CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

1.2.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Lidiane Mary – Natal/RN, solteira, jornalista, apaixonada por novas culturas, idiomas, musica, tecnologia, amigos, uma pessoa aberta ao conhecimento.

P- Qual sua opinião sobre a qualidade da imprensa no Rio Grande do Norte?

Lidiane Mary – A qualidade é boa, mas no meio dos bons, alguns jornalistas se acham artistas e outros, vão de acordo com o vento ($$$), o q é uma pena.

P- Já teve alguma experiência como profissional na mídia potiguar?

Lidiane Mary – Já, mas em jornais menores, sem a visibilidade dos grandes jornais potiguares.

P- Como você vê o mundo da blogosfera potiguar?

Lidiane Mary – Diversificada, em conteúdo e interesses. O que acho saudável, embora a imparcialidade tão pregada por uns não exista, de fato.

P- Você é uma comentarista “cativa” no Blog da Laurita. Você gosta de polemizar?

Lidiane Mary – Sinto-me em casa no TL. Gosto de dizer o que penso. Não escrevo pra aparecer ou polemizar, mas se acontece, quem lê e opina também polemiza.

P- Você gosta de idiomas. Fala quantas línguas?

Lidiane Mary – Não conto com Português, então falo apenas inglês e alemão, por enquanto. Vez por outra tento aprender outros.

P- Entre dezembro/2010 e janeiro/2011 você esteve na Holanda. Em holandês deseje um “Feliz 2011 com paz, saúde e sucesso” aos leitores.

Lidiane Mary – Holandês tá na lista de espera, o inglês me salvou por lá. Compenso com alemão: “Glückliches 2011 mit Frieden, Gesundheit und Erfolg”.

P- Você se define como “uma pessoa aberta ao conhecimento”. Como é ser assim?

Lidiane Mary – Sempre pronta a aprender, a ouvir, a perguntar quando algum assunto não é dominado, a trocar experiências e crescer com isso.

P- Fale de sua paixão por novas culturas.

Lidiane Mary – Conhecer novos hábitos, novas realidades, novos idomas, sempre me fascinou e fascina. Pra mim, é parte de como entender o mundo.

P- O que é o Twitter para você?

Lidiane Mary – Uma diversão, uma forma de fazer amigos, uma forma de desabafar, de me expressar.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Lidiane Mary – Dependendo do meu humor... Tuitar (claro), ver TV, assistir filmes, sair com os amigos, viajar, ler e mais uma série de coisas.

*Se você quer conhecer um pouco mais com a Lidiane Mary converse com ela no Twitter @LidianeMary

31.1.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Jean Rocha – João Câmara/RN, 32 anos, casado, 2 filhos, mora em Brasília, técnico em informática, programador e webdesigner e assessor parlamentar.

P- O que é um assessor parlamentar em Brasília?

Jean Rocha – Uma das tarefas do assessor é acompanhar votações e a destinação de emendas, por exemplo. O assessor está à disposição do parlamentar na CD.

P- Como é trabalhar com o dep. Federal Felipe Maia (DEM/RN)?

Jean Rocha – O deputado é muito tranqüilo e comprometido com o mandato. Isso ajuda no trabalho e a equipe trabalha no mesmo ritmo.

P- Você considera o trabalho da bancada de deputados federais do RN, em Brasília, eficiente para o Estado?

Jean Rocha – O esforço da bancada tem sido válido, porém há procedimentos que dependem da vontade do Governo. E aí entra a eficiência e prestígio do RN.

P- Você quando foi morar em Brasília já foi para ser assessor parlamentar ou foi como técnico em informática?

Jean Rocha – Fui como programador, trabalhar na área privada. Ser assessor foi por acaso. Aconteceu.

P- Como é a vida em Brasília fora da política?

Jean Rocha – No trabalho é corrida. Fora do trabalho é muito tranqüila.

P- Brasília tem terremoto político e João Câmara tem terremoto da natureza. Qual desses terremotos mais lhe preocupa?

Jean Rocha – Os terremotos de Brasília. rs..rs..

P- Como Técnico em Informática fale um pouco sobre o que faz um programador.

Jean Rocha – Analisa e desenvolve sistemas, seja para desktop ou web.

P- Fale também sobre o webdesigner.

