CALANGOTANGO não é um blog do mundo virtual. Não é uma opinião, uma personalidade ou uma pessoa. É a diversidade de idéias e mãos que se juntam para fazer cidadania com seriedade e alegria.

Sávio Ximenes Hackradt

31.8.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Amanda Abreu - Natal/RN, 32 anos, casada, Jornalista, Repórter do Jornal da Gente - Brazilian Times, em Toronto - Canadá.

P- Quando e onde surgiu o seu interesse em cursar jornalismo?
Amanda Abreu - Na fila de inscrição do vestibular da UnP. Não sabia o que queria e acho que até hoje ainda não sei. 
P- Como é desenvolvido seu trabalho no Jornal da Gente?
Amanda Abreu - Sou repórter da editoria "Toronto", escrevo sobre assuntos cotidianos da cidade; desde um gatinho que ficou preso na árvore, até um "riot".
P- Como surgiu a ideia e oportunidade de ir morar no Canadá?
Amanda Abreu -  Não surgiu, foi mais uma vez o acaso. Meu namorado na época (atual marido), veio pra cá e eu... sabe com é né?
P- Os assuntos nas redes sociais lhe ajudam na sua atividade?
Amanda Abreu - Não, só atrapalham e não me deixam trabalhar direito.
P- Pretende vir morar em Natal ainda?
Amanda Abreu - Querer não é poder. Por enquanto vou ficando por aqui. Quem sabe o acaso...
P- O que faz para matar as saudades do Brasil?
Amanda Abreu - Minha saudade só morre quando vou ao Brasil, enquanto isso não acontece, ela segue bastante viva.
P- O Canadá é considerado um dos melhores países para se viver. Por que o Canadá tem esse título?
Amanda Abreu - É uma das nações mais ricas do mundo. Respeita seu povo, altíssima qualidade de vida, excelente segurança, educação e tem políticos íntegros.
P- O que precisaria no Brasil para também ser um dos melhores países para se viver?
Amanda Abreu - O Brasil é o maior exemplo de democracia no mundo. O povo precisa de educação e coerência pra saber escolher.
P- O que é o Twitter para você?
Amanda Abreu - Meu único elo com Natal, minha cidade. E um muro de lamentações.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Amanda Abreu -  Gosto de ser 100% dominada pela preguiça e com ela ficar.
*Se você quer conhecer um pouco mais a Amanda Abreu converse com ela no Twitter @amanda_posadzki

Priscilla Mazenotti
da Agência Brasil
Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes no colégio) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada ontem (30) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.
Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência - 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.
Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou.
Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como “desço a cinta” e “dou umas boas cintadas” aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de “fazer com que ele se comporte”. “Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis”, disse.
Atualmente, 30 países em todo o mundo têm leis que proíbem castigos na educação de crianças e adolescentes, entre eles a Suécia e a Alemanha. “A lei é uma forma de o Estado educar os pais”, ressaltou o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Sérgio Pinheiro.
Como forma de diminuir os índices de violência contra crianças e adolescentes em casa, os pesquisadores sugeriram a reforma legal, com a criação de leis que proíbam esse tipo de violência, a divulgação de campanhas nacionais, como as que já vêm sendo feitas, e a participação infantil, com crianças sendo encorajadas a falar sobre assuntos que lhes afetem. “A principal reclamação das crianças é que elas não aguentam mais serem espancadas pelos pais”, destacou Pinheiro.


Começa hoje o festival Gastronômico Sabor Potiguar, apresentando um cardápio próprio de cada restaurante ou boteco e abrindo um novo mercado para um outro tipo de publico.
O festival  também vai reunir a feira de artesanato dos municípios, que acontecerá na Praça Andre de Albuquerque , com 115 participantes,  a Pinacoteca no Palácio da Cultura com apresentações culturais e exposições e, o publico atraído apenas pelo Festival Gastronômico que terá como único ponto de apoio para alimentação a praça do sabor Potiguar.
Além da praça de alimentação, acontecerão as oficinas gastronômicas com chefs ensinando receitas de petiscos de boteco, concurso de chefs, inclusive o de chef mirim que atrairá também um publico infantil.
O Festival terá com participantes: Os restaurantes e Bares:  294 - Café da Dalila, - La Tavola - Paçoca do Pilão - Saideira - Carnes Nobres, - Jobim - Botequim Ta na Hora, - Cçuá, - Da Meladinha,- La na Carioca,- Bardallos.- Café Bicho do Mato - Pastel de Boteco.

