2.1.12
Postado por
Sávio Hackradt
O
servidor público que recebe pagamento em conta-salário poderá, a partir de hoje
(2), pedir a transferência automática do dinheiro para o banco que escolher.
Esses trabalhadores foram os últimos a ter acesso ao benefício, uma vez que os da iniciativa privada
têm esse direito desde 2009.
Agência
Brasil
Com
o prazo maior para a entrada em vigor do benefício ao funcionalismo público, os
estados e municípios puderam oferecer por mais tempo o atrativo dos pagamentos
aos servidores na hora de leiloar as folhas às instituições financeiras.
De
acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para transferir o salário para
outra conta diferente da aberta pelo empregador, é preciso que a indicação seja
feita por escrito à instituição financeira. O banco é obrigado a aceitar a
ordem no prazo de até cinco dias úteis e os recursos devem ser
transferidos para o banco escolhido pelo empregado no mesmo dia do
crédito do salário, até as 12h.
A
conta-salário é diferente da conta-corrente por ser destinada ao pagamento de
salários, aposentadorias e pensões e por se tratar de um contrato firmado entre
a instituição financeira e a empresa empregadora e não entre o banco e o
empregado. Na conta-salário, o cliente não tem direito a talão de cheques e não
pode receber outros depósitos além do salário. No site do Banco
Central (BC), há uma série de
perguntas e respostas sobre a conta-salário.
A
instituição que processa o maior número de folhas de pagamento de servidores
públicos no país é o Banco do Brasil (BB). Segundo o diretor de Clientes Pessoa
Física do BB, Sérgio Nazaré, são 1,516 milhão de servidores federais, o
que representa 71% dos pagamentos a esses trabalhadores. No caso dos servidores
estaduais, são 3,104 milhões (59%), e dos municipais, o número chega a 2,058
milhões (27%).
De
acordo com o Ministério do Planejamento, os servidores públicos federais sempre
puderam escolher o banco onde querem receber o salário. A maior concentração de
pagamentos está no BB, com 76,41% - cerca de R$ 4,9 bilhões - do total de
pagamentos a servidores ativos e aposentados feitos em outubro deste ano. Em
seguida vêm a Caixa, com 12,65% (R$ 825 milhões), o Banco de Brasília (BRB) –
4,01% ou R$ 261,5 milhões), o Itaú (2,79% - R$ 182,3 milhões) e o Bradesco
(1,31% - R$ 85,8 milhões). Além dessas cinco, outras instituições financeiras
também fazem os pagamentos mas, segundo o ministério, formam um percentual
pequeno na preferência dos servidores.
Postado por
Sávio Hackradt
NOVA
YORK (O Globo) - A embaixadora
do Brasil junto à ONU, Maria Luiza Viotti, acaba de passar o bastão no Conselho
de Segurança, onde o país encerrou neste domingo sua participação de dois anos.
O Brasil luta por uma vaga permanente, mas enquanto a reforma do conselho não
vem, aposta suas fichas na coordenação com Índia e África do Sul (com os quais
integra o grupo Ibas) que continuam no órgão.
![]() |
| Embaixadora do Brasil na ONU - Foto Divulgação |
O
GLOBO: Quais os desafios do Brasil para continuar a ocupar espaço na ONU e no
cenário internacional, mesmo sem a vaga no Conselho de Segurança?
MARIA
LUIZA VIOTTI: Sempre fomos um país que trouxe contribuições à ONU. Embora ainda
tenhamos nossos problemas, fomos capazes de trazer experiências bem-sucedidas,
que foram acolhidas pela ONU e replicadas em outros contextos. O Brasil é um país
democrático, que tem podido promover o desenvolvimento com inclusão social,
criando uma classe média robusta e tendo um novo perfil internacional. Um país
que construiu uma liderança regional e internacional com soft power, como
lembrou o embaixador (dos EUA no Brasil) Tom Shannon, sem armas de destruição
em massa.
Mas
este novo perfil incomoda alguns dos antigos aliados, como países europeus e os
EUA, não?