Jean Rocha – Me tornei webdesigner depois que cheguei em Brasília. Comecei desenvolver sites e sistemas web.

P- O que é o Twitter para você?

Jean Rocha – Uma forma de falar, ouvir e ser ouvido, opinar, discutir e participar. Também é uma fonte de informação.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Jean Rocha – Adoro ficar em casa trabalhando e desenvolvendo, passo muitas horas internet e curto minha família. Tomar um café com os amigos me agrada.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Jean Rocha converse com ele no Twitter @JeanRocha

30.1.11

A governadora Rosalba Ciarlini e o vice-governador Robinson Faria apresentaram, sexta-feira passada, a nova marca e o slogan do governo do Rio Grande do Norte.

A assessoria de comunicação do governo distribuiu release com fotos dizendo que a marca e o slogan traduzem os valores (austeridade, seriedade) cujo principio maior é a impessoalidade que deve orientar a publicidade governamental.

Balela! Conversa! Nem a marca nem o slogan são impessoais. Traduzem sim, uma estratégia de marketing com a estilização do R (de Rio Grande do Norte, de Rosalba e até de Robinson) e um slogan voltado para o passado, (reconstruir) - com o olho no retrovisor - e uma promessa vaga para o futuro (avançar).

Quantas vezes o Rio Grande do Norte vai ser reconstruído? O vice-governador é a mesma pessoa que apoiou o governo passado durante sete anos. Vai avançar para onde? Qual o rumo? Rosalba quer “fazer acontecer”? É preciso dizer como faz acontecer. Até agora não disse. Não apresentou um Plano de Governo.

Por enquanto, eficiente mesmo, nesse governo, é a agência Art&C que fez acontecer, criando a marca e o slogan.

Quem criou a marca e o slogan – a agência Art&C - entende do riscado. Sabe porque utilizou uma tipologia simples para atingir a grande maioria de nosso povo, alfabetizado e semi-alfabetizado.

Cada governo novo que entra cria uma marca e slogan a seu bel prazer. Tem que acabar com isso. Os governantes passam e o Rio Grande do Norte continua. Governo austero e impessoal é simples: sua marca e o slogan estão em alguns dos símbolos do estado – bandeira, brasão.

O governo podia ter economizado tempo e dinheiro com essa marquetagem.

