CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

25.8.11


Projeto que garante direitos dos usuários de internet impede provedor de acesso de censurar conteúdo. Conexão à rede estará protegida por sigilo e só poderá ser barrada por falta de pagamento. Internautas poderão entrar coletivamente na Justiça para defender direitos.
Fonte: Carta Maior
Os provedores de acesso estarão proibidos de filtrar e censurar conteúdo, uma vez que a rede terá de ser “neutra”. Esse é um dos pontos do marco civil da internet que o governo irá propor ao Congresso. que definirá e garantirá direitos dos usuários, contemplando uma das principais reivindicações dos internautas-militantes que vêem neste tipo de mídia um espaço de liberdade total de expressão e de ação política. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a proposta foi fechada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira e vai ao Congresso nos próximos dias.

Uma fonte do governo revelou à Carta Maior alguns pontos da proposta. O acesso à internet só poderá ser cortado por falta de pagamento. Nenhuma outra razão, como opinião, justificará restrições. A comunicação entre usuários estará formalmente protegida por sigilo. A quebra dependerá da Justiça ou da anuência da pessoa. 

Os registros de conexão dos usuários à internet também estarão protegidos por sigilo. Ao requisitar a quebra, a polícia terá de comprovar a existência de indícios de ilícitos por parte da pessoa e que a posse daquela informação ajudará nas investigações. 

O projeto disciplina como estes registros deverão ser guardadados pelos provedores - a partir dos IPs dos computadores e por prazo determinado. Enquanto estiverem arquivados, a polícia também poderá pedir quebra de sigilo à Justiça.

Apesar de prever a possibilidade de acesso a registros de conexão, o projeto impede que sejam armazenados os registros de navegação dos usuários, ou seja, que monitore o histórico de conteúdos acessados. Os responsáveis pela provisão de conteúdos, como blogs e portais, não precisam guardar registros.

Os responsáveis pela conexão e pela transmissão de dados não serão responsabilizados solidariamente pelo conteúdo disponibilizado, em caso de algum problema judicial.

Para defender o cumprimento dos direitos, o projeto permite que as pessoas entrem na Justiça de forma coletiva, por meio de ações civis públicas, que têm mais força do que uma individual. 

AI-5 Digital

A elaboração do projeto começou em 2009, depois de o Senado aprovar um projeto do hoje deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica algumas práticas na internet como crimes. O texto ganhou o apelido pejorativo de AI-5 Digital. 

Os usuários-militantes da internet são contra a proposta e acham que a criminalização não deveria ser discutida antes de os direitos estarem assegurados.

O governo federal entrou na disputa ao lado dos militantes e, desde então, passou a construir o marco civil. O ministério da Justiça submeteu uma minuta de proposta a dois processos de consultas públicas, nas quais foram feitas mais de duas mil sugestões. Até hoje, o AI-5 Digital espera por votação final na Câmara dos Deputados.

Agência Brasil
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, disse ontem (24), no lançamento do Observatório da Corrupção, que a sociedade brasileira precisa se conscientizar de que é a protagonista no combate a corrupção. “A sociedade pode transformar, sim, por meio da legitima pressão que ela exerce nos poderes públicos . E ela [sociedade] deve mobilizar-se no sentido de combater essa pandemia que é a corrupção”, disse o dirigente classista.
O Observatório da Corrupção pretende ser o canal entre a sociedade e a OAB para o envio de denúncias de casos de corrupção pela população. O objetivo, segundo Cavalcante, é fazer pressão para que o Poder Judiciário dê prioridade aos processos envolvendo malversação de recursos públicos, tráfico de infuência e outros desvios que caracterizam a corrupção, julgando e punindo com maior celeridade os envolvidos.
Na página do Observatório da Corrupção na internet , além de denunciar, o cidadão também vai poder acompanhar o andamento dos casos de corrupção noticiados pela mídia. Na próxima semana, a OAB vai divulgar no portal uma relação dos principais processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados do Brasil serão monitoradas pela Comissão Nacional de Combate à Corrupção e os denunciantes têm a garantia do anonimato.
No lançamento do Observatório, Cavalcante informou que a OAB vai ajuizar no Supremo uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra os mecanismos da Lei Eleitoral que permitem o financiamento de campanha por empresas. “O embrião da corrupção reside no financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas,” disse Cavalcante.

