CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

14.7.12


Aos 80 anos, colunista Janio de Freitas se emociona ao receber homenagem pelo conjunto da obra; na sua visão, diários estão cometendo suicídio ao tentar copiar a internet.

Claudio Julio Tognolli, 247

Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, tido e havido como o maior mito vivo do jornalismo, chorou. Com direito a plateia de 500 pessoas, e a lenço branco de cambraia – que ele, numa delicadeza de príncipe, sacou do bolso e empurrou contra os olhos. "Vou acusá-los de tentativa de homicídio porque vocês tentaram matar de emoção um senhor de idade", declarou Janio.

O jornalista foi homenageado no sétimo congresso internacional de jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji. Janio, que este ano completa 80 anos, dividiu as honras de homenageado com Tim Lopes, assassinado por traficantes cariocas a 2 de junho de 2002.

Janio de Freitas assinalou que "jornais só cometem o suicídio ou por problemas na redação ou na administração, e o que tenho visto agora é os jornais estarem perdidos porque tentam copiar a internet e acabam perdendo a sua essência.

Os jornais devem se voltar a eles mesmos, e deixar que a Internet, que ainda não encontrou um rosto, encontre o seu". Janio lembrou que quando a TV surgiu massivamente, nos anos 60, a mesma postura foi adotada: a de que eles acabariam pelo surgimento de uma nova mídia. "A funcionalidade do jornal continua imbatível. Mas ele precisa parar de copiar a internet."


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