Sociedade, Meio Ambiente e Cidadania

Marígia Tertuliano - Profª da UNP

Nesse final de semana visitei uma bela cidade nordestina.
A visita a um dos cartões postais da cidade, ambiente construído - mais um daqueles, que nós, humanos fazemos para contemplarmos a natureza e nos sentirmos integrados a esta, fez-me refletir sobre o turismo, os eventos que ocorrerão, em Natal, em 2014 e o impacto que estes terão na economia do Nordeste.
Ficou claro, que mesmo com boas intenções, o poder público, assim como a iniciativa privada, tem que planejar e dotar de infraestrutura, os ambientes a serem expostos aos visitantes.
Atender à legislação ambiental e dotar os ambientes de condições que demonstrem essa preocupação será fundamental, pois aqueles que estarão nos visitando cobrarão a cada instante - uma vez que se tornou discurso institucionalizado - o “desenvolvimento sustentável”.
Pois bem, durante a visita, em um mesmo ambiente, encontrei duas realidades. Primeiro, a reprodução de um belo espaço - o habitat de aves e suas belas espécies, onde o cidadão pode conviver por 03 (três) minutos com estas. Isso mesmo, esse é o tempo que temos para contemplá-las.
Imaginar esse tempo cronometrado fez-me sentir que eu estava com a liberdade vigiada e o tempo não estava a meu favor. Queria que aquele espaço fizesse parte do meu dia a dia e da minha família, mas a felicidade tem tempo, sim é verdade, lá no espaço das aves - 03 minutos de convívio é ouro.
Depois da visita a esse belíssimo ambiente, continuei o passeio com meus filhos. Dessa vez para conhecermos as belezas naturais de uma bica. Imaginei: “queda d’água; águas límpidas etc.”. Qual não foi a surpresa ao chegarmos lá. O ambiente, desconstruído por nossas pegadas, não refletia a beleza esperada.
Vivenciar a exploração de uma área, sem condições ambientais adequadas, como atração turística foi surreal.
A paisagem, desconstruída pelas construções desordenadas e sem condições sanitárias - encontradas em seu entorno, dava passagem à exploração turística; enquanto pessoas faziam passeio de pedalinhos naquelas águas, dando impressão de que a lagoa pedia para ser despoluída.
A água suja e poluída, advinda dos esgotos das residências que rodeavam aquele espelho d'água, servia de ganha pão para alguém que o explorava, com a conivência do poder público.
Infelizmente, lembrei da nossa Cidade da Criança. Senti receio e pensei: “como vou autorizar meus filhos a fazer esse passeio”? Não, não vou. Eles abdicarão ao pedalinho e em troca darei a eles a possibilidade de refletirem sobre a questão e como devem se portar diante de tal realidade.
E, mais uma vez, novos questionamentos surgiram: “quando vamos ter políticas públicas, que se proponham a nos dar condições dignas de vida; quando os gestores deixarão de legislar para os seus “umbigos” e olharão para os cidadãos, que pagam seus impostos, e têm o direito de viver com dignidade; quando nós, cidadãos reclamaremos nossos direitos, sem maltratar o outro ou sermos coniventes com a intolerância?
Ao lembrar do livro “Voar também é com os homens”, pensei: essas e outras questões, no meu entender, refletiram o pensamento de Mário Schemberg quando vislumbrou o novo, sem medo de arriscar ou explorar, e como ressalta Goldfarb, sem uma metodologia padrão, mas com aquela que fazia dele um ser único. O seu olhar sobre um mundo diferente, onde o homem poderia ousar e ver no efêmero a beleza. A beleza da arte; do bem viver, do ousar fazer. Ousar a voar. Voar cada vez mais alto sem pedir permissão, mas entendendo que o nosso espaço é um lugar para vermos e entendermos o outro - aquele diferente de tudo que pensamos na diversidade, mas semelhante na igualdade de sermos humanos.
Enfim, as férias terminaram, mas 2014 ainda está por vir. O que poderá ser feito para que o turismo ganhe com a sustentabilidade, e que a questão ambiental deixe de ser encarada como custos ou entraves? Será que os poderes, público e privado, aprenderão a voar?
E eu, cidadã, será que aprendi a voar olhando aquelas realidades ou continuo, como muitos, apenas questionando sem nada fazer para melhorar a minha realidade e a da sociedade da qual faço parte; atuo para a redução da desigualdade e de tanta intolerância perante os homens?
Ao relembrar Schemberg percebi que estou no caminho aprendendo a voar mais alto. O voo da liberdade.
E você, leitor, já sabe voar ou já tentou voar, como o Mário? Reflita: “Voar é também com os homens” (Goldfarb).

Fábio Farias - jornalista

O jornalista e escritor norte-americano, Malcom Gladwell, publicou em outubro do ano passado, na revista New Yorker, o artigo: “A Revolução não será tuitada” (disponível, em tradução, aqui). Gladwell defende que as redes sociais não são capazes de criar vínculos fortes entre ativistas para que, a partir daí, seja possível uma mudança de governo, de leis, de valores.

Para embasar a tese, o jornalista usou o ativismo cibernético que ocorreu nas eleições do Irã, em 2009. Malcom observa que, no país oriental, apesar do uso massivo da internet, não foi ela que levou o povo às ruas. Estimativas, segundo ele, mostram que a maior parte dos ‘tweets’ foram originados no ocidente. A influência foi pequena. O governo não caiu.

Como comparação, o norte-americano lembrou a militância e o ativismo em prol dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Malcom está certo que, para o ativismo de alto risco, é necessário um vínculo forte entre as pessoas e uma boa organização hierárquica. Facebook, Twitter, blogs, segundo ele, não conseguem criar esse tipo de vínculo e nem possuem tal organização. É fácil, em casa, escrever contra um governo em um blog. Difícil é ir para as ruas, colocar a vida em risco.

O ano de 2011 começou com dois exemplos interessantes. Os protestos que terminaram com derrubada do ditador da Tunísia, Zine Al-Abidine Ben Al, e a atual movimentação política que pede o fim do governo do presidente egípcio Hosni Mubarak, no poder há 30 anos. Ambos têm em comum a disseminação de informação e a organização de protestos via mídias sociais, aliada à insatisfação popular com as ditaduras e às más condições econômicas dos países. Ambos, também, têm jovens usuários da internet entre os principais ativistas.