24.8.11


Entrevista 10 x 140 –  Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Mariana Avelino - Natal/RN, 26 anos, Solteira(noiva), Administradora com ênfase em Gestão de Negócios. Adora moda e tem um blog p/ falar disso.

P- Como e quando surgiu o interesse de fazer o curso de Administração?
Mariana - Administrar é uma arte. Possuo essa habilidade desde a adolescência! Criei, resolvi e melhorei muitas coisas desde cedo...
P- Como é desenvolvida sua atividade num escritório de advocacia?
Mariana - Desenvolvo lá e em qualquer outro lugar, aquilo que considero ser o meu melhor: Financeiro! Dá-me seu dinheiro que faço mágica com ele! rs.
P- Você também tem um blog e um perfil no twitter sobre moda. Como gerou esse interesse?
Mariana - Nasci vaidosa! Sempre gostei do mundo fashion e de repassá-lo no meu ponto de vista! Mas tenho estilo próprio, não sigo a moda à risca. 
P- E essa sua loucura por maquiagens?
Mariana - Maquiagem é uma arma! rs. Incrível o poder que isso tem sobre as mulheres. Influencio, sou influenciada e acho tudo simplesmente o máximo!
P- As redes sociais lhe ajudam em alimentar o seu blog?
Mariana - Alimentar e divulgar! Opiniões, sugestões, críticas e todo tipo de interação é bem vinda. Nelas, as pessoas se sentem a vontade para isso...
P- O que você pratica para provocar mudanças nas pessoas?
Mariana - Provoco, e muito! O melhor retorno é aquele dado à um desafio. As pessoas têm grandes aptidões e não se dão conta... estimular é preciso!
P- Você disse que é fã e amiga da dançarina Sheila Mello. Como começou essa amizade ?
Mariana - É o Tchan, lembra? rs. Deus colocou essa moça em meu caminho e eu só agradeço! Penso que muitos deveriam conhecê-la... uma simplicidade só!
P- Um sonho a ser realizado?
Mariana - Sonho pra mim é sinônimo de família. Quero casar com meu noivo, ter um filho e a realização profissional para melhor confortar meus pais.
P- O que é o Twitter para você?
Mariana - É o que eu quiser que ele seja! Posso construir e desconstruir, nele. Boas idéias geram boas twittadas e consequentemente, bons resultados.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Mariana - Curto o noivo, a família e os amigos sempre. A vida passa muito rápido! Boa leitura, boa música e um bom vinho também me acompanham... 
*Se você quer conhecer um pouco mais a Mariana Avelino converse com ela no Twitter @mari_avelino

Roberta Lopes
da Agência Brasil
O diretor executivo da organização não governamental (ONG) Transparência Brasil, Claudio Abramo, disse hoje (23) que o financiamento público de campanha não é uma solução para o combate à corrupção. Ele acredita que a proibição do financiamento privado vai provocar um aumento do chamado caixa 2, que é o dinheiro recedido em campanha e não declarado.
O financiamento público exclusivo de campanhas é um dos pontos da reforma política em tramitação na Câmara. “Essa ideia é um tiro no pé. Isso vai fazer com que o caixa 1 se torne o caixa 2. O que hoje é conhecido [no financiamento] de campanha vai ficar no caixa 2. Se proibirem vai ficar no caixa 2”, ressaltou durante audiência pública no Senado sobre ações contra corrupção.
Ele também criticou a nomeação excessiva de cargos em comissão pelo Executivo. “Deveria ser feito um limite para a nomeação de cargos públicos. Essas pessoas não são funcionários públicos, elas são funcionárias dos partidos.”
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo, discordou da posição de Abramo e afirmou que os partidos têm o direito de levar seus postos para cargos em comissão.
“Partido que ganha, independente de quantitativo, tem o direito de trazer para a administração os quadros que estão afinados com seu projeto político. Entendemos que os partidos tem de ser valorizados para construirmos uma democracia e uma forma de fazer isso é levá-los à gestão.”

