CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

9.8.12


Carlos Roberto de Miranda Gomes, advogado e escritor

A jornalista Érika Nesi, com muito mérito, vem publicando em O Jornal de Hoje uma sequência de homenagens a pessoas que fizeram história em nosso Estado, sob a denominação de “Ícone Fashion”.

A sua matéria é desenvolvida a partir de depoimentos de familiares e pessoas amigas dos homenageados, não lhe cabendo qualquer crítica por eventuais omissões ou equívocos.

Pois bem, na edição do dia  25 de julho a homenageada, com muita justiça, foi a Professora Olindina Cortez dos Santos Lima, filha de Luiz Antonio Ferreira Souto dos Santos Lima e Ecila Cortez, ele considerado uma das mais ilustres figuras da medicina do nosso Estado.

A reportagem acresce que a homenageada era mãe de Eduardo Gomes da Costa e nomina outros da ilustre descendência. Contudo, nos depoimentos existe um hiato: de onde vem o Gomes da Costa dos seus descendentes? Respondo, do seu marido Paulo Gomes da Costa, professor de Espanhol do Atheneu, por ele passando várias gerações de grandes intelectuais, advogado respeitado, tendo integrado a OAB/RN, poliglota efetivo, pois falava nove idiomas, conhecendo também a história de cada um dos países e a literatura, mantendo correspondência com grandes escritores estrangeiros.

Liderou o movimento para a difusão do Esperanto em nosso Estado e era possuidor de uma das mais ricas bibliotecas do Rio Grande do Norte, adquirida pela Cooperativa de Plantadores de Cana do Estado.

Homem pacato, religioso que, pelo excesso de leitura foi acometido de problemas reurológicos e psicológicos, havendo a separação da Professora Olindina e passando a viver sob os cuidados dos seus irmãos – Desembargador José Gomes da Costa e General Francisco Gomes da Costa, abrigando em sua humilde residência a sua irmã mais velha Maria Gomes da Costa, viúva de João Câmara, que com ele repartia a pobreza e a velhice até os seus derradeiros dias.

Lamento que homem tão honrado não tenha sido lembrado por nenhum dos seus familiares.

Paulo Gomes da Costa, meu ex-Professor, meu tio, a quem admirava e respeitava pelos seus predicados de homem de bem, religioso e de cultura invulgar, de quem, de alguma forma, ajudei a aliviar as dores e a solidão dos seus derradeiros dias.

Fica aqui o registro.
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OBS.: Enviei e-mail para a jornalista, esperando algum retorno. Como não mereci atenção, resolvi divulgar em meu blog e em outros com os quais mantenho relacionamento.

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