Uma medida draconiana usada no caso egípcio aqueceu as discussões sobre o papel das mídias sociais no ativismo político. No dia 28 de janeiro, em pleno caos, o presidente Mubarak bloqueou todas as conexões para a internet. Os celulares também deixaram de funcionar. Se o ciberativismo não tem tanto potencial, por que o governo tomou uma medida dessas? Ou as mídias sociais, de fato, podem gerar uma revolução? Essa é a questão que estudiosos e observadores do fenômeno internet fazem nesse momento.

Para uma análise mais profunda, é preciso entender o papel da informação nesses dois levantes no mundo árabe. No caso tunisiano, não foram, apenas, as más condições pelas quais o país africano passa que levou a população para as ruas. O estopim para as movimentações políticas foi a informação, divulgada via Wikileaks, de corrupção por parte do governo. A difusão da informação, pela internet, e a sua massificação em um país onde o acesso à rede mundial atinge milhares de pessoas jogou a lenha na fogueira. Não demorou e o povo estava nas ruas.

Não foi o Twitter, nem o Facebook os responsáveis pelos protestos. Eles exerceram o papel de difusor da informação, de mediação. Levaram a informação de um ponto a outro, encontraram pessoas com as mesmas insatisfações, mediaram as relações. A organização ativista, a partir daí, ganhou fôlego. As pessoas criaram vínculos fortes, foram às ruas. Muitos morreram. O governo caiu.

O caso egípcio é influenciado pelo tunisiano. Os dois países tinham, em comum, governos ditatoriais, economias fracas e denúncias de corrupção. O sucesso na Tunísia influenciou os jovens egípcios a se organizarem para ir às ruas. A informação foi repassada rapidamente via mídias sociais. Elas atingiram milhares de pessoas. A reação violenta instigou ainda mais a população. O Egito, hoje, vive momento de mudança política. O presidente é obrigado a prestar declarações, mudar o governo.

Gladwell é coerente e correto na maior parte das suas considerações sobre a internet e a utopia que a ronda. Mas esquece, no entanto, o papel fundamental que elas têm na difusão das informações. O Twitter nunca será o responsável por derrubar um governo. Ele pode, no entanto, difundir informações que influenciem pessoas para o ativismo e, a partir daí, mudanças importantes serem feitas.

A mesma relação pode ser feita tomando as mídias tradicionais. Jornais não derrubam governos, mas podem divulgar informações que ajudem a derrubá-los. Considerar que a mídia (qualquer que seja) é capaz de fazer uma revolução é arrogante e simplista. Reitero: a informação e seu livre-fluxo é que faz revoluções. O presidente egípcio bloqueou o acesso a internet porque ela difundia informações, instigava pessoas. Em outros tempos – ou outros países – o governo teria mandado fechar os jornais, calar a imprensa.

Não há porque diminuir o papel das mídias sociais como importantes difusores de notícias. Os tempos são outros. A relação mídia/cidadão mudou. Isso não implica na diminuição da importância dos meios tradicionais. Os jornais, inclusive, se usarem a internet a seu favor, podem crescer em importância, atingir mais pessoas, influenciar outros leitores, melhorar a sociedade em que estão inseridos. Internet, jornal impresso, televisão são mídias que se complementam. Não são concorrentes.

O resultado disso tudo é a abertura, mundial, para um regime onde o fluxo de informações é mais facilmente repassado. A famosa aldeia global. Com isso, a fiscalização do poder, em países onde a corrupção e as más condições econômicas reinam, torna-se mais freqüente. O mundo está mais atento. Ciber-utopia, ou ciber-ceticismo de lado, uma coisa é fato: a tecnologia da informação mudou as relações sociais de forma irreversível.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Celso Veiga – Carioca, 57 anos, casado, 2 filhos, engenheiro civil, ex-diretor do DNOCS, CODEVASF, CAERN, DER, IGARN desportista, jogou basquete, joga tênis.

P- Você nasceu no Rio de Janeiro e veio para Natal onde morou até os 12 anos. Quais lembranças dessa época?

