alto risco", disse.
Para
a presidenta, é fundamental que cada país desenvolva um programa próprio que
preserve e garanta a segurança das usinas nucleares. “Cada Estado deve aplicar
também seus programas de segurança em um regime de maior transparência”, disse
ela, lembrando que tais ações aumentam a “confiança sobre os fins pacíficos” do
uso da energia nuclear.
A
presidenta lembrou que no Brasil há um compromisso de uso seguro e para fins
pacíficos da energia nuclear. Decisão que é referendada na Constituição de
1988. Dilma destacou ainda que, no país, 82% da matriz energética são
renováveis e que há duas usinas nucleares – Angra 1 e Angra 2 – em
funcionamento e uma terceira em construção – Angra 3. Todas no estado do Rio de
Janeiro.
“O
uso seguro e pacífico é irreversível [para o Brasil] e está na nossa
Constituição”, ressaltou. Ela disse ainda que os países da América Latina e do
Caribe firmaram um acordo que proíbe o uso não pacífico de armas nucleares.
“Nós somos uma das maiores áreas do mundo livres de armas nucleares”, disse
ela, sem esconder o orgulho.
A
presidenta disse que o Brasil adota todos os padrões fixados pela Agência
Internacional de Energia Atômica (Aiea) e assinou 13 acordos internacionais de
combate ao terrorismo. Dilma acrescentou ainda que, depois dos acidentes
radioativos na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, ela recomendou
estudos específicos de avaliação de riscos no Brasil.
Os
acidentes nucleares no Japão acenderam uma luz de alerta no mundo, pois os
vazamentos e explosões na usina foram provocados pelo terremoto seguido por
tsunami, em 11 de março deste ano. Em decorrência dos acidentes, cidades
inteiras foram esvaziadas e alimentos produzidos na região, proibidos para
comercialização e venda. Até hoje, o Japão tenta retomar a normalidade.
Como
fez ontem (21), a presidenta reiterou a defesa pela reforma do Conselho de
Segurança das Nações Unidas – formado por 15 membros, dos quais apenas cinco
são fixos – e que tem relação direta com a Agência Internacional de Energia
Atômica. “Precisamos avançar na reforma do Conselho de Segurança”, disse ela.
Postado por
Sávio Hackradt
Os
trabalhadores dos Correios no RN, votaram pela continuidade da greve e pela
realização de uma grande passeata na sexta-feira (23), pelas ruas do centro da
cidade, em Natal/RN.
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| Trabalhadores votam pela manutenção da greve |
Segundo
o presidente do Sintect/RN. Moacir Soares, “no Rio Grande do Norte a direção
dos Correios tenta mascará a nossa realidade, pregando através de matérias
jornalísticas oferecidas a Imprensa, de que tudo está funcionando dentro da
normalidade, mas, na verdade eles deslocaram companheiros de outras áreas para
entrega de encomendas, chamaram as pressas alguns concursados, inclusive
futuros atendentes Comerciais, para simbolicamente atuarem como carteiros nos
Centros de Distribuição, bem com tem levado a exaustão os companheiros
terceirizados, que estão sendo obrigados a efetuarem duas saídas para
distribuição, sobre pressão e ameaças de demissões”.
Diante
deste cenário, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do RN
(SINTECT-RN) convocou todos os trabalhadores em greve e sindicalistas de outras
instituições sindicais classistas, para uma passeata nesta sexta-feira
(23), a partir das 15h, com concentração, em frente à Agência Central dos
Correios, na Ribeira, em Natal, seguindo até o Calçadão do Rua João Pessoa.
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| Passeata é hoje |
Postado por
Sávio Hackradt
Da
BBC Brasil
Em
mais um dia de queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente
do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o mundo está em uma “zona de
perigo” e que a crise da dívida em países desenvolvidos pode se espalhar para
emergentes.
“Ainda
acho improvável um segundo mergulho recessivo das maiores economias do mundo,
mas minha confiança nisso está sendo erodida diariamente pelas notícias
econômicas”, declarou Zoellick, durante o encontro do Fundo Monetário
Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, nesta quinta-feira (22).
“Uma
crise feita no mundo desenvolvido poderia se tornar uma crise para países
emergentes. Europa, Japão e Estados Unidos têm de agir para enfrentar seus
grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o
resto do mundo”, disse.
Ainda
no encontro desta quinta-feira, Zoellick disse que os países do Brics (Brasil,
Rússia, Índia, China e África do Sul) devem se concentrar em medidas internas e
pediu que evitem a tentação do protecionismo.
Segundo
Zoellick, após um período de alta durante o ápice da crise econômica mundial, o
protecionismo registrou queda recentemente, devido às pressões inflacionárias
em muitos países, mas pode voltar a crescer.
"Não
deixem os países navegarem para o protecionismo", disse. "Haverá a
tentação de alguns países de começar a proteger suas indústrias
manufatureiras".
O
presidente do Banco Mundial, porém, lembrou que, no caso do Brasil, a indústria
vem enfrentando dificuldades devido à pressão provocadas pela valorização do
real ante o dólar.
Zoellick
citou ainda a necessidade de reformas estruturais nos países da América Latina,
para que possam diversificar suas economias, já que a demanda por produtos
agrícolas pode não se manter em alta indefinidamente.
As
advertências de Zoellick foram ecoadas por Christine Lagarde, diretora-gerente
do FMI, que disse que a situação econômica global está em uma posição
“perigosa” e que o caminho rumo à recuperação é "mais estreito do que três
anos atrás".
Lagarde
ainda afirmou que os líderes internacionais devem agir rapidamente em termos de
consolidação fiscal, controle de dívidas internas e reformas do setor público.