Agência Brasil
A Cruz Vermelha brasileira, a Organização das Nações Unidas (ONU) e diversas organizações ligadas aos direitos humanos celebraram ontem (30) o Dia Internacional dos Desaparecidos. Os mesmos organismos comemoram a vigência da Convenção Internacional sobre a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento.
Segundo a Cruz Vermelha brasileira, 4,2 mil casos de desaparecimentos nacionais e internacionais esperam solução pelo Departamento de Busca de Paradeiro. O órgão foi criado durante a 1ª Guerra Mundial pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, e obedece às Convenções de Genebra.
O chefe do Departamento Nacional de Busca de Paradeiro da Cruz Vermelha, Oswaldo Amarante, ressaltou que cerca de 500 entidades, entre organizações não governamentais ONG’s, consulados, institutos de identificação, governos, Agência Central de Pesquisas e Proteção, Serviço Internacional de Buscas e colaboradores, auxiliam na busca por informações dessas pessoas.
“O Dia Internacional dos Desaparecidos é como o Dia dos Pais, do término da 2ª Guerra Mundial ou do Holocausto nazista, uma data para sensibilizar as pessoas, porque sabe-se que há pessoas desaparecidas. Também serve para revisar os métodos [de tratamento dos casos de desaparecidos] e prevenir que isso ocorra”.
Segundo Amarante, todos os pedidos de busca, entre cartas, solicitações pessoais e ligações, encaminhados ao departamento foram atendidos. Agora, ele espera ampliar a ajuda do governo para sensibilizar a população.

30.8.11


Roberta Lopes
da Agência Brasil
Quase 60 milhões de processos que tramitavam na Justiça Federal em 2010 não foram solucionados. O número corresponde a praticamente 70% do total de 84,3 milhões de processos em tramitação no Judiciário no ano passado. Os dados fazem parte do relatório Justiça em Números, divulgado hoje (29) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os números referem-se aos tribunais da Justiça Federal e Estadual e aos da Justiça do Trabalho.
Os números também mostram que o maior percentual de processo não resolvidos está na Justiça Estadual, que acumula 72% de processos sem solução.
A maior parte dos processos não resolvidos está na área de execuções fiscais, com um taxa de contingenciamento de 91%, no primeiro grau.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, admitiu que o Judiciário está com deficit em relação à necessidade da sociedade. “Esses números não deixam dúvida de que há uma diferença entre as demandas da sociedade e a capacidade do Judiciário de resolver os assuntos. Temos várias causas, entre elas, o sistema de recursos.”
Do total de 84,3 milhões em 2010, 24,2 milhões foram processos novos. Esse número é menor do que o registrado em 2009, quando a Justiça Federal recebeu 3,4 milhões de processos em comparação a 2010, quando foram recebidos 3,2 milhões (6,1% a menos). Desde 2004, não havia uma queda no número de novos processos.
A Justiça Estadual e a Justiça Trabalhista também receberam uma quantidade menor de novos processos em 2010 na comparação com 2009. Foram, respectivamente, 3,5% e 3,9%. Na Justiça de 1º grau, a queda foi maior, 5% em 2010.
O relatório também revela que o número de casos resolvidos foi maior do que o de novos casos em 4%, no ano passado. Além disso, foram solucionados em 2010, 25,4 milhões de casos. Apesar disso, os processos pendentes aumentaram 2,6% em 2010.
No relatório deste ano, que será divulgado em 2012, o Justiça em Números terá incluído dados dos tribunais militares, eleitorais e do Superior Tribunal de Justiça. Apenas não serão coletados os dados do Supremo Tribunal Federal.

Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Vicente Gurgel - Janduís/RN, 55 anos, casado, Jornalista, Editor da Tribuna do Norte. Assistir aos jogos do Flu e do ABC é dos seus hobbys prediletos.