VIOTTI:
É verdade, e isso é porque nós temos exercido liderança com uma característica
muito própria, com um perfil independente. E isso, de certa maneira, incomoda.
Há uma expectativa de países como os EUA, a França e o Reino Unido, que se
referem ao Brasil como uma grande democracia, que perguntam ao Brasil, à Índia
e à África do Sul, três grandes democracias, por que nós não estamos com eles
em questões de direitos humanos. Há uma certa dificuldade, da parte deles, de
entender que o Brasil não necessariamente se alia a determinadas posições. Por
exemplo, acho que ficou muito claro no caso da Síria, em que o Conselho de
Segurança estava extremamente polarizado (de um lado, os europeus e os EUA; do
outro, China e Rússia), que havia uma expectativa de que o Brasil reforçasse o
lado europeu. Assim como a China e a Rússia esperavam que nós fôssemos mais
para a linha que eles estavam defendendo. E nós nos mantivemos numa posição
diferenciada, dizendo que era importante que o Conselho se manifestasse, que
somos contra violações de direitos humanos. Mas achamos que é preciso uma solução
negociada. Então, foi uma articulação de uma posição intermediária, porque os
países desenvolvidos têm uma única receita para a soluções de conflitos: sanções.
Eles tomam em geral uma posição muito açodada. No caso da Síria, foi essa
articulação que permitiu ao Conselho adotar um consenso pela primeira vez, na
declaração presidencial de agosto. E isso só foi possível porque o Brasil, a Índia
e a África do Sul já tinham se articulado previamente na plataforma Ibas.
Essa
coordenação do Ibas pode continuar em 2012, mesmo o Brasil não estando mais no
Conselho?
VIOTTI:
Acho que ela tende a continuar, porque o Ibas se reúne periodicamente, há
mecanismos regulares de articulação política. Não sei se continuará no
Conselho, isso vai ficar mais difícil com a saída do Brasil, mas eles vão
continuar a nos ouvir.
O
que faz a liga entre esses países, o que une a visão de mundo, em política
externa, de Brasil, índia e África do Sul?
VIOTTI:
O Brasil tem mostrado uma preferência, que coincide com a visão indiana e
sul-africana, por soluções negociadas e diplomáticas para os conflitos. Isso
foi um dos temas centrais da nossa atuação no Conselho. Valorizar também a
contribuição das organizações regionais, como a Liga Africana. Outro elemento
que nos une é pensar a solução de conflitos de forma integrada, que leve em
conta não apenas a dimensão estrita de segurança e soluções militares, mas também
a ideia de promoção de desenvolvimento, criação de empregos, melhoria da
qualidade de vida das populações. A experiência que tivemos no Haiti dá um
conteúdo mais concreto a esse nosso discurso. As missões de paz da ONU geram um
espaço de estabilidade, mas esse espaço não se sustenta se não houver uma série
de ações que fortaleçam as instituições do país.
Mas,
voltando ao caso da Síria, o Brasil foi criticado por permitir ao governo Assad
ganhar tempo. Como foram as pressões dentro do Conselho?
VIOTTI:
Há um ponto de convergência dentro do Conselho em relação à Síria, que é o fato
de que não se antevê a possibilidade de uma intervenção de fora. O
encaminhamento de uma solução só pode se dar por via negociada, pacífica. As
divergências passam a se manifestar quando se discute quais as ações que devem
ser tomadas para encorajar essa solução. Existe essa polarização que eu
mencionava, com os europeus e americanos acreditando em sanções para punir e
isolar.
E
já desde o caso do Irã o Brasil vinha se manifestando contra sanções, não? O
caso do Irã, com a tentativa de negociação de um acordo que incluiu a Turquia,
foi um marco da política externa brasileira?
VIOTTI:
Acho que foi um marco, porque foi uma expressão desse primado das negociações e
do engajamento. O que o Brasil e a Turquia queriam era criar um ambiente de confiança
política que levasse ao diálogo. Mas naquele momento prevaleceu a lógica de sanções,
que enrijeceu posições, que fez com que as divergências se aprofundassem. Foi
uma oportunidade que se perdeu, de tentar alguma coisa diferente, mas foi
marcante.
