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Sávio Ximenes Hackradt

28.2.12


A força das economias dos países que compõem os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) tem crescido e ampliado de forma expressiva a importância global do grupo, que se beneficia do desenvolvimento desigual das nações, fenômeno que se manifesta como uma lei da reprodução das sociedades capitalistas em nossa época.

Fonte: Uol

Enquanto economias consideradas maduras estão enfrentando problemas de déficits orçamentários, crescimento pífio e aumento do desemprego, os BRICS estão expandindo rapidamente, reduzindo a pobreza e guiando a economia mundial. A estimativa é que o grupo corresponda a 37% do crescimento global de 2011 até 2016, aumentando a participação na economia mundial de 19% para 23%.

Segundo dados do International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton, 34% dos empresários dos BRICS permanecem otimistas em relação a suas respectivas economias em 2012, bem acima dos 12% no G7. Essa confiança é refletida na expectativa com relação a performance dos negócios. De acordo com o IBR, 72% dos líderes nos BRICS consultados esperam elevação nas receitas, comparado com 37% no G7 e 43% globalmente. Além disso, 58% dos empresários nos BRICS estimam crescimento dos lucros, percentual bem acima dos 26% do G7 e 31% da média global.

Ainda há preocupação sobre a possibilidade de uma nova recessão. Três quartos dos executivos consultados nos BRICS temem que a economia global volte à estagnação novamente nos próximos 12 meses. Os indianos são os mais preocupados com esse cenário (96%), seguidos pelos russos (87%), brasileiros (76%) e chineses (66%). A África do Sul não foi pesquisada.


As perspectivas são robustas também quando se fala em investimentos. Uma área que os governos dos BRICS têm investido recentemente está relacionada aos grandes eventos esportivos como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Do total, 51% dos empresários da região acreditam que esses eventos são importantes para atrair investimentos.

No Brasil, 84% das empresas creem que sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 é fundamental para chegada de recursos. O mesmo ocorre com 52% dos empresários russos – o país vai sediar a copa em 2018.

Mesmo com as perspectivas positivas os países dos BRICS têm alguns indicadores chave que merecem atenção. A inflação continua sendo um desafio para esses países, com 68% dos empresários afirmando que o tema é uma preocupação.

Na índia, 94% dos empresários confirmaram que esse é um tópico de preocupação. O banco central indiano elevou as taxas de juros 13 vezes em 19 meses para conter aumentos de dois dígitos. No Brasil, apesar da melhora recente, 66% disseram se preocupar com a inflação- ainda em 6,6% acima da meta de 4,5%.

A cautela tem fundamento, ao ver que 38% dos empresários da região pretendem elevar preços de venda nos próximos 12 meses, resultado superior aos 18% mundial. Índia (60%) e Brasil (40%) são dos dois países com maiores expectativas de aumento.

O acesso a financiamento é outra área de atenção na comparação com economias desenvolvidas. Nos BRICS, 33% dos empresários consideram a escassez de capital de giro e acesso ao crédito de longo prazo (32%) como uma restrição ao crescimento de seus negócios. No G7 apenas 19% e 24%, respectivamente citam esses fatores como empecilho de expansão de suas empresas.

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