P- Quando você resolveu vir morar em Natal?
Vicente Gurgel - Estudava em Caicó na casa de uma tia. Meus pais moravam em Caraúbas, onde não havia o “científico”. Viemos para Natal em 1974. 
P- Em que momento decidiu fazer Jornalismo?
Vicente Gurgel - Pequeno, encantei-me com os bastidores da Rádio Rural de Caicó. Em 1977 entrei na UFRN, na turma de Sávio, Dodora, Osni Damásio etc.
P- O que um estudante de Jornalismo tem que fazer para ser um bom jornalista?
Vicente Gurgel - Antes, jornalista era obrigado a ter boas fontes. Hoje é tudo “raitec”. Um pouco de talento e muito de habilidade com as novas ferramentas. 
P- Como é exercida sua atual atividade no jornal Tribuna do Norte?
Vicente Gurgel - Sou uma espécie de curinga. Atualmente estou editando um caderno especial sobre o mercado imobiliário.
P- As redes sociais lhe ajudam a desenvolver sua função?
Vicente Gurgel - Muito. Antes nós fazíamos radio-escuta nas redações. Mas o rádiojornalismo acabou no RN.
P- Você trabalhou também na Rádio Rural. Teve algum fato marcante na época em que trabalhou lá?
Vicente Gurgel - Furamos o esquema de divulgação do vestibular. Jânio Vidal, então diretor da TV-U, quase tinha um infarto.
P- Qual a notícia que você gostaria de ver estampada nos nossos jornais?
Vicente Gurgel - Antes eram polícia e sociedade. Hoje, os holofotes estão voltados para o MP. Precisamos seguir outros caminhos, descobrir o RN.
P- Qual a sua expectativa em relação a realização da Copa do Mundo em Natal?
Vicente Gurgel - Acho importante. Mas pergunto: o que vamos fazer com um elefante branco chamado Arena das Dunas?
P- O que é o Twitter para você?
Vicente Gurgel - Já cheguei a passar 12h tuitando. Hoje estou em processo de "despressurização". É como ter pistola automática na mão.
P - Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Vicente Gurgel - Navegar na internet em busca de indicadores socioeconômicos para fazer planilhas. Jogos do Flu e ABC. 
*Se você quer conhecer um pouco mais o Vicente Neto converse com ele no Twitter @vicentegurgel

Portal Vermelho
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou ontem uma Nota Técnica sobre a crise econômica mundial em que sugere a expansão dos gastos públicos e do crédito para contornar os impactos recessivos das turbulências internacionais.
A posição contrasta com a política econômica do governo Dilma coincide com as das centrais sindicais e contrasta claramente com a do governo, que aparentemente se rendeu à pressão das forças conservadoras ao anunciar nesta segunda-feira, 29, um aumento de R$ 10 bilhões na meta do superávit primário para este ano.
Crise é desdobramento de 2007
Os economistas do órgão que assessora o movimento sindical consideram que a crise atual não é uma novidade, mas um desdobramento lógico da recessão iniciada no final de 2007 nos Estados Unidos, que “teve o seu momento mais agudo, até aqui, ao longo do segundo semestre de 2008”.
Os governos das potências capitalistas reagiram à tormenta intervindo fortemente nas economias para resgatar o sistema financeiro, mas o desemprego continuou elevado e a recuperação foi pífia, de modo que o globo hoje se defronta com a possibilidade de uma recaída na recessão.
Intervenção ineficaz
Até 2009, de acordo com dados colhidos pelo Dieese, o Reino Unido despejou o equivalente a 74% do PIB nessas operações, os Estados Unidos 73% (incluindo emissão de moedas pelo Federal Reserve) e a chamada zona do euro 18%.
Um dos resultados desta política, aparentemente contraditória com a ideologia do Estado mínimo, foi a explosão do endividamento e das crises fiscais. Houve uma espécie de estatização da crise financeira, com os prejuízos da banca se transformando em dívida pública.
A intervenção, porém, não foi feita para proteger os trabalhadores, ampliar a oferta de emprego, impedir a contração do consumo e estimular os investimentos produtivos. Foram gastos estéreis em defesa dos bancos e banqueiros e voltados para o capital fictício, que se reproduz fora e muitas vezes em oposição ao setor produtivo.
Ajustes recessivos
A reação agora tem um sentido oposto: ajustes fiscais radicais que deprimem as atividades produtivas e podem desembocar numa nova recessão mundial.
O Brasil foi fortemente afetado pela crise em 2008, mas as medidas adotadas pelo governo Lula (redução do superávit primário, desoneração fiscal para o setor produtivo e ampliação do crédito, entre outras) lograssem uma rápida reversão das perspectivas e recuperação da economia nacional.
Forte inflexão
Hoje, o país continua vulnerável às turbulências internacionais irradiadas pelas potências capitalistas (especialmente EUA e UE), embora existam “condições melhores para uma reação do Brasil, dado o volume de reservas maior e certa desaceleração do ritmo da atividade econômica do país, que poderia abrir espaço para sua expansão”.
Entretanto, pondera o órgão, “para viabilizar essa reação, o atual governo precisaria fazer uma forte inflexão no discurso do ajuste fiscal que tem expressado desde o início desse ano, em linha com as políticas que, aplicadas na Europa e EUA, têm empurrado o mundo para o acirramento da crise. Ou seja, seria necessário retomar as políticas de ampliação do crédito e do gasto público para impulsionar os investimentos. E deveria, principalmente, executar uma política industrial fortemente articulada com a gestão macroeconômica e entre os vários elos da cadeia de produção, a fim de reduzir nossa elevada dependência do setor primário e evitar a queda da produção, da renda e do emprego no país”.
O Dieese também aponta “algumas novidades importantes”, que sugerem “novas possibilidades de enfrentamento desse cenário adverso. Nesse sentido, chamou a atenção a criação, no último dia 12 de agosto, do Conselho de Economia e Finanças da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), como um importante espaço autônomo de articulação de políticas regionais de enfrentamento da crise e, mais do que isso, um instrumento no sentido de reagir à crise aprofundando a integração regional sul-americana”.

O ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou nesta segunda-feira 29 a elevação da meta do superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). O valor das economias brasileiras para pagar as dívidas subiu de 81,8 bilhões de reais para cerca de 91 bilhões de reais em 2011. Uma medida que, para o ex-secretário municipal de Finanças de São Paulo, Amir Khair (1989-1993), significa a “submissão total do governo ao mercado financeiro”.
Fonte: Carta Capital
“Enquanto o ministro [Mantega] faz uma economia de 10 bilhões de reais, o Banco Central (BC) gasta 220 bilhões em um ano com juros”, diz, e completa: “O governo devia acelerar a economia e aumentar os investimentos, uma vez que com a economia presa perde-se muito mais que esse valor. Isso se traduz em menor crescimento e arrecadação”.

De janeiro a julho, o superávit primário do setor público consolidado alcançou 91,9 bilhões de reais, ante os 43,5 bilhões de reais do mesmo período do ano passado, chegando a 78% da meta de 117,9 bilhões de reais do ano.

Mantega também afirmou, durante a coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda, que o espaço fiscal cria condições para a queda dos juros básicos, o que poderia levar ao corte de cerca de 134 bilhões de reais em gastos com juros no primeiro semestre de 2011. Porém, segundo Khair, para quem o BC é comandado pelo mercado financeiro, a taxa deve ficar em 12,5%.

Segundo o economista e especialista em finanças públicas, a Selic é uma “anomalia que nenhum governo enfrenta” e as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) – a próxima ocorre na terça-feira 30 e quarta-feira 31 – não apontam o caminho que o País deveria seguir para escapar da crise que se aproxima. “Não podemos pagar 6% do PIB em juros quando o mundo não gasta nem 1,8%, estamos jogando dinheiro fora por causa dessa política suicida”.

Para ele, o Conselho Monetário Nacional, composto pelo ministro da Fazenda, a ministra do Planejamento e o presidente do BC deveriam assumir a responsabilidade da inflação, câmbio e juros, tirando essa função do banco. “Assim poderemos operar com os juros no mesmo patamar de 6% dos países emergentes”.

Sobre como a queda da Selic poderia impactar a inflação, Khair defende que o problema depende de medidas macroprudênciais, as que regulam o crédito. “A Selic não comanda o consumo, pelo contrário, desestimula a oferta e os investimentos das empresas”.

