CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

31.1.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Jean Rocha – João Câmara/RN, 32 anos, casado, 2 filhos, mora em Brasília, técnico em informática, programador e webdesigner e assessor parlamentar.

P- O que é um assessor parlamentar em Brasília?

Jean Rocha – Uma das tarefas do assessor é acompanhar votações e a destinação de emendas, por exemplo. O assessor está à disposição do parlamentar na CD.

P- Como é trabalhar com o dep. Federal Felipe Maia (DEM/RN)?

Jean Rocha – O deputado é muito tranqüilo e comprometido com o mandato. Isso ajuda no trabalho e a equipe trabalha no mesmo ritmo.

P- Você considera o trabalho da bancada de deputados federais do RN, em Brasília, eficiente para o Estado?

Jean Rocha – O esforço da bancada tem sido válido, porém há procedimentos que dependem da vontade do Governo. E aí entra a eficiência e prestígio do RN.

P- Você quando foi morar em Brasília já foi para ser assessor parlamentar ou foi como técnico em informática?

Jean Rocha – Fui como programador, trabalhar na área privada. Ser assessor foi por acaso. Aconteceu.

P- Como é a vida em Brasília fora da política?

Jean Rocha – No trabalho é corrida. Fora do trabalho é muito tranqüila.

P- Brasília tem terremoto político e João Câmara tem terremoto da natureza. Qual desses terremotos mais lhe preocupa?

Jean Rocha – Os terremotos de Brasília. rs..rs..

P- Como Técnico em Informática fale um pouco sobre o que faz um programador.

Jean Rocha – Analisa e desenvolve sistemas, seja para desktop ou web.

P- Fale também sobre o webdesigner.

Jean Rocha – Me tornei webdesigner depois que cheguei em Brasília. Comecei desenvolver sites e sistemas web.

P- O que é o Twitter para você?

Jean Rocha – Uma forma de falar, ouvir e ser ouvido, opinar, discutir e participar. Também é uma fonte de informação.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Jean Rocha – Adoro ficar em casa trabalhando e desenvolvendo, passo muitas horas internet e curto minha família. Tomar um café com os amigos me agrada.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Jean Rocha converse com ele no Twitter @JeanRocha

30.1.11

A governadora Rosalba Ciarlini e o vice-governador Robinson Faria apresentaram, sexta-feira passada, a nova marca e o slogan do governo do Rio Grande do Norte.

A assessoria de comunicação do governo distribuiu release com fotos dizendo que a marca e o slogan traduzem os valores (austeridade, seriedade) cujo principio maior é a impessoalidade que deve orientar a publicidade governamental.

Balela! Conversa! Nem a marca nem o slogan são impessoais. Traduzem sim, uma estratégia de marketing com a estilização do R (de Rio Grande do Norte, de Rosalba e até de Robinson) e um slogan voltado para o passado, (reconstruir) - com o olho no retrovisor - e uma promessa vaga para o futuro (avançar).

Quantas vezes o Rio Grande do Norte vai ser reconstruído? O vice-governador é a mesma pessoa que apoiou o governo passado durante sete anos. Vai avançar para onde? Qual o rumo? Rosalba quer “fazer acontecer”? É preciso dizer como faz acontecer. Até agora não disse. Não apresentou um Plano de Governo.

Por enquanto, eficiente mesmo, nesse governo, é a agência Art&C que fez acontecer, criando a marca e o slogan.

Quem criou a marca e o slogan – a agência Art&C - entende do riscado. Sabe porque utilizou uma tipologia simples para atingir a grande maioria de nosso povo, alfabetizado e semi-alfabetizado.

Cada governo novo que entra cria uma marca e slogan a seu bel prazer. Tem que acabar com isso. Os governantes passam e o Rio Grande do Norte continua. Governo austero e impessoal é simples: sua marca e o slogan estão em alguns dos símbolos do estado – bandeira, brasão.

O governo podia ter economizado tempo e dinheiro com essa marquetagem.

