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Sávio Ximenes Hackradt

19.10.11


As centrais sindicais e entidades patronais realizaram ontem (18), em São Paulo, um ato político para protestar contra a política de juros alto adotada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a presença de entidades como a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) dá força ao movimento.
Portal Vermelho, com informações da CTB
Ato em São Paulo contra os juros altos do Copom/ crédito: Força Sindical
“Fizemos um ato simbólico e histórico, por construir de um pacto político e social entre a classe trabalhadora e setores do empresariado nacional. Daqui pra frente vamos realizar um ato semelhante todas as vezes que o Copom se reunir”, declarou ao Vermelho Wagner Gomes, referindo-se às reuniões do Copom hoje e amanhã, que decidirá se mantém a taxa básica de juros (Selic) atual de 12% ao ano – estabelecida desde 31 de agosto.
O movimento “Por um Brasil com juros baixos: mais empregos e maior produção”, foi oficialmente lançado no ato de hoje, que reuniu integrantes da CTB, a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fiesp, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entre outras. Cerca de 700 pessoas que estavam no local fizeram um abraço simbólico no prédio do Banco Central da Avenida Paulista.
Os presentes também assinaram um manifesto. Para participar acesse aqui o manifesto e a lista.
Nos discursos que antecederam o ato, economistas explicaram que não há justificativa para o Brasil manter a taxa básica de juros em elevado patamar. Em junho de 2009, o BC reduziu a Selic para um dígito pela primeira vez na história do país, para um patamar inédito de 9,25% ao ano.
Como o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Márcio Pochmann, que destacou que o fortalecimento da produção nacional e a geração de emprego podem fazer com que o Brasil deixe para trás "a marca de subdesenvolvimento.
"Não há nada que nos impeça de ter uma taxa de juros civilizada, a não ser o medo", observou Pochmann.

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