Celso Veiga – Natal era uma cidade de pouco mais de 150 mil hab, onde todo mundo se conhecia. Sem TV e computador a vida acontecia nas ruas e nos bairros.

P- Em 1965 você foi para Brasília, estudou o formou-se na UNB. Como foi esse período?

Celso Veiga – Época difícil. A cidade era muito carente, porém existia muita solidariedade. Fiz boas amizades. A UnB foi um grande aprendizado.

P- Depois de formado como e onde você começou a sua carreira profissional?

Celso Veiga – Fui trabalhar na construção da Ceilandia. Tinha muito emprego, principalmente na construção civil. Depois fui para o BNH e voltei para Natal

P- Você trabalhou com o ex-ministro Aluisio Alves no início do projeto de transposição do rio São Francisco. Fale um pouco desse projeto.

Celso Veiga – A Transposição era o sonho de Aluisio. Ele era o gerente do projeto. Muito determinado e exigente, porém muito amigo. Aquilo era a sua cara.

P- Qual sua opinião sobre as dúvidas que alguns técnicos e políticos levantam sobre o projeto de transposição do rio São Francisco?

Celso Veiga – Os problemas eram políticos. MG, BA e PE queriam compensações, receberam. Nunca tive nenhuma dúvida sobre a viabilidade, técnica e ambiental

P- De 2007 a 2010 você dirigiu o Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN). Qual a principal função do IGARN?

Celso Veiga – Gerenciar os recursos hídricos, saber qto temos de água e quanto podemos usar. Monitorar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas.

P- O seu pai, Cel. Veiga, foi secretario de segurança do RN nos governos Tarcisio Maia, Lavoisier Maia e Geraldo Melo. Como foi esse período?

Celso Veiga – Embora o período fosse de exceção, sua conduta sempre foi pautada por princípios éticos. Foi um conciliador e homem de muitos amigos.

P- Você já foi dirigente da federação potiguar de tênis e hoje pratica esse esporte. Fale um pouco sobre a prática do tênis.

Celso Veiga – O tênis é um esporte mágico. A batida na bolinha transfere uma energia para a quadra e outra para a mente e o resultado é maravilhoso.

P- O que é o Twitter para você?

Celso Veiga – É uma janela para o mundo. Possibilidade de interagir e aproximar pessoas. Acompanhar as várias versões da informação em tempo real.

P- Como torcedor do América de Natal, que desceu para a série C, acredita que o clube pode retornar para a série B?

Celso Veiga - Tem amplas possibilidades, no entanto tem uma longa e tortuosa estrada pela frente. Antes precisa trabalhar forte para ganhar o Estadual.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Celso Veiga converse com ele no Twitter @celsoveiga

29.1.11

Portal Vermelho - Fonte: Envolverde/Aprendiz

Afim de combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais dos negros, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes. Eles estão entre os que mais sofrem com discriminação e dificuldade de acesso a serviços básicos, como educação, segundo o órgão.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou, no final do ano passado, a campanha “Por uma infância sem racismo”.

A responsável pela campanha e pelo programa de proteção à infância do Unicef, Helena Oliveira, destaca que existem dois níveis de discriminação racial. “O primeiro é aquele conhecido pelos números. Os dados mostram a disparidade no acesso às políticas publicas. Nesse sentido, o negro acaba com menos direitos do que o branco”, diz.

A taxa de analfabetismo entre a população branca de 15 anos ou mais é de 6,1%, enquanto que para os negros e pardos é de 14,1 % – diferença de 131,1%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam no 4º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, lançado em dezembro no último ano.

Entre os que estudaram, considerando a população com 25 anos ou mais, a média de escolaridade da população negra e parda é de 5,8 anos, contra 7,8 anos para a população branca.

“Um segundo nível de discriminação é o do cotidiano, que é mais simbólico. Quando uma criança escuta um comentário racista no espaço escolar, o que foi dito passa a compor a formação dela. Isso pode causar efeitos danosos”, completa Helena.

A campanha do Unicef tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira para assegurar a igualdade étnico-racial desde a infância. “Quando os pais e professores promovem a interação e o conhecimento sobre o diverso, estão incentivando à igualdade”, ressalta. “A criança que pode estar em diferentes espaços cresce aprendendo a respeitar o outro.”