Sociedade, Meio Ambiente e Cidadania

Marígia Tertuliano - Profª da UNP

Nesse final de semana visitei uma bela cidade nordestina.
A visita a um dos cartões postais da cidade, ambiente construído - mais um daqueles, que nós, humanos fazemos para contemplarmos a natureza e nos sentirmos integrados a esta, fez-me refletir sobre o turismo, os eventos que ocorrerão, em Natal, em 2014 e o impacto que estes terão na economia do Nordeste.
Ficou claro, que mesmo com boas intenções, o poder público, assim como a iniciativa privada, tem que planejar e dotar de infraestrutura, os ambientes a serem expostos aos visitantes.
Atender à legislação ambiental e dotar os ambientes de condições que demonstrem essa preocupação será fundamental, pois aqueles que estarão nos visitando cobrarão a cada instante - uma vez que se tornou discurso institucionalizado - o “desenvolvimento sustentável”.
Pois bem, durante a visita, em um mesmo ambiente, encontrei duas realidades. Primeiro, a reprodução de um belo espaço - o habitat de aves e suas belas espécies, onde o cidadão pode conviver por 03 (três) minutos com estas. Isso mesmo, esse é o tempo que temos para contemplá-las.
Imaginar esse tempo cronometrado fez-me sentir que eu estava com a liberdade vigiada e o tempo não estava a meu favor. Queria que aquele espaço fizesse parte do meu dia a dia e da minha família, mas a felicidade tem tempo, sim é verdade, lá no espaço das aves - 03 minutos de convívio é ouro.
Depois da visita a esse belíssimo ambiente, continuei o passeio com meus filhos. Dessa vez para conhecermos as belezas naturais de uma bica. Imaginei: “queda d’água; águas límpidas etc.”. Qual não foi a surpresa ao chegarmos lá. O ambiente, desconstruído por nossas pegadas, não refletia a beleza esperada.
Vivenciar a exploração de uma área, sem condições ambientais adequadas, como atração turística foi surreal.
A paisagem, desconstruída pelas construções desordenadas e sem condições sanitárias - encontradas em seu entorno, dava passagem à exploração turística; enquanto pessoas faziam passeio de pedalinhos naquelas águas, dando impressão de que a lagoa pedia para ser despoluída.
A água suja e poluída, advinda dos esgotos das residências que rodeavam aquele espelho d'água, servia de ganha pão para alguém que o explorava, com a conivência do poder público.
Infelizmente, lembrei da nossa Cidade da Criança. Senti receio e pensei: “como vou autorizar meus filhos a fazer esse passeio”? Não, não vou. Eles abdicarão ao pedalinho e em troca darei a eles a possibilidade de refletirem sobre a questão e como devem se portar diante de tal realidade.
E, mais uma vez, novos questionamentos surgiram: “quando vamos ter políticas públicas, que se proponham a nos dar condições dignas de vida; quando os gestores deixarão de legislar para os seus “umbigos” e olharão para os cidadãos, que pagam seus impostos, e têm o direito de viver com dignidade; quando nós, cidadãos reclamaremos nossos direitos, sem maltratar o outro ou sermos coniventes com a intolerância?
Ao lembrar do livro “Voar também é com os homens”, pensei: essas e outras questões, no meu entender, refletiram o pensamento de Mário Schemberg quando vislumbrou o novo, sem medo de arriscar ou explorar, e como ressalta Goldfarb, sem uma metodologia padrão, mas com aquela que fazia dele um ser único. O seu olhar sobre um mundo diferente, onde o homem poderia ousar e ver no efêmero a beleza. A beleza da arte; do bem viver, do ousar fazer. Ousar a voar. Voar cada vez mais alto sem pedir permissão, mas entendendo que o nosso espaço é um lugar para vermos e entendermos o outro - aquele diferente de tudo que pensamos na diversidade, mas semelhante na igualdade de sermos humanos.
Enfim, as férias terminaram, mas 2014 ainda está por vir. O que poderá ser feito para que o turismo ganhe com a sustentabilidade, e que a questão ambiental deixe de ser encarada como custos ou entraves? Será que os poderes, público e privado, aprenderão a voar?
E eu, cidadã, será que aprendi a voar olhando aquelas realidades ou continuo, como muitos, apenas questionando sem nada fazer para melhorar a minha realidade e a da sociedade da qual faço parte; atuo para a redução da desigualdade e de tanta intolerância perante os homens?
Ao relembrar Schemberg percebi que estou no caminho aprendendo a voar mais alto. O voo da liberdade.
E você, leitor, já sabe voar ou já tentou voar, como o Mário? Reflita: “Voar é também com os homens” (Goldfarb).

Fábio Farias - jornalista

O jornalista e escritor norte-americano, Malcom Gladwell, publicou em outubro do ano passado, na revista New Yorker, o artigo: “A Revolução não será tuitada” (disponível, em tradução, aqui). Gladwell defende que as redes sociais não são capazes de criar vínculos fortes entre ativistas para que, a partir daí, seja possível uma mudança de governo, de leis, de valores.

Para embasar a tese, o jornalista usou o ativismo cibernético que ocorreu nas eleições do Irã, em 2009. Malcom observa que, no país oriental, apesar do uso massivo da internet, não foi ela que levou o povo às ruas. Estimativas, segundo ele, mostram que a maior parte dos ‘tweets’ foram originados no ocidente. A influência foi pequena. O governo não caiu.

Como comparação, o norte-americano lembrou a militância e o ativismo em prol dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Malcom está certo que, para o ativismo de alto risco, é necessário um vínculo forte entre as pessoas e uma boa organização hierárquica. Facebook, Twitter, blogs, segundo ele, não conseguem criar esse tipo de vínculo e nem possuem tal organização. É fácil, em casa, escrever contra um governo em um blog. Difícil é ir para as ruas, colocar a vida em risco.

O ano de 2011 começou com dois exemplos interessantes. Os protestos que terminaram com derrubada do ditador da Tunísia, Zine Al-Abidine Ben Al, e a atual movimentação política que pede o fim do governo do presidente egípcio Hosni Mubarak, no poder há 30 anos. Ambos têm em comum a disseminação de informação e a organização de protestos via mídias sociais, aliada à insatisfação popular com as ditaduras e às más condições econômicas dos países. Ambos, também, têm jovens usuários da internet entre os principais ativistas.

Uma medida draconiana usada no caso egípcio aqueceu as discussões sobre o papel das mídias sociais no ativismo político. No dia 28 de janeiro, em pleno caos, o presidente Mubarak bloqueou todas as conexões para a internet. Os celulares também deixaram de funcionar. Se o ciberativismo não tem tanto potencial, por que o governo tomou uma medida dessas? Ou as mídias sociais, de fato, podem gerar uma revolução? Essa é a questão que estudiosos e observadores do fenômeno internet fazem nesse momento.

Para uma análise mais profunda, é preciso entender o papel da informação nesses dois levantes no mundo árabe. No caso tunisiano, não foram, apenas, as más condições pelas quais o país africano passa que levou a população para as ruas. O estopim para as movimentações políticas foi a informação, divulgada via Wikileaks, de corrupção por parte do governo. A difusão da informação, pela internet, e a sua massificação em um país onde o acesso à rede mundial atinge milhares de pessoas jogou a lenha na fogueira. Não demorou e o povo estava nas ruas.

Não foi o Twitter, nem o Facebook os responsáveis pelos protestos. Eles exerceram o papel de difusor da informação, de mediação. Levaram a informação de um ponto a outro, encontraram pessoas com as mesmas insatisfações, mediaram as relações. A organização ativista, a partir daí, ganhou fôlego. As pessoas criaram vínculos fortes, foram às ruas. Muitos morreram. O governo caiu.

O caso egípcio é influenciado pelo tunisiano. Os dois países tinham, em comum, governos ditatoriais, economias fracas e denúncias de corrupção. O sucesso na Tunísia influenciou os jovens egípcios a se organizarem para ir às ruas. A informação foi repassada rapidamente via mídias sociais. Elas atingiram milhares de pessoas. A reação violenta instigou ainda mais a população. O Egito, hoje, vive momento de mudança política. O presidente é obrigado a prestar declarações, mudar o governo.

Gladwell é coerente e correto na maior parte das suas considerações sobre a internet e a utopia que a ronda. Mas esquece, no entanto, o papel fundamental que elas têm na difusão das informações. O Twitter nunca será o responsável por derrubar um governo. Ele pode, no entanto, difundir informações que influenciem pessoas para o ativismo e, a partir daí, mudanças importantes serem feitas.