A
composição do Conselho de Segurança que teve os países do Ibas foi considerada
por analistas uma das mais interessantes dos últimos anos.
VIOTTI:
Os países "grandes" reagiram primeiro de uma forma a mostrar
desagrado com as posições do Brasil, da índia e da África do Sul. Mas, num
segundo momento, eles procuraram entender porque estamos agindo assim, e houve
um momento em que os embaixadores de França e Reino Unido nos convidaram para
almoçar. Foi uma conversa interessantíssima, porque foi uma troca de recriminações.
Eles queriam só o nosso voto, um alinhamento perfeito, e não nos ouviam. A
partir desse almoço, no meio do ano, houve uma dinâmica diferente, eles começaram
a fazer um esforço maior para incorporar nossas posições nas resoluções deles.
Por outro lado, nós começamos a explicitar mais os elementos comuns que há nas
nossas posições, como a preocupação com a defesa dos direitos humanos, com a
proteção de civis. Houve um diálogo melhor, uma compreensão melhor. Ao mesmo
tempo, Rússia e China passaram a valorizar as posições Brics. Criou-se uma
situação em que, quando o Conselho estava muito polarizado, os dois lados
procuravam conquistar o apoio dos países do Ibas. Isso realçou a dimensão de
independência desses países.
Isso
favorece a perspectiva de reforma do Conselho?
VIOTTI:
Se você considerar que a reforma do Conselho depende do voto de dois terços dos
votos da Assembleia Geral, o efeito foi muito positivo. A grande maioria dos países
em desenvolvimento se sente representada nessas posições que o Brasil, a Índia
e a África do Sul assumem. Tivemos retorno muito forte disso. Sem falsa modéstia,
acho que o Brasil teve um papel muito importante de aproximar posições..
Com
a mudança de governo, o que mudou na política externa brasileira e na forma como
ela é vista aqui?
VIOTTI:
Em relação à nossa atuação no Conselho, os grandes princípios, as linhas
gerais, permanecem. Houve mudança de avaliação em um caso ou em outro. E a
presidente tem procurado imprimir sua visão pessoal, tem se interessado pelos temas.
Continuar não é repetir. Há, da parte da presidente, uma preocupação grande em
relação a direitos humanos. Não que ela não existisse antes, mas uma preocupação
em deixar mais claro isso.
Postado por
Sávio Hackradt
A
violência, as falhas no sistema de saúde e a corrupção, na opinião dos
brasileiros, são os três maiores problemas do país atualmente, segundo revelou
uma pesquisa divulgada no fim de dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea). Cerca de 3,7 mil pessoas foram entrevistadas. A segurança foi
apontada por 23% das pessoas ouvidas como o maior problema. Depois veio a
saúde, com 22,3%, e a corrupção, 13,7%. Na lista aparecem ainda o desemprego
(12,4%), a educação (8%), a pobreza (6,1%) e as desigualdades (5,8%).
Agência
Brasil
O
professor Gustavo Venturi, do departamento de sociologia da Universidade de São
Paulo (USP), chama atenção para o fato da lista das prioridades nacionais se
reciclar periodicamente. “Se nós voltarmos às eleições de 2002, por exemplo, o
desemprego era o tema principal das campanhas presidenciais e disputava com a
segurança. Hoje, há uma mudança em função do aquecimento da economia e da
formalização do emprego que coloca o problema mais para trás na fila”, disse.
Mas
a percepção da população sobre quais são os problemas mais graves do país
variam muito de acordo com a idade, renda e região. Os sulistas são os mais
preocupados com a corrupção. No Norte e no Nordeste, a violência é apontada
como o problema mais grave. No Sudeste e no Centro-Oeste, a saúde aparece no
topo da lista dos maiores problemas. Também há diferenças na opinião de ricos e
pobres sobre quais são as questões mais urgentes. Nas famílias com renda per
capita mensal até um quarto de um salário mínimo, 23,7% avaliam que o acesso à
saúde é o problema mais grave, seguido pela violência (22,6%) e o desemprego
(18,4%).