Estadão.com
Pouco depois do anúncio oficial do papa da realização da Jornada Mundial da Juventude de 2013 no Rio de Janeiro, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra uma expressiva queda no número de católicos no País.
O mapa das religiões no Brasil mostra uma queda de 7,26% no número de pessoas que se declararam católicas em 6 anos (passando de 73,79%, em 2003, para 68,43%, em 2009). A pesquisa também apresenta um significativo aumento no número de brasileiros que se declararam "sem religião": 1,59 ponto percentual, chegando a 6,72% em 2009.
A queda é mais forte entre jovens de 15 a 19 anos, público alvo do evento que será realizado no ano que vem. Católicos nessa faixa etária passaram de 75,22% em 2003 para 67,49% em 2009.
O levantamento também aponta a evolução recente de outras crenças para os grupos sócio-demográficos e geográficos brasileiros. A pesquisa realizou 200 mil entrevistas sobre composição religiosa no final da década passada.

Stênio Ribeiro
da Agência Brasil
O Banco Central (BC) divulgou ontem (23) que 17.879 pessoas físicas e 2.191 empresas declaram ter US$ 274,6 bilhões no exterior, em dezembro do ano passado. Comparado a 2009, representam aumentos de 18,6% no número de declarações de capitais brasileiros no exterior e de 23% no volume de recursos.
A declaração, iniciada no ano-base 2001, é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que detinham ativos acima de US$ 100 mil em outros países, para permitir ao Brasil medir sua posição internacional de investimentos (PII). Isso e o balanço de pagamentos constituem as estatísticas fundamentais para a análise do setor externo da economia brasileira.
O balanço divulgado pelo BC mostra que do total de recursos brasileiros lá fora US$ 189,2 bilhões são referentes a investimentos diretos, que cresceram 15% em relação a 2009. Comparado aos R$ 49,7 bilhões de investimentos em 2001, a evolução mais que triplicou, “evidenciando a sólida e acelerada internacionalização das empresas de capital brasileiro”.
Os investimentos brasileiros em carteira no exterior somaram US$ 38,397 bilhões, dos quais US$ 797 milhões em derivativos. Os demais US$ 47 bilhões correspondem a aplicações diversificados. Segundo o BC, a participação do capital brasileiro no exterior concentra-se em atividades de extração mineral (27,4%) e em serviços financeiros e atividades auxiliares (38,2%).
Quanto à distribuição geográfica, destaque para a Áustria, país no qual foram investidos 21,9% do estoque total. Mais do que receberam alguns paraísos fiscais como as Ilhas Cayman (17,4%), Ilhas Virgens Britânicas (8,7%) e Bahamas (7,3%). Os ativos brasileiros são significativos também nos Estados Unidos (7,8%), Países Baixos (6,4%), na Dinamarca (5,5%) e Espanha (5,3%).
Os empréstimos intercompanhia, que compreendem os créditos concedidos a subsidiárias e filiais no exterior na forma de empréstimos e financiamentos de bens e serviços, bem como a compra de títulos emitidos por essas coligadas, registraram retração de 37,2% no ano. Eles somaram US$ 20,2 bilhões ao final de 2010, dos quais US$ 15,6 bilhões de longo prazo e US$ 4,6 bilhões de curto prazo.

23.8.11


Entrevista 10 x 140 – Bruna Marques Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Bruna Marques - Natal/RN, 25 anos, casada, radialista, locutora e webmanager de duas FM´s e blogueira.