A mesma relação pode ser feita tomando as mídias tradicionais. Jornais não derrubam governos, mas podem divulgar informações que ajudem a derrubá-los. Considerar que a mídia (qualquer que seja) é capaz de fazer uma revolução é arrogante e simplista. Reitero: a informação e seu livre-fluxo é que faz revoluções. O presidente egípcio bloqueou o acesso a internet porque ela difundia informações, instigava pessoas. Em outros tempos – ou outros países – o governo teria mandado fechar os jornais, calar a imprensa.

Não há porque diminuir o papel das mídias sociais como importantes difusores de notícias. Os tempos são outros. A relação mídia/cidadão mudou. Isso não implica na diminuição da importância dos meios tradicionais. Os jornais, inclusive, se usarem a internet a seu favor, podem crescer em importância, atingir mais pessoas, influenciar outros leitores, melhorar a sociedade em que estão inseridos. Internet, jornal impresso, televisão são mídias que se complementam. Não são concorrentes.

O resultado disso tudo é a abertura, mundial, para um regime onde o fluxo de informações é mais facilmente repassado. A famosa aldeia global. Com isso, a fiscalização do poder, em países onde a corrupção e as más condições econômicas reinam, torna-se mais freqüente. O mundo está mais atento. Ciber-utopia, ou ciber-ceticismo de lado, uma coisa é fato: a tecnologia da informação mudou as relações sociais de forma irreversível.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Celso Veiga – Carioca, 57 anos, casado, 2 filhos, engenheiro civil, ex-diretor do DNOCS, CODEVASF, CAERN, DER, IGARN desportista, jogou basquete, joga tênis.

P- Você nasceu no Rio de Janeiro e veio para Natal onde morou até os 12 anos. Quais lembranças dessa época?

Celso Veiga – Natal era uma cidade de pouco mais de 150 mil hab, onde todo mundo se conhecia. Sem TV e computador a vida acontecia nas ruas e nos bairros.

P- Em 1965 você foi para Brasília, estudou o formou-se na UNB. Como foi esse período?

Celso Veiga – Época difícil. A cidade era muito carente, porém existia muita solidariedade. Fiz boas amizades. A UnB foi um grande aprendizado.

P- Depois de formado como e onde você começou a sua carreira profissional?

Celso Veiga – Fui trabalhar na construção da Ceilandia. Tinha muito emprego, principalmente na construção civil. Depois fui para o BNH e voltei para Natal

P- Você trabalhou com o ex-ministro Aluisio Alves no início do projeto de transposição do rio São Francisco. Fale um pouco desse projeto.

Celso Veiga – A Transposição era o sonho de Aluisio. Ele era o gerente do projeto. Muito determinado e exigente, porém muito amigo. Aquilo era a sua cara.

P- Qual sua opinião sobre as dúvidas que alguns técnicos e políticos levantam sobre o projeto de transposição do rio São Francisco?

Celso Veiga – Os problemas eram políticos. MG, BA e PE queriam compensações, receberam. Nunca tive nenhuma dúvida sobre a viabilidade, técnica e ambiental

P- De 2007 a 2010 você dirigiu o Instituto de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN). Qual a principal função do IGARN?

Celso Veiga – Gerenciar os recursos hídricos, saber qto temos de água e quanto podemos usar. Monitorar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas.

P- O seu pai, Cel. Veiga, foi secretario de segurança do RN nos governos Tarcisio Maia, Lavoisier Maia e Geraldo Melo. Como foi esse período?

Celso Veiga – Embora o período fosse de exceção, sua conduta sempre foi pautada por princípios éticos. Foi um conciliador e homem de muitos amigos.

P- Você já foi dirigente da federação potiguar de tênis e hoje pratica esse esporte. Fale um pouco sobre a prática do tênis.

Celso Veiga – O tênis é um esporte mágico. A batida na bolinha transfere uma energia para a quadra e outra para a mente e o resultado é maravilhoso.

P- O que é o Twitter para você?

Celso Veiga – É uma janela para o mundo. Possibilidade de interagir e aproximar pessoas. Acompanhar as várias versões da informação em tempo real.

P- Como torcedor do América de Natal, que desceu para a série C, acredita que o clube pode retornar para a série B?

Celso Veiga - Tem amplas possibilidades, no entanto tem uma longa e tortuosa estrada pela frente. Antes precisa trabalhar forte para ganhar o Estadual.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Celso Veiga converse com ele no Twitter @celsoveiga

29.1.11

Portal Vermelho - Fonte: Envolverde/Aprendiz

Afim de combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais dos negros, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes. Eles estão entre os que mais sofrem com discriminação e dificuldade de acesso a serviços básicos, como educação, segundo o órgão.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou, no final do ano passado, a campanha “Por uma infância sem racismo”.

A responsável pela campanha e pelo programa de proteção à infância do Unicef, Helena Oliveira, destaca que existem dois níveis de discriminação racial. “O primeiro é aquele conhecido pelos números. Os dados mostram a disparidade no acesso às políticas publicas. Nesse sentido, o negro acaba com menos direitos do que o branco”, diz.

A taxa de analfabetismo entre a população branca de 15 anos ou mais é de 6,1%, enquanto que para os negros e pardos é de 14,1 % – diferença de 131,1%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam no 4º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, lançado em dezembro no último ano.

Entre os que estudaram, considerando a população com 25 anos ou mais, a média de escolaridade da população negra e parda é de 5,8 anos, contra 7,8 anos para a população branca.

“Um segundo nível de discriminação é o do cotidiano, que é mais simbólico. Quando uma criança escuta um comentário racista no espaço escolar, o que foi dito passa a compor a formação dela. Isso pode causar efeitos danosos”, completa Helena.

A campanha do Unicef tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira para assegurar a igualdade étnico-racial desde a infância. “Quando os pais e professores promovem a interação e o conhecimento sobre o diverso, estão incentivando à igualdade”, ressalta. “A criança que pode estar em diferentes espaços cresce aprendendo a respeitar o outro.”

Pior entre mulheres

“As discriminações raciais somadas às de gênero são eixos estruturantes das desigualdades sociais no país e América Latina”, afirma a gerente de programas da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia. “As mulheres negras sofrem com a dupla desigualdade.”