Pior entre mulheres

“As discriminações raciais somadas às de gênero são eixos estruturantes das desigualdades sociais no país e América Latina”, afirma a gerente de programas da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia. “As mulheres negras sofrem com a dupla desigualdade.”

Segundo a análise de Júnia, o papel tradicional da mulher na sociedade e a forma como os negros foram inseridos no Brasil colocam barreiras para que as negras aproveitem oportunidades educacionais e no mercado de trabalho.

Os dados da Relação Anual de Informação Social (Rais), órgão do Ministério do Trabalho, revelam que as mulheres negras recebem menos que a metade do salário dos homens brancos em trabalhos formais.

“Uma das piores formas de inserção é o trabalho doméstico remunerado, por meio do qual as mulheres negras mais participam das atividades econômicas do país. Este tipo de trabalho tem um percentual de formalização muito baixo”, lembra Júnia.

Solução

Para garantir equidade racial é necessário investir em ações inclusivas, de acordo com a ONU. “Quando uma parcela da população não está matriculada na escola, as estratégias para buscá-la deverão ser diferentes. São crianças de comunidades quilombolas e indígenas, para as quais a escola não chega”, exemplifica Helena.

Na opinião de Júnia, os debates sobre igualdade racial e de gênero tem avançado, embora haja reações contrárias à inclusão. “Há 15 anos não poderíamos vislumbrar esse cenário institucional, mas ainda tem muito trabalho a ser feito, porque é preciso desconstruir o racismo e o sexismo”, conclui.

Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. De acordo com dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como pretos ou pardos.

Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil no ano temático da ONU é “chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”, segundo um comunicado da instituição.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Emerson Linhares – Mossoroense/RN, 38 anos, casado, 2 filhas, diretor de jornalismo e programação da Rádio Difusora de Mossoró, estudante de Direito.

P- Como é a programação da Rádio Difusora?

Emerson Linhares – Eclética. Tem programas para todos os gostos e faixas etárias e para todas as classes sociais. Diversas gerações ouvem a rádio Difusora.

P- Você já trabalhou também em jornais. Que diferença você estabelece no jornalismo do rádio para o do jornal?

Emerson Linhares – Principalmente a linguagem. O rádio é muito ágil e permite uma interação maior. O ouvinte, às vezes, se sente parte integrante do processo.

P- Como é o mercado publicitário de Mossoró para o veículo Rádio?

Emerson Linhares – O mercado é bastante competitivo, pois temos 4 AMs e 4 FMs. A Difusora é líder no segmento AM, o que facilita nossas vendas.

P- Quem são os ouvintes da Rádio Difusora?

Emerson Linhares – O público ouvinte da Difusora é diversificado: várias faixas etárias e de várias classes sociais. E isso acontece na programação inteira.

P- Qual avaliação você faz do jornalismo praticado nas rádios de Mossoró?

Emerson Linhares – Em sua maioria muito bom. Da nossa parte, tentamos ser o mais isento possível ouvindo os lados envolvidos. Essa é a nossa orientação.

P- Fale um pouco das diferenças entre a Rádio AM e a Rádio FM.

Emerson Linhares – O rádio AM é voltado para notícias, entretenimento e prestação de serviços. FM é música. Se bem que o FM tem se "aemizado" últimamente (rs)

P- Destaque dois programas de grande audiência na Difusora.

Emerson Linhares – O programa Super Manhã Difusora, com Marcos Paulo, e o tradicionalíssimo Cidade Aflita, com o apresentador José Antônio. Grandes audiências.

P- Qual a explicação para estudar Direito perto dos 40 anos?

Emerson Linhares - Corrigir um erro da juventude e preparar-me para o futuro numa carreira estável. Não tem sido fácil trabalhar e estudar. Mas vale a pena!

P- O que é o Twitter para você?

Emerson Linhares – Tem sido um canal de aproximação com pessoas interessantes e interessadas em fazer amizade, em saber o que você pensa e do que você gosta.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Emerson Linhares – Ouvir música. Música é essencial à vida e nos equilibra espiritualmente. Também gosto de ver filmes e de ler. E de estar com a minha família

*Se você quer conhecer um pouco mais o Emerson Linhares converse com ele no Twitter @elinhares37


Estação Música Total

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