P- Como surgiu o interesse para ser Radialista?
Bruna Marques - Ná época de colégio, 2º ano sendo mais precisa, fiz um trabalho sobre a 'Era do Rádio' e me apaixonei.
P- Como é desenvolvida sua atividade de locutora e webmanager de duas FM´s de Natal?
Bruna Marques - É um trabalho de pesquisa, tanto pras redes quanto pro programa. Tento estar sempre antenada no que o pessoal gosta de ler e ouvir.
P- Com a facilidade de baixar músicas pela internet, você acha que o público está deixando de escutar rádio?
Bruna Marques - Todo mundo tem sua playlist preferida, mas não acredito muito que o rádio está sendo esquecido. As pessoas gostam de interagir, do "alô".
P- As redes sociais lhe ajudam para o exercício de sua atividade?
Bruna Marques - Sim, sim. Tento sempre ficar por dentro das novidades. E falando em novidade, essas redes tem de sobra!
P- Você também um blog. Quais assuntos são abordados no seu blog?
Bruna Marques - Tenho sim, o @PapoCloset. No início falávamos de tudo um pouco, depois direcionamos pra sexo, saúde e relacionamentos, sempre com bom-humor.
P- Qual o público do seu blog?
Bruna Marques - Sempre me surpreendo. Quando penso que não, alguma tia do meu marido diz que leu tal post, ou um sobrinho de uma amiga. É engraçado!
P- Falar de sexo em um blog ainda é um tabu a ser quebrado?
Bruna Marques - Não acho. O @PapoCloset é até bem sutil, já vi blogs por aí que abordam de uma forma mais ousada e são sucesso. Mas sempre existirão pudores!
P- Já publicou algo que gerou muita polêmica?
Bruna Marques - Já, em um post que falava como passar o carnaval acompanhada. O engraçado é que a polêmica se deu por eu falar em fazer xixi na rua.
P- O que é o Twitter para você?
Bruna Marques - Comunicação à la fast food: Tudo rápido e prático. Fazer amizades, trocar experiências, arranjar um emprego... Quem diria, né!
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Bruna Marques - Estar com minha família, amigos, meus cachorros, de preferência comendo churrasco e tomando cerveja.
*Se você quer conhecer um pouco mais a Bruna Marques converse com ela no Twitter @_markes
Estão abertas as matrículas para o novo curso de pós-graduação da Universidade Potiguar. O objetivo é especializar profissionais que sejam capazes de analisar, desenvolver e gerenciar projetos de comunicação em mídias digitais. O curso se propõe a fornecer uma base teórica e prática que capacite o aluno a responder às demandas de um mercado que muda velozmente os modos de pensar e dinamizar a comunicação entre empresas, governos e demais instituições, com as pessoas físicas, consumidores e produtores de informação e opinião.
Com carga horária de 360 horas, é direcionado aos profissionais de nível superior, egressos de cursos das áreas de Comunicação, Marketing, Administração e Gestão, ou de outras áreas que tenham interesse em uma imersão nas novas tecnologias digitais. Aqueles que já atuam na área terão a chance de se especializar em uma modalidade de gestão da comunicação que está remodelando mercados e alterando os modos de gerir a informação, transformando-a em ferramenta com forte potencial estratégico.
Segundo a coordenadora da Pós, jornalista e professora Stella Galvão, o especialista em Mídias Sociais e Gestão da Comunicação Digital será um profissional apto a desenvolver projetos comunicacionais para as mídias digitais nos vários segmentos da atividade empresarial e institucional. Poderá propor estratégias de comunicação neste segmento e planejar ações para diferentes demandas do mercado e das organizações.
Como afirma a coordenadora do curso, “as redes e mídias sociais mudaram a maneira das pessoas se comunicarem e já revolucionaram até mesmo a forma de comunicação entre empresa e consumidor. Vivemos em uma sociedade transparente que expõe pessoas físicas e jurídicas de um modo antes impensável”. Stella, que é pesquisadora da comunicação e cultura digitais, destaca que as novas mídias e a cibercultura têm configurado a comunicação contemporânea como um terreno em contínua mutação e interatividade.
A grade curricular do curso é extremamente atual e pode ser consultada no site da Universidade (www.unp.br links cursos – pós-graduação). Entre os professores, estão Sérgio Ignácio, sócio diretor da XComunicação, de São Paulo, uma das primeiras agências de comunicação digital do país; Fernando Firmino, professor da Universidade Estadual da Paraíba e especialista em tecnologias móveis/mídias locativas; Alinne Fernandes, social media com vários cases premiados nacionalmente, hoje atuando no Rio de Janeiro no segmento de e-commerce; Gustavo Accioly,  sócio da QWG Digital (Maceió) e consultor em Tecnologia da Informação; Bruno Oliveira, especialista em Marketing Digital pela FGV e fundador da Wiib Inteligência Competitiva, em Natal.
As aulas serão ministradas aos sábados e, excepcionalmente, durante todo um final de semana nas quatro disciplinas ministradas por especialistas de outros Estados. O investimento será de 20 parcelas de R$ 370,00, sendo a primeira no ato da matrícula e as demais com vencimento no dia 05 de cada mês subsequente. Ex-alunos da UnP têm desconto de 30%.