“A
saúde está um caos, falta investimento e mais gente trabalhando. Eu, graças a
Deus, não preciso muito usar a rede pública porque Deus me dá saúde”, declarou
Francisco das Chagas, 46 anos, ambulante. Cícera Gomes, 31 anos, está
desemprega. Moradora do entorno de Brasília, ela acha que a falta de saneamento
básico é um problema grave. “Eu moro em Luziânia e a estrutura é péssima, estou
lá há 12 anos e nada foi feito. E ainda tem a violência. A gente não está
seguro em lugar nenhum. Temos que cobrar do governo poque a gente paga nossos
impostos e o mínimo que eles têm que fazer é cumprirem o que prometem”, disse.
Já
entre as pessoas cuja renda familiar per capita é superior a cinco salários
mínimos, 27,8% concordam que o problema mais grave é a corrupção, 26% acham que
é a saúde e 17,7% acreditam que é a violência. Apenas 1,7% dos mais ricos acham
que a falta de emprego é um problema importante no Brasil. “Os principais
problemas são a saúde e a educação. Acho que se acabasse com a corrupção
melhoraria e muito também outras áreas. Porque as verbas são desviadas e aí os
professores não são valorizados, nem os profissionais de saúde”, declarou a
enfermeira Rita de Cássia, 48 anos.
Venturi
explicou que cada grupo tende a avaliar a situação a partir de sua própria
realidade, e existe uma diferença de “agenda” entre as camadas da população. “A
vida das pessoas mudou em termos objetivos nos últimos anos. Nós tivemos
milhões de pessoas que ascenderam socialmente e essa mudança na condição de
vida delas soa muito mais alto do que qualquer discussão mais subjetiva, como a
da corrupção. As camadas de maior renda, precisando menos de um Estado forte e
atuante, vão ser mais sensíveis a essa discussão”, avalia o sociólogo.
No
grupo com renda mais alta, 16,8% acham que a educação é um problema importante,
enquanto entre os mais pobres apenas 5,9% concordam com a assertiva. A
diferença é que o primeiro grupo tende a analisar a questão da educação pelo
ponto de vista do acesso, enquanto o outro considera de forma mais crítica o
fator da qualidade. “As camadas populares antes não tinham acesso à educação,
por isso tem um grau de exigência menor. São pais que não tiveram acesso à
escola e agora veem que o ensino superior está no horizonte dos seus filhos.
Por outro lado, a conclusão dos estudos em diferentes níveis não é suficiente
para garantir colocação no mercado diante de uma economia aquecida. A discussão
da qualidade da educação sensibiliza mais as camadas mais altas”, aponta
Venturi.
De
acordo com o estudo do Ipea, a população mais jovem é a que mais se preocupa
com a questão do desemprego, da educação e das desigualdades sociais. Já para
os adultos, o maior problema é a saúde. Os idosos são aqueles que mais se
importam com a violência e a corrupção. “O governo tem que ouvir mais a
população para saber quais são os principais problemas que a gente enfrenta. Um
governo que não ouve a população não pode saber o que ela passa”, defende a
estudante Juliana Amorim, 26 anos.
Postado por
Sávio Hackradt
FÓRMULA 1 – Por @Adrianogomes_
Nesse período de recesso do calendário da Formula 1, vamos relembrar grandes momentos do nosso maior ídolo esportivo das últimas décadas, façanhas que fizeram de Ayrton Senna um grande mito do esporte a motor, referência de todos os grandes pilotos da atual geração, como Lewis Hamilton, Michael, Schumacher e Sebastian Vettel, que viram pela TV as performances inimagináveis do piloto brasileiro nas manhãs de domingo.
O Primeiro ato de nossa retrospectiva é a estréia de Ayrton Senna em Mônaco no longínquo ano de 1984, pilotando uma Toleman, carro de uma escuderia que deveria ocupar últimas colocações do grid. Numa corrida sob chuva, competindo com pilotos da categoria de Alain Prost, Nélson Piquet, Nikki Lauda, Nigel Mansell e Keke Rosberg, o nosso piloto, largou em 13º e lançou-se ao ataque desde o princípio da disputa, ultrapassando todos os contendores, foi parado infelizmente pelo diretor de prova Jackie Ickzx, ex-piloto belga, que numa atitude até hoje contestada, encerrou a corrida na volta 32 sob alegação de não haver condições de segurança para continuar a prova, dando Alain Prost como vencedor com Ayrton Senna em segundo (todos, do 1º ao 6º colocado, com metade da pontuação por ainda não terem sido cumpridos 75% do total da prova).
