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Sávio Ximenes Hackradt

24.2.12

O médico László Tabár, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Uppsala, na Suécia, alerta que o câncer de mama cresce mais rapidamente em mulheres que ainda não entraram na menopausa. Nesse grupo, que inclui mulheres de 40 a 54 anos, a mamografia deve ser realizada com mais frequência, entre 12 a 18 meses.

Portal vermelho*

Tabar estará no Brasil entre os dias 1 e 4 de março para Seminário de Detenção e Diagnóstico Precoce de Doenças Mamárias, que acontece no Hotel Hilton, em São Paulo. Ele é autor do primeiro trabalho de rastreamento mamário, que durou três décadas, e mostrou a redução de 31% na mortalidade do câncer de mama entre as mulheres que realizaram mamografia contra as que nunca tinham feito o exame.

De acordo com o especialista, o chamado tempo de permanência principal (Mean Sojourn Time, MST) - que corresponde ao intervalo entre a detecção do câncer na mamografia e o aparecimento de sintomas - é menor nas mulheres mais jovens, expressando um crescimento mais rápido do tumor.

"Para detectar o câncer de mama mais cedo, as mulheres entre 40 e 54 anos devem estar atentas sobre a importância de realizar a mamografia no prazo de 12 a 18 meses. Para as mulheres de 54 a 74 anos, este prazo é maior, de 18 a 24 meses", afirma Tabar em texto de divulgação do seminário.

O câncer atinge 10% das mulheres



Segundo o médico e escritor Dráuzio Varella, “uma em cada dez mulheres vai apresentar câncer de mama”. Varella explica que a incidência desse tipo de neoplasia aumentou significativamente nos últimos vinte anos. Parte do aumento resulta da aplicação cada vez mais rotineira de técnicas diagnósticas como a ultrassonografia e as mamografias, que todas as mulheres devem repetir anualmente a partir dos quarenta anos (ou começar antes em casos especiais). Outra parte é consequência da mudança de padrão reprodutivo feminino ocorrido nos últimos cinquenta anos.

Dráuzio enumera os fatores inevitáveis e os modificáveis que interferem diretamente no risco da doença.

Fatores inevitáveis

1) Idade: 75% a 80% dos casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos;

2) História familiar: 90% dos casos são esporádicos, mas os 10% restantes estão ligados à predisposições genéticas. História de câncer de mama em familiares do lado materno ou paterno dobram o triplicam o risco. Quanto maior a proximidade do parentesco, mais alto o risco. Deve-se suspeitar fortemente de predisposição genética quando há vários casos de câncer de mama ou de ovário diagnosticados em familiares com menos de 50 anos (especialmente em parentes de primeiro grau), casos com câncer nas duas mamas (apresentação bilateral), ou casos de câncer de mama em homens da família;

3) Menarca: menstruar pela primeira vez antes dos 11 anos triplica o risco;

4) Menopausa: parar de menstruar depois dos 54 anos duplica o risco;

5) Primeiro filho: primeira gravidez depois dos 40 anos triplica o risco;

6) Biópsia prévia em nódulo mamário benigno com resultado de hiperplasia atípica aumenta de 4 a 5 vezes o risco;

7) Já ter tido câncer de mama: aumenta quatro vezes a chance de ter câncer na mama oposta.

Fatores modificáveis

1) Peso corpóreo: quando o índice de massa corpórea (peso dividido pela altura ao quadrado) ultrapassa o índice de 35 numa mulher menopausada, seu risco duplica. Se ela for pré-menopausada, no entanto, curiosamente o risco cai 30%;

2) Dieta: Consumo exagerado de alimentos gordurosos aumenta o risco 1,5 vezes.

3) Consumo de álcool: quando excessivo, aumenta 1,3 vezes;

4) Ter recebido radioterapia no tecido mamário para tratamento de outro tipo de câncer: se ocorreu numa menina com menos de dez anos, o risco aumenta 10 vezes;

5) Uso corrente de contraceptivos orais: aumenta 1,24 vezes;

6) Reposição hormonal por mais de dez anos: aumenta 1,35 vezes.

Mulheres que apresentam fatores de risco para desenvolver a doença devem ser orientadas a procurar o especialista para avaliações radiológicas mais frequentes.

*Por Christiane Marcondes com informações do UOL e site Dráuzio Varella

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