Segundo a análise de Júnia, o papel tradicional da mulher na sociedade e a forma como os negros foram inseridos no Brasil colocam barreiras para que as negras aproveitem oportunidades educacionais e no mercado de trabalho.

Os dados da Relação Anual de Informação Social (Rais), órgão do Ministério do Trabalho, revelam que as mulheres negras recebem menos que a metade do salário dos homens brancos em trabalhos formais.

“Uma das piores formas de inserção é o trabalho doméstico remunerado, por meio do qual as mulheres negras mais participam das atividades econômicas do país. Este tipo de trabalho tem um percentual de formalização muito baixo”, lembra Júnia.

Solução

Para garantir equidade racial é necessário investir em ações inclusivas, de acordo com a ONU. “Quando uma parcela da população não está matriculada na escola, as estratégias para buscá-la deverão ser diferentes. São crianças de comunidades quilombolas e indígenas, para as quais a escola não chega”, exemplifica Helena.

Na opinião de Júnia, os debates sobre igualdade racial e de gênero tem avançado, embora haja reações contrárias à inclusão. “Há 15 anos não poderíamos vislumbrar esse cenário institucional, mas ainda tem muito trabalho a ser feito, porque é preciso desconstruir o racismo e o sexismo”, conclui.

Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. De acordo com dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como pretos ou pardos.

Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil no ano temático da ONU é “chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”, segundo um comunicado da instituição.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Emerson Linhares – Mossoroense/RN, 38 anos, casado, 2 filhas, diretor de jornalismo e programação da Rádio Difusora de Mossoró, estudante de Direito.

P- Como é a programação da Rádio Difusora?

Emerson Linhares – Eclética. Tem programas para todos os gostos e faixas etárias e para todas as classes sociais. Diversas gerações ouvem a rádio Difusora.

P- Você já trabalhou também em jornais. Que diferença você estabelece no jornalismo do rádio para o do jornal?

Emerson Linhares – Principalmente a linguagem. O rádio é muito ágil e permite uma interação maior. O ouvinte, às vezes, se sente parte integrante do processo.

P- Como é o mercado publicitário de Mossoró para o veículo Rádio?

Emerson Linhares – O mercado é bastante competitivo, pois temos 4 AMs e 4 FMs. A Difusora é líder no segmento AM, o que facilita nossas vendas.

P- Quem são os ouvintes da Rádio Difusora?

Emerson Linhares – O público ouvinte da Difusora é diversificado: várias faixas etárias e de várias classes sociais. E isso acontece na programação inteira.

P- Qual avaliação você faz do jornalismo praticado nas rádios de Mossoró?

Emerson Linhares – Em sua maioria muito bom. Da nossa parte, tentamos ser o mais isento possível ouvindo os lados envolvidos. Essa é a nossa orientação.

P- Fale um pouco das diferenças entre a Rádio AM e a Rádio FM.

Emerson Linhares – O rádio AM é voltado para notícias, entretenimento e prestação de serviços. FM é música. Se bem que o FM tem se "aemizado" últimamente (rs)

P- Destaque dois programas de grande audiência na Difusora.

Emerson Linhares – O programa Super Manhã Difusora, com Marcos Paulo, e o tradicionalíssimo Cidade Aflita, com o apresentador José Antônio. Grandes audiências.

P- Qual a explicação para estudar Direito perto dos 40 anos?

Emerson Linhares - Corrigir um erro da juventude e preparar-me para o futuro numa carreira estável. Não tem sido fácil trabalhar e estudar. Mas vale a pena!

P- O que é o Twitter para você?

Emerson Linhares – Tem sido um canal de aproximação com pessoas interessantes e interessadas em fazer amizade, em saber o que você pensa e do que você gosta.

P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Emerson Linhares – Ouvir música. Música é essencial à vida e nos equilibra espiritualmente. Também gosto de ver filmes e de ler. E de estar com a minha família

*Se você quer conhecer um pouco mais o Emerson Linhares converse com ele no Twitter @elinhares37

28.1.11

Por Anna Ruth Dantas – Blog Panorama Político na Tribuna do Norte

As faltas da hoje governadora Rosalba Ciarlini no Senado Federal, no período de 2007 a 2010, correspondem a um período superior a um ano de sessão.
A líder do DEM é a décima nona parlamentar a mais faltar no Senado Federal. Rosalba Ciarlini faltou 111 vezes, sendo 60 justificadas. Nesse período, a Casa realizou em média 108 sessões ordinárias por ano.
O levantamento foi feito pelo site Congresso em Foco. Pelas regras da Casa, os senadores têm direito a justificar suas faltas por meio de licenças, como prevê o regimento interno (artigos 13, 39 e 40). Basta o encaminhamento de um ofício. São três tipos: licença por atividade parlamentar ou missão política; licença por motivos de saúde, e licença para tratar de interesse particular. Dessas, apenas a licença por interesse particular significa desconto na folha de pagamento do senador (o chamado ônus remuneratório). Nas demais, mesmo ausente, o parlamentar continua recebendo seus vencimentos.

É absolutamente cretina, cínica, sem vergonha a declaração que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP) deu ontem ao jornal Folha de São Paulo. “Não desejava ser presidente do Senado. Estou fazendo com grande sacrifício, mas apenas porque busquei que encontrassem outra solução e, em face do partido não ter encontrado, comuniquei ontem que ele podia e tinha concordância para submeter meu nome à bancada.”

Lula Marques/Folhapress

Ora, se é sacrifício porque diabos Sarney aceita ser novamente presidente do Senado? Que sacrifício é esse? Ele se justifica dizendo: “É uma convocação. Nunca fui presidente do Senado senão por convocação. Nunca por vontade própria.”

Se for reeleito Sarney vai ocupar pela 4ª vez a presidência do Senado. O que impressiona é que ele deverá ter o apoio de uma maioria expressiva dos senadores. E os senadores do Rio Grande do Norte, apoiarão Sarney?

De sacrifício em sacrifício Sarney vem mantendo-se nos mais altos cargos da República. Em 1971 assumiu pela primeira vez o mandato de senador e dali saiu para ser presidente da república em 1985 (outro sacrifício). Depois da presidência voltou ao Senado e de lá nunca mais saiu vivendo sempre “sacrificado” como senador.

