CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

1.11.12

Se o genial autor da precursora e moderna literatura de ficção científica Júlio Verne, cujos livros nos fizeram viajar no tempo e imaginar o futuro, estivesse vivo, 2030 seria previsível. Mas podemos afirmar, que apesar dos avanços da tecnologia e do conhecimento humano e da importante inclusão das classes mais baixas no mercado de trabalho e de consumo, há oportuna conscientização e preocupação sobre os fracassos do atual modelo de desenvolvimento mundial baseado na ganância capitalista e destruição dos recursos naturais.

Ranulfo Bocayuva

A escassez de alimentos, pobreza, miséria, escravidão humana, tráfico de drogas e seres vivos, conflitos étnicos, massacres, ciberterrorismo, criminalidade, proliferação de doenças e poluição são consequências flagrantes. Governos e instituições estão perdendo controle em face de diversas realidades.

Estima-se que 27 milhões de pessoas estejam submetidas a regime de escravidão, sobretudo na África e Ásia, em pleno século XXI, uma realidade intolerável, mas que não é devidamente combatida. Falam por si as trágicas imagens da fotógrafa Lisa Kristine, que documentou durante dois anos o trabalho escravo em minas no Nepal e Gana.

Para permitir a escolha de estratégias a longo prazo de forma a apoiar os próximos ciclos de governança na Europa, onde a crise do euro se intensifica levando as massas ao desemprego e à insegurança social e política, especialistas estudaram as tendências globais para 2030. “Cidadãos num mundo interconectado e policêntrico” traz conclusões interessantes, mas desafiadoras para todos os governos e não somente europeus.

As tendências do estudo europeu apontam para um mundo mais convergente. Ligada pelas revoluções da informação e conhecimento, a comunidade mundial realçará o poder dos cidadãos mas a ineficiência dos governos em fornecer serviços adequados pode gerar tensões e revoltas.


Ranulfo Bocayuva é jornalista 

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