Após se sentir parte da geração com a qual se extinguiria o marxismo da vida política e intelectual do ocidente, as crises financeiras, a espiral conflitiva do capitalismo e as mudanças na América Latina deram a Eric Hobsbawm, aos 94 anos, a alegria de voltar a Marx.
Fernando Bogado - Página/12 (Portal Vermelho)
Em seu novo livro, que tem o sugestivo título "Como mudar o mundo", o historiador refuta com sua habitual lucidez as más interpretações, arquiva os preceitos que envelheceram e utiliza as ferramentas oferecidas pelo autor de "O Capital" para entender o mundo no século XXI e fazê-lo um lugar melhor.
Aos 94 anos, depois de publicar suas extraordinárias memórias (Tempos Interessantes), o grande historiador inglês Eric Hobsbawm – que dedicou sua vida à análise e explicação da era moderna, desde a Revolução Francesa até os estertores do século XX – tinha um livro a mais para escrever: Como mudar o mundo. Após se sentir parte da geração com a qual se extinguiria o marxismo da vida política e intelectual do ocidente, as crises financeiras, a espiral conflitiva do capitalismo e as mudanças na América Latina lhe deram a alegria de voltar ao seu querido Marx. No livro, refuta com sua habitual lucidez as más interpretações, arquiva os preceitos que envelheceram e utiliza as ferramentas oferecidas pelo autor de O Capital para entender o mundo no século XXI e fazê-lo um lugar melhor.
Imaginem a cena: Eric Hobsbawm, reconhecido historiador inglês de corte marxista, e George Soros, uma das mentes financeiras mais importantes do mundo, encontram-se para um jantar. Soros, talvez para iniciar a conversa, talvez com o objetivo de continuar alguma outra, pergunta a Hobsbawm sobre a opinião que este tem de Marx. Hobsbawm escolhe dar uma resposta ambígua para evitar o conflito, e respondendo em parte a esse culto à reflexão antes que ao confronto direto que caracteriza seus trabalhos. Soros, ao contrário, é conclusivo: “Há 150 anos esse homem descobriu algo sobre o capitalismo que devemos levar em conta”.
A estória parece quase seguir a estrutura de uma piada (“Soros e Hobsbawm se encontram em um bar...”), mas é o melhor exemplo que o historiador inglês encontra para mostrar, no começo do seu livro, essa ideia que está pairando no ar há tempos: o legado filosófico de Karl Marx (1818-1883) está longe de ter se esgotado e, muito pelo contrário, as publicações especializadas da atualidade, o discurso político cotidiano, a organização social de qualquer país não fazem outra coisa que invocar o seu fantasma para lidar com esse angustiante problema que tomou o nome histórico de “capitalismo”.
No livro, recentemente publicado em castelhano, que leva o sugestivo título Como mudar o mundo, Hobsbawm volta a oferecer seu indiscutível talento para colocar as proposições daquele filósofo alemão que seguem tendo uma vigência definidora para construir o presente.

Estação Música Total

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