O GP de Mônaco de Formula 1 de 1984 entrou para a história como um dos grandes momentos do nosso inesquecível piloto e da história da Formula 1.
Veja esses momentos sensacionais no vídeo a seguir:
Postado por
Sávio Hackradt
Depois
de baterem recorde em 2010, os investimentos federais fecharam 2011 com queda.
Esses gastos, que incluem as obras públicas e a compra de equipamentos pelo
governo, atingiram R$ 44,418 bilhões em 2011, queda de 5,7% em relação aos R$
47,106 bilhões investidos no ano anterior.
Agência
Brasil
Os
valores foram obtidos por meio da soma de dados divulgados pelo Tesouro
Nacional referentes aos meses de janeiro a novembro com os gastos de dezembro
que constam no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal
(Siafi). O Tesouro só apresentará os números de dezembro no fim de janeiro,
quando publicará o resultado do Governo Central – Tesouro, Previdência Social e
Banco Central – de 2011.
A
queda nos investimentos totais não se repetiu no principal programa de obras
públicas do governo. As despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
totalizaram R$ 26,046 bilhões em 2011, crescimento de 17,95% em relação aos R$
22,082 bilhões gastos em 2010. Esse crescimento, no entanto, está inflado por
causa do programa Minha Casa, Minha Vida, cujas despesas são incluídas no PAC,
mas não são classificadas como investimento.
No
ano passado, os gastos do Minha Casa, Minha Vida mais do que quadruplicaram,
saltando de R$ 1,572 bilhão em 2010 para R$ 6,485 bilhões em 2011. Esse
montante, no entanto, não é considerado investimento porque não foi gasto
diretamente com a construção de moradias, mas com subsídios para os bancos
oferecerem financiamentos habitacionais mais baratos.
Ao
comentar o resultado do Governo Central de novembro, o secretário do Tesouro
Nacional, Arno Augustin, disse esperar que os investimentos retomem a
trajetória de crescimento em 2012. Segundo ele, o início de algumas obras do
PAC 2 vão ampliar os investimentos da União neste ano.
Em
relação ao desempenho dos investimentos em 2011, o secretário declarou que a
queda não foi preocupante porque a base de comparação foi forte. Em 2010, os
investimentos federais dispararam e bateram recorde, com crescimento de 38% em
relação a 2009.
Mais
uma vez, os investimentos foram sustentados com recursos de exercícios
anteriores, chamados de restos a pagar. No ano passado, esse montante
correspondeu a 55,8% dos investimentos, o que equivale a R$ 24,774 bilhões. No
PAC, a fatia de recursos anteriores a 2011 foi ainda maior: 67,2% ou R$ 17,503
bilhões. A maior proporção, no entanto, foi observada no Minha Casa, Minha
Vida, em que 95,1% das despesas executadas no ano passado se originaram de
restos a pagar.
1.1.12
Postado por
Sávio Hackradt
O
New York Times volta a falar do lugar que a palavra “ocupar” [#Occupy] passou a
ter nos movimentos sociais que se multiplicaram esse ano em todo o planeta. E
propõe que se colha a oportunidade para “ocupar a linguagem” e refletir sobre
como damos nomes às coisas e às pessoas – em especial aos estrangeiros.
Em
outubro passado, parti de San Francisco, sobrevoando os portos da costa oeste
dos EUA paralisados pelo movimento Occupy Oakland, antes de chegar à Alemanha,
em meio aos tumultos provocados por Occupy Berlin. Hoje, só resta constatar que
o movimento Occupy transformou, não só o espaço público, mas, também
transformou o discurso público.