É essa prática política velha, dos coronéis, das oligarquias - que ainda tem muita força no Brasil – que impede que o país caminhe mais rápido e seguro rumo ao patamar de uma nação desenvolvida e justa socialmente.

Pensando no Rio Grande do Norte; somos muitos diferentes na prática política velha, dos coronéis, das oligarquias?

Até quando?


Entrevista 10 x 140

Perfil de Jocsã Cerqueira Cunha – Areia Branca/RN, 28 anos, solteiro, estudante de Ciência e Tecnologia/UFERSA, Diretor Executivo do DCE/UFERSA, Sec. de Políticas Públicas e Juventude na prefeitura de Areia Branca, pres. do PCdoB

P- O que você faz como secretário da juventude na prefeitura de Areia Branca?

Jocsã – Executar, Coordenar e avaliar as ações dos órgãos da Administração Pública Municipal destinadas á juventude.

P- Quais suas metas em 2011 para a juventude de Areia Branca?

Jocsã – Otimizar os serviços prestados a Juventude e combater as drogas são metas iniciais da Gerência da Juventude.

P- A cidade de Areia Branca oferece muitas oportunidades de emprego para os jovens?

Jocsã – Não, mais estamos lançando o programa 1° Emprego para a Juventude, buscando minimizar esse problema.

P- Como funciona o PCdoB em Areia Branca?

Jocsã – O PCdoB em Areia Branca é orgânico, sempre se reunimos e estamos trabalhando pesado para chegarmos fortes para 2012.

P- O que é ser um jovem comunista?

Jocsã – É ter um grande sentido do dever para com a sociedade que estamos construindo, com nossos semelhantes é ser um Jovem Comunista.

P- Fale um pouco do seu blog www.informativopolitco.blogspot.com

Jocsã – Nosso blog é um espaço livre para apresentar opiniões e divulgar noticias sobre a política.

P- Como você concilia a condição de estudante universitário, com a de secretário municipal e de dirigente partidário?

Jocsã – As atividades partidárias como reunião e atividades faço no fim de semana, Secretária todos os dias pela manhã até a tarde e a faculdade a noite.

P- O que é o Twitter para você?

Jocsã – Como tantas outras redes sociais o twiiter é importante, nos deixa inteirados de diversos assuntos e propicia um relacionamento virtual.

P- Quais as principais necessidades da juventude de Areia Branca?

Jocsã – Emprego, Combater as drogas, acesso a Universidade, entre outros.

P- Quando não está estudando ou trabalhando o que você mais gosta de fazer?

Jocsã – Gosto de militar, ler e viajar.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Jocsã Cerqueira converse com ele no Twitter @jocsacerqueira

27.1.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Anna Karolline Dantas – Natal/RN, 23 anos, estuda comunicação, trabalha na Secom da prefeitura, trabalhou nas campanhas de Garibaldi, Paulo Wagner e Miguel Weber.

P- Como estudante de comunicação o que você mais gosta no jornalismo?

Anna Karolline – Me fascina tudo. Meu sonho é trabalhar com o Telejornalismo.

P- Você acredita que ao concluir seu curso estará preparada para enfrentar o mercado de trabalho?

Anna Karolline – Já me sinto bastante preparada p os próximos desafios que virão a partir da conclusão do curso.

P- Quais os principais problemas do curso de comunicação com habilitação em jornalismo da UNP?

Anna Karolline – No meu curso, hoje não há nenhum problema. Antes era apenas a infraestrutura das salas.

P- Que tipo de trabalho você desenvolve na Secom da prefeitura de Natal?

Anna Karolline – Tudo o que eu puder ajudar, eu faço. O meu trabalho é dar suporte a assessoria, como ajudar a fazer pautas, etc.

P- O que você fazia trabalhando nas campanhas de senador (Garibaldi), deputado federal (Paulo Wagner) e deputado estadual (Miguel Weber)?

Anna Karolline – Trabalhava na externa, fazendo reportagens, e dando suporte as mídias dos candidatos.

P- Depois dessa experiência trabalhando em campanhas políticas pretende trabalhar nas próximas eleições?

Anna Karolline – Ganhei bastante experiência em diversas áreas do jornalismo trabalhando nesta campanha de 2009. Pretendo trabalhar sim em 2012!

P- Como estudante universitária qual sua visão sobre o Pró-Uni?

Anna Karolline – É um Programa do Governo bom, mas com muitas falhas que é necessário serem corrigidas.

P- Como você vê a participação dos jovens nos partidos políticos? Você é filiada ou tem simpatia por algum partido?

Anna karolline – Há muitos jovens dedicados aos partidos, mas não pela ‘visão’ do partido e sim pela emoção. Tenho simpatia por dois partidos, o PV e o DEM.

P- O que é o Twitter para você?

Anna karolline – O Twitter tem um poder de repercutir os assuntos de forma incrível, pena que alguns ainda não pegaram o feeling dessa poderosa ferramenta.

P- Quando não está trabalhando, estudando ou tuitando, o que você mais gosta de fazer?

Anna Karolline – Sou fascinada por Biografia de políticos. Gosto de ler e correr na Av. Afonso Pena e Rodrigues Alves. São meus Hobbies.

•Se você quer conhecer um pouco mais a Anna Karolline converse com ela no Twitter @annakarolline

Depois de reinar soberana por vinte anos sob as luzes da ribalta do poder, comandando o jogo político na prefeitura de Natal e no governo do Rio Grande do Norte, a ex-prefeita e ex-governadora Wilma de Faria amarga agora uma onda de denúncias desconfortáveis, que tornam evidente o abandono político a que está legada; abandono realçado pelo silêncio sepulcral de aliados, que parecem assistir impassíveis à campanha de desmoralização política e administrativa que sua ex-líder enfrenta. De fato, os tempos que se avizinham não se prenunciam bons para Wilma de Faria.

Os processos contra o seu irmão Carlos Faria (Foliaduto) e o seu filho Lauro Maia (Higia) continuam em andamento na justiça, perturbando-a permanentemente. Já se fala até, nos meios jurídicos do estado e alhures, que devem vir pela frente processos envolvendo diretamente a ex-governadora. Ou seja, pelo que se pode vislumbrar, em relação a Wilma de Faria a terra treme, o céu é de nuvens carregadas e o mar de ondas violentas.