Marcelle Ribeiro – O Globo
Executivos de grandes jornais brasileiros estão analisando uma forma para cobrar pelo acesso à informação nos seus portais na internet. Em congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que se encerra nesta terça-feira, em São Paulo, diretores dos grupos que controlam os jornais O GLOBO, "Folha de S. Paulo", "O Estado de S. Paulo" e "Lance!" afirmaram que é preciso pensar a maneira de fazer essa cobrança no curto prazo e decidir se é o caso de seguir o exemplo de jornais americanos como o "The New York Times", que já cobram pelo acesso a seus conteúdos na internet.
Receitas da publicidade não serão suficientes
Para o diretor-presidente do Grupo Estado, Silvio Genesini, os veículos devem parar de oferecer conteúdo grátis na web.
- Ainda podemos aumentar a circulação no papel (dos jornais), há mais gente entrando na classe C, mas precisamos ser mais decididos e definitivos na cobrança na internet. Não temos mais alternativa - afirmou.
Segundo Genesini, os jornais têm que investir na cobrança de conteúdo dos usuários na rede, pois, nos próximos cinco anos, os veículos de comunicação não conseguirão sobreviver só com as receitas da publicidade.
- Não dá para viver de publicidade. Primeiro porque a publicidade não cresce num ritmo muito grande. Em segundo lugar, porque ela está dividida, fragmentada por muitos canais. E também porque a publicidade é muito instável. Você tem uma "crisezinha" e a publicidade é a primeira que sofre - afirmou.
O diretor-presidente do Grupo Lance! e vice-presidente da ANJ Walter de Mattos Júnior defendeu que a indústria dos jornais pense em conjunto numa solução para a cobrança.
- Acho que não há solução individual. Nós, como indústria, temos que nos mover. Claro que não vamos encontrar uma sintonia completa, mas temos que acordar nos princípios gerais.
Marcello Moraes, diretor geral da Infoglobo - empresa que publica O GLOBO -, concordou que os veículos brasileiros têm que pensar o modelo de cobrança o quanto antes, mas, ressalvou, sem o desespero dos veículos de comunicação americanos, que fizeram a cobrança de forma "atabalhoada".
- O que devemos pensar em conjunto é monetizar o nosso conteúdo. Mas como vai ser? Cada empresa tem seus clientes, seus modelos. Isso temos que fazer num curto prazo. Mas não precisamos fazer nada desesperado. Podemos fazer um modelo, testar; se não der certo, mudamos, ajustamos, fazemos de outra forma. Não podemos perder mais tempo nisso. Nosso conteúdo é de alto valor - disse Moraes, que citou as análises de colunistas como um tipo de conteúdo que poderia ser cobrado.
Na opinião de Moraes, daqui a seis meses as empresas terão de testar novos modelos de negócios digitais. Para ele, os jornais brasileiros devem fazer planejamento pensando num futuro com múltiplos cenários, que abranjam as áreas analógica, digital, novos modelos de negócios e modelos tradicionais.
- Não deveríamos mais fazer apostas num futuro único. Antes dizíamos "acho que o futuro vai nessa direção". Como o mundo está muito mais complexo, as iniciativas estratégicas devem buscar preparar seus projetos para qualquer uma das quatro áreas - afirmou.
Apuro técnico é essencial para a nova estratégia
O diretor-superintendente do Grupo Folha, Antônio Manuel Teixeira Mendes, diz que para cobrar pelo conteúdo é preciso resolver problemas técnicos.
- A expectativa que se tem é de que o modelo para rentabilizar o conteúdo digital, pago ou não, tende a ser hegemônico. Dificilmente você vai ter empresas agindo de maneira diferente das outras em escala mundial. É preciso um desenvolvimento técnico, científico, para fazer com que aquilo efetivamente funcione. Qual modelo vamos adotar? - questionou.

29.8.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Addson Costa - São Paulo/SP, 38 anos, casado, Teólogo, licenciado e mestrado em Letras. No momento perambulando pelo RS.

P - Você é de São Paulo, quando resolveu vir morar em Natal?
Addson Costa - Somente nasci em São Paulo. Meus pais são potiguares. Por não me adaptar, aos 3 anos, adoeci. Um bom médico recomendou a cura: voltar ao RN.
P- Como e quando surgiu o interesse em fazer o curso de Teologia?
Addson Costa - Para me aprofundar mais no conhecimento de Deus. Sempre fui fascinado pelos temas teológicos. Depois isso redundou em aplicação ministerial.
P- Como é exercida sua atividade profissional?
Addson Costa - Hoje sou capelão militar e presto assistência religiosa no Exército Brasileiro. 
P- Hoje você está exercendo suas atividades no Rio Grande do Sul. Como surgiu esse interesse de ir pra lá?
Addson Costa - Sirvo no Rio Grande do Sul. Apesar de ser um ótimo e belo estado, pretendo voltar ao Nordeste, preferencialmente ao Rio Grande do Norte.
P- As redes sociais lhe ajudam para exercer sua profissão?
Addson Costa - A exercer não, mas servem-me de atualização, estabelecimento de contatos e entretenimento.
P- Já realizou ou pretende realizar algum trabalho voluntário?
Addson Costa - Já realizei, mas não ligado a instituições voluntárias. Quem sabe possa fazê-lo com mais engajamento no futuro.
P- O que as pessoas precisam fazer para viver num mundo melhor?
Addson Costa - Serem pessoas melhores. Buscar a Deus, desenvolver a espiritualidade e a cultura é a melhor forma de ser melhor e recriar um novo mundo.
P- Um sonho a ser realizado?
Addson Costa - Ver os meus filhos crescerem e serem pessoas melhores para um mundo melhor.
P- O que é o Twitter para você?
Addson Costa - Sou tímido, mas gosto de gente. Esta ferramenta me proporciona um ponto de encontro e entretenimento.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Addson Costa - Depende das oportunidades, mas se estas não ocorrerem, a internet ser-me-á uma boa opção.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Addson Costa converse com ele no Twitter @manjotudo