*Tradução: Coletivo de tradutores Vila Vudu
Por
Samy Alim, New York Times*
Occupy[1]. Hoje, já é praticamente
impossível ouvir essa palavra, sem pensar nos militantes instalados nas praças
e ruas do mundo.
Até
o célebre lexicógrafo Ben Zimmer estima que Occupy tem grandes chances de ser
escolhida “a palavra do ano” pela American Dialect Society. O vocábulo já
conseguiu modificar os termos do debate, tirando de cena “teto de
endividamento” e “crise orçamentária”, substituídos por “desigualdade” e
“ganância”.
A ironia da palavra “ocupar”, para designar uma corrente social
progressista que visa a redefinir o debate em torno das noções de equidade e
democracia, certamente está bem visível. Afinal, na linguagem corrente, só
países, exércitos, polícias, “ocupam” territórios, praticamente sempre pela
força. Sobre isso, aliás, os EUA nada têm a aprender.
E
em apenas poucos meses, o movimento Occupy mudou completamente o significado da
palavra “ocupação”. Até setembro, “ocupar” significava operação militar. Hoje,
“ocupar” é sinônimo de luta política progressista [e quem, no ocidente, queira
falar do que Israel faz na Palestina, ficam com a tarefa revolucionária de
buscar, ou de inventar, palavras mais adequadas para o que Israel faz na
Palestina: invasão pela força, com violência, ilegal, contra a razão
democrática e civilizada do mundo (NTs)].
Hoje,
“Ocupar” é denunciar injustiças, desigualdades, abusos de poder. E em nenhum
caso se trata de apenas impor-se num espaço: hoje, ocupar significa também
transformar os espaços. Nesse sentido, o movimento Occupy Wall Street ocupa
literalmente a língua, e é hoje autor [não proprietário (NTs)] da palavra
OCUPAR!
A
primeira vez que a palavra “ocupar” apareceu em inglês, associada a
manifestações sociais, remonta aos anos 1920s, quando operários italianos
decidiram ocupar as fábricas em que trabalhavam, até que suas reivindicações
fossem satisfeitas. Já foi uso muito distante da origem da palavra. O
Dicionário Oxford English ensina que, na origem, “occupy” significou “ter uma
relação sexual”. Hoje, a mesma palavra, já ressignificada, serve para preencher
[ocupar?] muitos vazios gramaticais do discurso.
E se mudássemos mais uma vez
o significado da palavra “ocupar”? Mais exatamente, e se pensássemos no
“discurso do movimento Occupy” não mais como discurso dos militantes de Occupy,
mas como movimento total, ele todo, de Ocupar a Linguagem? E o que desejariam
esses “ocupantes da linguagem”?
“Occupy
a Linguagem” [ing. Occupy Language] bem poderia inspirar-se, ao mesmo tempo, no
movimento Occupy – que nos faz lembrar que as palavras sempre significam e que
a língua não é estática, fechada – e dos movimentos locais que contestam os
usos locais da linguagem e fazem lembrar que a língua pode ser tanto ferramenta
de libertação quanto ferramenta de opressão; tão potente para unir, quanto para
segregar.
O movimento portanto poderia começar por refletir sobre ele mesmo.
Em recente entrevista, Julian Padilla, do People of Colour Working Group [Grupo
de Trabalho das Pessoas de Cores], convocava os militantes a examinar as
próprias escolhas lexicais: “Ocupar significa tomar posse de um espaço, e acho
que ver um grupo de militantes anticapitalismo tomar posse do espaço na Rua do
Muro [ing. Wall Street] é um símbolo muito potente. Mas gostaria que eles se
dessem conta da história dos povos nativos, dos peles vermelhas e dos peles
negras e dos pele amarela do imperialismo em todo o mundo. E que passassem a
chamar o próprio movimento de “Descolonizar a Rua do Muro” [orig. fr.
“Décoloniser Wall Street”].
Ocupar
um espaço não é necessariamente ação negativa. Tudo depende de o que se faz,
como e por quê. Quando os colonizadores brancos ocupam um país, eles não vêm
para ficar, vêm de passagem, vêm para pilhar e destruir. Quando descendentes de
tribos nativas dos EUA ocupam Alcatraz (entre 1969 e 1971), é ato de contestação.”