Como liderança política, Wilma prometeu novos tempos, em que seria palpável o rompimento com as forças tradicionais e conservadoras do estado – que ela classificou de caciques –, mas não conseguiu. Governou sempre com as forças conservadoras e não foi capaz de estimular novas lideranças políticas, nem no PSB nem em aliados. Fazia o discurso de combate aos “caciques”, mas terminava exercendo a mesma prática política deles.

As forças conservadoras que estiveram com Wilma, (2003/2010), por exemplo, na Assembléia Legislativa tinham estado antes com os ex-governadores Geraldo Melo (1987/1990), José Agripino (1991/1994), Garibaldi Filho (1995/2002). Essa turma, entra governo, sai governo, só quer mesmo estar ao lado do poderoso de plantão. Não foi diferente com ela, que prometera prática diferente.

E agora, os que lhe apoiaram ao longo dos anos, já pularam do barco e tomaram novo rumo. Tanto que o novo governo já formou maioria na Assembléia Legislativa, assim como todos os governos anteriores, com praticamente as mesmas figuras exponenciais de sempre. Na bancada federal, a nova governadora, Rosalba Ciarlini, também tem maioria. E Wilma, sem mandato, com quem vai contar? Com as deputadas federais Sandra Rosado (PSB) e Fátima Bezerra (PT)? Com os deputados estaduais Gustavo Carvalho (PSB), Larissa Rosado (PSB), Márcia Maia (PSB), Tomba (PSB) e Fernando Mineiro (PT)? Por enquanto todos estão calados. O tempo dirá o comportamento de cada um.

Dos prefeitos, Wilma, dificilmente contará com o apoio. Dependentes dos governos federal e estadual, a história mostra que os prefeitos ficam com o PG (partido do governo),seja ele qual for.

Wilma sempre fez questão de dizer que não era dona de jornais, rádios e televisões. Mas, sempre os teve nas mãos com o poder da verba publicitária do governo. Agora, sem ser dona da mídia e sem a verba publicitária, enfrentará maus momentos nas manchetes dos jornais e nos noticiários das rádios e televisões.

Os erros do governo Wilma/Iberê ainda vão servir por muito tempo de justificativa para a falta de soluções dos graves problemas que o estado tem em áreas como saúde, segurança, educação e infra-estrutura, por exemplo. E, durante esse período, o nome Wilma estará sempre na agenda negativa da sociedade.

Sem partido forte, sem aliados, sem mídia, sem mandato, a ex-prefeita de Natal e ex-governadora Wilma de Faria vai enfrentar tempos difíceis. 2011 será o ano da travessia do deserto para Wilma. Quiçá,em 2012, ela não continue atravessando o deserto sem oásis por perto.

Wilma está só, no meio da tempestade.

*Artigo publicado na edição janeiro/2011 da revista Papangu

26.1.11

Entrevista 10 x 140

Perfil de Francisco de Assis Alves de Andrade – Natal/RN, 63 anos, casado, 3 filhos, 5 netos, economista, empresário, pecuarista, foi da SECISA, Bandern, Agromar, Codern, TV Cabugi.
P- Com foi começar a trabalhar aos 14 anos na SECISA?
Francisco Alves – Surgiu da amizade com Álvaro Alberto, líder genial, em um só turno pois estudava no Marista, tempo para uma real lição de vida.
P- Você trabalhou também no Bandern (Banco do Estado do Rio Grande do Norte). Com foi essa experiência?
Francisco Alves – No Bandern iniciei aprovado em economia e lotado na Carteira Industrial, que tinha corpo técnico graduado. Aprendizado e orgulho dos colegas.
P- Você participou da implantação da UEB (União de Empresas Brasileiras), hoje Coteminas. Como foi esse trabalho?
Francisco Alves – Uma pós graduação real: desde o terreno até o funcionamento das fábricas, hoje Coteminas. 3000 funcionários sob direção de Roosevelt Garcia e minha.
P- Como diretor da CODERN (Cia. Docas do Rio Grande do Norte) o que você implantou?
Francisco Alves – Codern foi a experiência de gestão pública. Demos ao Porto de Natal 1 novo cais/retro-área e fizemos parceria inédita com usuários salineiros
P- Você foi sócio fundador e superintendente da TV-Cabugi de 1987 a 2005. Por quê saiu da sociedade?
Francisco Alves – TVCabugi foi uma vida de amor sem igual. Da sucata, sinal em todo RN e nova Sede. Saí por divergências com o primo Aluizio Filho, hoje superadas
P- Como pecuarista você dá enfoque especial na produção do cordeiro supereprecoce. Explica como é isso.
Francisco Alves – Cordeiro precoce é um belo projeto da Lanila(Bira Rocha). Simultaneamente com sócios fizemos a líder banda larga em Natal Digizap, um sucesso.
P- O que é o Twitter para você?
Francisco Alves – O twitter é o que todos sabem, uma rede social. Oportunidade de interagir com amigos ou não, gente inteligente diversa, um mundo instantâneo.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Francisco Alves – Adoro viajar com minha mulher, aqui ou no exterior. Sou feliz em família, um bom prato e vinho. Há mais d 20 anos, 1 biriba semanal com amigos
P- Deixaria um neto seu começar a trabalhar aos 14 anos, assim como você começou?
Francisco Alves - Não e até questiono se é bom começar cedo a vida universitária. É preciso ter a vocação bem definida. Mas cada tempo tem suas exclusividades
P- Aos 63 anos considera-se um homem realizado na família e na vida profissional?
Francisco Alves – Sei que fui muito abençoado por Deus e assim realizado, o amor da mulher...decisivo! Mas sempre há o que se fazer e perseguirei meus ideais.
*Se você quer conhecer um pouco mais Francisco de Assis Alves de Andrade converse com ele no Twitter @FcoAAlves

25.1.11

Steve Wozniak, cofundador da Apple, acredita que o computador se tornará o melhor amigo das pessoas

Alexandre Matias, de O Estado de S. Paulo

Ele hipnotizou centenas de participantes da Campus Party ao contar sua trajetória no sábado, numa palestra que teve mais olhares atentos que a do ex-vice-presidente americano Al Gore, na terça-feira. Não era para menos: não bastasse ser um dos maiores nomes da história da computação, a história de Steve Wozniak, cofundador da Apple, é muito parecida com a da maioria dos participantes do evento que terminou ontem. Um nerd por excelência, o ex-parceiro de Steve Jobs falou ao público sobre a importância do bom humor e da paixão quando se quer escolher qualquer tipo de carreira enquanto contava a todos como inventou o computador como o conhecemos hoje. Antes da apresentação, Wozniak falou ao Estado sobre outro assunto: o futuro da computação pessoal.

