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Sávio Ximenes Hackradt

15.8.12


O desastre nuclear de Fukushima após o terremoto de 11 de março de 2011 já deixa marcas na fauna local do nordeste japonês. Cientistas encontraram borboletas que sofreram mutações devido à radiação liberada pelos reatores danificados da usina, segundo o site Scientific Reports, ligado à revista Nature.

Fonte: CNN

Os exemplares encontrados apresentavam mutações nas patas, antenas, abdômen e olhos. As asas, porém, parecem ter sido a parte mais afetada das borboletas – foram encontradas alterações de tamanho, pigmentação, cor e outras anormalidades.

Das cem borboletas coletadas, 12% tinham mutações. Quando esses animais procriavam, as anormalidades subiram para 18% do total das crias. Mas quando os insetos afetados acasalavam com os saudáveis, a taxa de espécimes mutantes subia para 34%, o que indica que os genes alterados podem ser passados mesmo quando um dos genitores não sofreu mutações.

Isso tudo apenas dois meses após o desastre nuclear, o segundo pior da história, atrás apenas do caso de 1986 em Chernobyl, na Ucrânia. Uma nova coleta em setembro de 2011 mostrou que 28% das borboletas haviam sofrido mutações. Entre as crias destas, as mutantes eram 52%.

As borboletas logo levantaram questionamentos sobre os efeitos sobre humanos, mas Joji Otaki, um dos pesquisadores, tratou de tranquilizar os receosos. “A sensibilidade à radiação varia de espécie para espécie, então temos que pesquisar os efeitos em outros animais. Humanos são totalmente diferentes de borboletas e são muito mais resistentes”, disse ele ao jornal Japan Times.

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