O
movimento “Occupy Language” também poderia fazer campanha para impedir que os
veículos de mídia continuem a usar o adjetivo “ilegal” aplicado a imigrados sem
documentos. Os que defendem essa causa explicam que o adjetivo illegal em
inglês [em português do Brasil, em termos jurídicos precisos, TAMBÉM (NTs)], só
se aplica a ações e objetos inanimados. Usar o termo “os ilegais” [ing.
illegals; fr. les illégaux) aplicado a pessoas, opera portanto, em primeiro
lugar, a des-humanização das pessoas às quais se aplica.
Mas o New York Times
só recomenda aos seus jornalistas que evitem as expressões “estrangeiro ilegal”
[ing. illegal alien; fr. étranger illégal] ou “estrangeiro sem documentos”
[ing. undocumented alien; fr. sans-papiers]. O New York Times nada diz sobre não
usar a palavra “os ilegais” [ing. illegals].
==========================================
[1] A palavra Occupy [nas
redes sociais, sempre #Occupy] é, sim, um belo achado, uma bela invenção
internacionalista, dos muitos que se dizem, nós-vós-vóz-de-nós-mesmos:
“ocupai/ocupar/ocupemos!”
Em português, há aí também um traço performativo de
palavra-de-ordem: “Ocupai!” – modo imperativo, 2ª pess. do plural, do verbo
ocupar, como “falai!”, “cantai!”, “sentai!”, “andai!”, “marchai!”,
“manifestai!”, “ocupai e não arrasteis o pé daí, nós-vós-vóz-de-nós-mesmos, os
99%”. Em inglês, há aí, o traço declarativo (tb performativo, portanto) do
infinitivo (“ocupar”) que ecoa, também para os bilíngues, com inglês, em
todo o mundo [NTs].
*Tradução: Coletivo de tradutores Vila Vudu
Postado por
Sávio Hackradt
SOCIEDADE,
MEIO AMBIENTE E CIDADANIA
Por Marígia Tertuliano*
“Brasil:
sexta economia do mundo, conforme a Economist Intelligence Unit (EIU), empresa
de consultoria e pesquisa, ligada à revista The Economist”.
A
notícia que coloca o Brasil como sexta economia do mundo causa espanto e
justificativas absurdas, na tentativa de desmerecer o trabalho realizado. Em
uma época onde as economias do mundo desenvolvido estão em crise, alguns
brasileiros ainda padecem da “Síndrome do
vira-latas”, preferindo desmerecer o feito.
Frases
como: “Sexto maior PIB do mundo é pra inglês ver”; “IBGE aponta que 11,4 milhões
de brasileiros vivem em favelas”. “É a sexta economia estúpido...”, dentre
outras, estarrecem.
No
entanto, não analisam que é um momento ímpar para a América Latina, que começou
a ser estudada há alguns anos. Momento ímpar para suprir a história econômica
de dependência e servidão, desde quando o modelo de substituição de importações
foi implantado. É verdade que fazer análise econômica não é simples,
principalmente em um país onde a mídia cria chavões, a exemplo do “Milagre
Brasileiro” ou da “Década Perdida”, para enaltecer um Brasil muito mais
desigual.
O
momento é muito interessante para nossa economia, pois, hoje, nossas commodities
são valorizadas, e mais do que isso: diferentemente de outras épocas, onde
exportar era o que importava, começamos a incentivar o consumo do mercado
interno – este faz a economia girar. Hoje, vivemos a volta ao planejamento,
coisa que foi esquecida há muito tempo e que causou muitos problemas a nossa
economia.
É
importante frisar que o ganho que estamos tendo é com o crescimento. Entretanto,
é preciso que as unidades federativas pensem em estratégias de criar condições
ao desenvolvimento, pois as disparidades regionais são enormes e, se não
pensarmos nelas, estaremos fadados a perder, mais uma vez, o bonde da história.