O criador do PC Steve Wozniak foi uma das principais atrações da Campus Party

Em 2010, assistimos à entrada de dois novos aparelhos no mercado que causaram impacto na história da computação: o iPad, da Apple, e o Kinect, da Microsoft. Ambos são computadores pessoais, mas não são como o computador pessoal que o sr. Concebeu.

Claro, apesar de que as maiores mudanças nos computadores normalmente acontecem em novas formas de interação entre o ser humano e eles. É a forma como nós usamos nossos corpos, nossa visão... E essas formas de interação estão ficando cada vez mais humanas do que eram anteriormente. Acho que essa tendência vai continuar para sempre. Os computadores do futuro vão permitir diálogos como se eles fossem pessoas de verdade. Eu não acho que o reconhecimento de voz já está nesse ponto, mas tenho tantos aplicativos nos meus telefones que funcionam tão bem só com a voz que eu não quero voltar a seguir determinados procedimentos ou digitar comandos...

...Nem sequer usar o mouse.

Eu não quero usar o mouse, não quero usar o teclado, eu não quero ter de dizer para o computador que ele deve rodar um determinado programa. Eu só quero dizer: "Faça uma reserva para seis pessoas hoje à noite numa determinada churrascaria nesta cidade aqui". E quando você faz as coisas de forma humana, você não faz a mesma coisa sempre do mesmo jeito, você não diz a mesma frase exatamente do mesmo jeito todas as vezes que fala. Por isso, o reconhecimento de voz deve entender que você fala a mesma coisa de várias formas diferentes. E você não precisa mais se preocupar com erros de digitação se os comandos são pela voz. Então é realmente maravilhoso poder dizer... "Bom Deus" (suspira, como se estivesse aliviado). As partes complicadas dos computadores vão ficar para trás, até chegarmos a um ponto em que ele poderá olhar no meu rosto e dizer se estou cansado.

Então o sr. acha que tanto iPad e Kinect quanto os celulares atuais são estágios intermediários rumo a um outro tipo de computador ainda melhor?

Sim, são ótimos estágios, como o próprio computador pessoal também foi. O PC só foi possível porque um certo tipo de tecnologia tornou-se disponível a um certo preço. E o mesmo aconteceu com outros tipos de tecnologia para que o iPad se tornasse viável: a tecnologia flash NAND para armazenamento de dados, fazendo com que não fossem necessárias peças enormes que consumiriam muita energia; a tecnologia de telas sensíveis ao toque, telas de alta resolução, baterias leves... Muitas dessas tecnologias vêm ao mesmo tempo, a um preço acessível, e permitem que determinados produtos façam sentido.

Há uma frase que diz que a tecnologia funciona de verdade quando as pessoas nem sequer percebem que a estão utilizando. O sr. acha que chegaremos a um ponto em que a tecnologia não será nem vista pelas pessoas?

É difícil negar isso, mas também é difícil pensar em exemplos para hoje em dia. Será que eu vou ter pequenos implantes nos meus olhos que farão que eu veja o mundo da forma como determinada tecnologia quer que eu veja? Se for assim, quem está no controle? Estamos ficando cada vez mais dependentes da nossa tecnologia de forma que nem podemos desligá-la. Se nós pudermos desligá-la, estamos no controle; mas não podemos mais. E se tivermos carros que dirigem sozinhos? Uau, cara... Nós temos de ir, temos de confiar nisso, mas podemos chegar ao ponto em que a tecnologia talvez não precise mais da gente.

E aí, como vimos em filmes de ficção científica, pode ser que a tecnologia queira descartar o fator humano, pois atrapalha...

É o que eu estou sugerindo - e isso já está acontecendo, mais do que podemos admitir. Quando as coisas acontecem devagar, você não as percebe acontecendo, mas quando estamos numa curva exponencial, as coisas podem mudar de uma vez só. Você consegue desligar seu computador? Consegue se desconectar da internet, desligar seu celular? Por quanto tempo? Por um ano? E se conseguir, que tipo de vida terá? E se todos resolverem fazer isso? Seria uma vida bem diferente da que levamos agora.

Mas até chegarmos a esse estágio, a tecnologia terá de evoluir bastante. Que estágios deveremos percorrer nos próximos dez anos?

Num futuro próximo, não muito próximo, mas também não muito distante, se tornará bem difícil saber se você está lidando com um computador ou com uma pessoa de verdade. E será tão bom: falar, entender, combinar palavras e deixar que o computador faça o reconhecimento das palavras e até crie um tipo de relacionamento com as pessoas...

Mas o sr. acha que no futuro teremos amigos digitais?

A ficção científica quase sempre fala em guerra entre homens e máquinas, quem será o vencedor, mas eu acho que criamos a tecnologia para melhorar nossas vidas. Estamos lidando com ela gradualmente, não há nenhuma batalha. Criamos a coisa mais próxima do cérebro humano que é a internet. Antes, perguntávamos para uma pessoa sábia quando precisávamos saber de alguma coisa, agora temos a busca do Google. Isso significa que parte de nosso cérebro já está fora de nossas cabeças, porque a internet cresceu tanto e nós não a criamos para ser um cérebro. Criamos a internet para colocar as pessoas em contato individualmente - e quando havia bilhões de pessoas em contato entre si, de repente, ela criou essa capacidade de funcionar como um cérebro.

E isso não assusta?

Não, porque você não se assusta com isso. Não passamos por uma fase de medo. Nós simplesmente aceitamos que o Google seja mais inteligente do que qualquer pessoa que conheçamos. Todos nós aceitamos.

Não é assustador pensar em um futuro em que as pessoas terão apenas amigos digitais?

Quando cresci eu era muito tímido, era um outsider. Eu ficava de fora de conversas normais, dos ritos sociais. E não tinha com quem falar. Tinha receio. Em todo lugar que eu ia, tentava ser o mais discreto, falar o mínimo possível, fazer o meu trabalho e cair fora. Agora esse mesmo tipo de pessoa passa o dia inteiro em seu quarto com um computador, com as portas fechadas, e tem relações sociais com pessoas de qualquer lugar do mundo, mesmo que sejam com pessoas tão restritas socialmente quanto ele.

Mas não existem pessoas digitais hoje em dia.

Imagine você se apaixonar por alguém que você não sabe se é uma pessoa ou um robô. Oh, cara (ri)... Mas eu não acho que isso vai acontecer. Mas há quem se apaixone por seus computadores, então tudo bem.

E como será o computador do futuro?

A questão é em quanto tempo no futuro... Eu acho que teremos um tipo de computador que, quando um aluno for para a escola, ele quer ficar com aquele computador como se fosse seu melhor amigo, que sabe tudo sobre ele, seus sentimentos, crenças e filosofias, mais do que um professor humano. Não consigo chutar em quantos anos isso acontecerá... Dez, vinte, trinta... Mas eu não estou falando em cem anos...

O que o sr. achou da Campus Party?

Eu fui a algumas outras Campus Party e percebi que esse tipo de evento seria onde eu estaria se eu estivesse crescendo hoje. Sendo eu o tipo de pessoa que sou, que acredita no que eu acredito, nos meus computadores, na interação com outras pessoas parecidas. Eu estaria aqui, eu seria um campuseiro. Eis a grande atração: jovens cheios de ideias que querem explorar o que eles querem estar fazendo neste mundo dos computadores, o que isso vai significar para eles, o quanto isso é importante para eles, que mudanças e diferenças eles podem fazer...

As pessoas aqui falam em "orgulho nerd".

Fico tão feliz em ouvir isso! Foi a melhor coisa que eu ouvi durante todo o dia de hoje! Há um tipo de evento que acontece tanto nos EUA quanto em alguns outros países chamado First Robotics. São times de segundo grau que constroem robôs, que são meio caros, do tamanho de pessoas, e eu vou julgar esses concursos sempre que posso. É um dia em que eles são tão importantes quanto os astros do cinema, os jogadores de futebol ou qualquer tipo de celebridade. É quando os geeks têm seu dia!

O Movimento de Blogueiros Progressistas do RN receberá o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis na próxima sexta-feira, 28 de janeiro. Nicolelis, recém-chegado ao twitter e cientista bastante engajado em causas sociais, falará sobre o tema Redes sociais, participação política e desenvolvimento da ciência. O evento, que será mediado pelo jornalista Sérgio Vilar, começará às 20 h, no auditório da livraria Siciliano, e conta com o apoio técnico da Qualitek Tecnologia e da GB Tecnologia e Informática.

Para debater com Nicolelis, o professor José Luiz Goldfarb, da PUC-SP, também participará do evento através de videoconferência pela Internet. Apenas 50 pessoas poderão acompanhar o evento dentro do auditório. As inscrições já se encerraram mas, você pode participar acompanhando via twitcam, através do perfil @blogprogRN.

O movimento dos Blogueiros Progressistas nasceu a partir da articulação do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé. O seu primeiro encontro nacional reuniu mais de 300 blogueiros, tuiteiros, ativistas e curiosos em São Paulo nos dias 20, 21 e 22 de agosto de 2010. Os blogueiros progressistas do RN estão organizando o seu I Encontro Estadual para o período de 25 a 27 de março de 2011.

Entrevista 10 x 140

Perfil de Adriano Gomes da Costa - bras., casado, 2 filhas, adv. e consultor imobiliário. Gosto d política, futebol, artes e tudo com vida e q mereça atenção do cidadão comum.

P- Como consultor imobiliário, Natal é um bom lugar para se investir em imóveis?

Adriano Gomes – Natal é excelente praça para investimentos em imóveis a médio e longo prazo, preços continuam aquecidos.

P- Qual o perfil do investidor de imóveis em Natal?

Adriano Gomes – Houve mudança radical de perfil, findo o boom imobiliário de Ponta Negra com capital estrangeiro, volta o antigo investidor local.

P- Com a possibilidade de Natal ser uma das sedes da Copa 2014, você acredita que a cidade ganhará grandes investimentos imobiliários?

Adriano Gomes – Não vejo relação entre Copa 14 e investimentos. A tendência é usar-se a capacidade já instalada, principalmente na hotelaria.

P- Pensando no futuro da cidade, a expansão imobiliária em Natal está sendo feita de maneira correta?

Adriano Gomes – A Expansão imobiliária de Natal segue firme. Há muito espaço a explorar nas áreas dotadas de boa estrutura urbanística e serviços.

P- O que é bom e o que é ruim na política do Rio Grande do Norte?

Adriano Gomes – Só vislumbro o lado ruim. Nossos políticos têm mentalidade predatória, priorizam o enriquecimento pessoal e pauperizam o Estado.

P- Qual sua expectativa em relação ao governo Rosalba Ciarlini?

Adriano Gomes – O Gov. Rosalba será de recuperação. Precisaríamos de um Gestor com idéias desenvolvimentistas, tipo Cortez Pereira, para ressuscitar o RN.

P- E em relação ao governo Dilma?

Adriano Gomes – O Governo Dilma será o oposto do seu antecessor. Sério, com ajustes, menos crédito e sem fanfarronices. Deverá enfrentar turbulências.

P- Você gosta de futebol e é americano. O América desceu para a série C. Você acredita que no próximo ano volta para a série B?

Adriano Gomes – O América poderá fazer boa campanha na Série C e se garantir na Série B em 2012. Temos estrutura para isso.

P- O que é o Twitter para você?

Adriano Gomes – O Twitter é a consolidação da interatividade como ferramenta principal da comunicação atual. Acho esse modelo perfeito.

P- Quando não está trabalhando ou tuintando o que você mais gosta de fazer?

Adriano Gomes – Bom, na folga geral eu leio, estudo, vou ao cinema e faço pequenas excursões pelo interior do Estado, incluindo praias pra visitar amigos.

*Se você quer conhecer um pouco mais o Adriano Gomes converse com ele no Twitter @Adrianogomes_

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