Todo
governo quer alcançar alto nível de emprego, estabilidade de preços, equidade
de renda e crescimento econômico. Esses fatos geram números. Entretanto, é o
desenvolvimento que gera melhoria na qualidade de vida do cidadão, e isso só é
alcançado se os gestores pensarem políticas públicas e não ações de governo.
Entender a realidade local é fundamental para se chegar a esses objetivos. No
entanto, é necessário mapear as necessidades da sociedade com planejamentos sérios
que possibilitem o agregar valor à gestão municipal.
Nesse
sentido, a construção de PPAs de excelência é fundamental. Mesmo que todos
saibam disso, ainda se veem ações totalmente desfocadas das políticas propostas
e planos acéfalos, que são constituídos apenas para atender à Constituição. Sendo
assim, como seremos economia em destaque, se alguns trabalham para ampliação, e
outros para a redução?
A
frase acima: “Sexto maior PIB do mundo é pra inglês ver...”, assim como a
outra, pinçadas do twitter, e postadas por formadores de opinião, representa
bem o que quero dizer: para alguns, a lei do quanto pior melhor continua
valendo. Assim, insisto: vamos pensar um País para todos. Um País onde ter não é
“pecado”, mas que também possa ser estendido a todas as classes. Equidade de
renda é benefício, é vitória, é ganho, é direito. Salário mínimo de R$622,00
(seiscentos e vinte e dois reais) ainda é pouco para onde queremos chegar.
Todavia, já existem gestores municipais dizendo que será terrível para os municípios.
E,
aí, o que dizer das palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou,
na terça-feira, 27, que, em menos de quatro anos, 2015, o Brasil será a quinta
maior economia do mundo, em termos de Produto Interno Bruto (PIB), superando a
França? Achar ruim? Espero que não. Enfim, vamos planejar melhor as contas públicas
e ajudar na melhoria de todos os índices que mapeiam o desenvolvimento.
Assim,
que venham 2012, 2013, 2014, 2015... e que possamos comemorar mais vitórias em
um País que não é pobre, mas que ainda tem muitos pobres.
*Marígia
Tertuliano é economista e professora universitária
Postado por
Sávio Hackradt
MERCADO IMOBILIÁRIO - Por @PH_natal
Aos
leitores e amigos do Calangotango:
Que
os 12 meses de 2012 todos tenham muitos clientes;
Que
os 12 meses de 2012 todos tenham muitas vendas;
Que
os 12 meses de 2012 sejam de conquistas constantes;
Que
os 12 meses de 2012 sejam de comi$$ões gorda$.
Esse
é meu desejo para todos vocês.
Pedro
Henrique de Carvalho
Postado por
Sávio Hackradt
A
partir deste domingo (1º), as operadoras de planos de saúde terão que oferecer
cobertura para mais 69 procedimentos médicos. Entre os novos serviços estão 41
cirurgias por vídeo, como a cirurgia bariátrica (de redução de estômago) e a de
tratamento de refluxo gastroesofágico. Com o acréscimo, a lista passa a ter
3.132 procedimentos.
Agência
Brasil
Outras
novidades são a ressonância magnética para pessoas com câncer, o tratamento de
doença ocular com aplicação de injeções e o uso de medicamentos especiais em
casos de artrite reumatóide, além do uso de novas tecnologias para o tratamento
de pacientes com câncer de colo retal com metástase.
A
lista completa de procedimentos pode ser acessada no site da ANS. A agência criou um buscador em que o usuário poderá pesquisar se o
procedimento que precisa fazer está coberto pelo plano de saúde.
O
rol de novos serviços beneficia os usuários de planos de saúde contratados a
partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à nova legislação. De acordo com a
ANS, a inclusão das novas coberturas não levará a aumentos imediatos no valor
das mensalidades. O impacto financeiro das mudanças será avaliado, e caso justifique
reajuste, esse só será feito em 2013.
As
operadoras de planos de saúde que não cobrirem os procedimentos listados pela
ANS estão sujeitas à multa de R$80 mil. Para denunciar o descumprimento de
procedimentos da lista, o consumidor pode ir a um dos núcleos da ANS ou ligar
para o Disque ANS, no número 0800 701 9656.