Fonte: Blog do Planalto
Lançada em 6 de maio deste ano, a Campanha Nacional do Desarmamento – Tire uma arma do futuro do Brasil, já recolheu 17,6 mil armas de fogo e cadastrou mais de 1,4 mil postos de coleta por todo o país.
Os revólveres foram os mais comuns – cerca de 10 mil -, especialmente os de calibre 38. Também foram entregues 2.132 espingardas e 1.728 pistolas, além de 53 fuzis. São Paulo é o estado que lidera a lista com 4.906 armas, seguido pelo Rio de Janeiro (2.457) e Rio Grande do Sul (2.362).
A Campanha Nacional do Desarmamento busca retirar o maior número possível de armas em circulação, além de promover a cultura de paz. Segundo o Ministério da Justiça (MJ), reduzir o número de cidadãos armados é um dos caminhos para a diminuição da violência.
Foi assim em 2004 e 2005, quando 500 mil unidades foram recolhidas e o número de mortes por armas de fogo caiu 11%, de acordo com o Mapa da Violência 2011 – MJ/Instituto Sangari.
Os dados ajudam a esclarecer a relação entre armas nas mãos de cidadãos comuns e criminalidade. De acordo com informações da Polícia Federal, 80% das armas apreendidas com criminosos são de fabricação nacional, sendo que na maioria das vezes têm origem legal e, posteriormente, são desviadas para o crime.
A campanha tem ganhado apoio de várias esferas da sociedade. Além da adesão de governos estaduais à campanha nacional (18 estados brasileiros e o Distrito Federal são já são parceiros), entidades da
sociedade civil, parlamentares e artistas estão deixando suas mensagens na rede.

28.8.11


Entrevista 10 x 140

Perfil de Carlos Alberto Barbosa – Natal/RN, jornalista, trabalhou na Rádio Poty, assessor de imprensa no gov./RN, repórter do DN, editor do JH, chefiou a EBN/RN, é blogueiro.

P- Onde você se formou, em que ano e como começou no jornalismo?
Barbosa – Concluí Jornalismo na UFRN em 1985 e iniciei minha carreira na extinta Rádio Poty.
P- Você foi repórter nas editorias de política, cidades e economia. Fale dessa experiência como repórter.
Barbosa – Foi uma experiência rica e diversificada, pois tive oportunidade de conhecer do mais humilde, até empresários e políticos.
P – Você também ocupou cargos de sub-editor e editor no jornal. Explique o trabalho de um sub-editor e de um editor.
Barbosa – O sub-editor ao mesmo tempo que ajuda na edição, tem o trabalho de garimpar as matérias. Ao editor, compete editar e titular as reportagens.
P- Você dirigiu a sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN) e foi correspondente da Radiobrás no RN. Fale do trabalho do correspondente.
Barbosa – Fazia matérias para serem distribuídas em rede nacional com assuntos ligados ao RN. Lembro que na vinda do Papa a Natal, participei da cobertura pela RDB.
P- Como foi sua experiência na assessoria de imprensa nos governos de José Agripino e de Garibaldi Alves filho?
Barbosa – No gov JA fui repórter. No governo de Gari, coordenador de imprensa, o que muito contribuiu para o amadurecimento profissional.
P- Qual o trabalho que mais lhe marcou como jornalista?
Barbosa – Sem dúvida o de editor de Política do JH Primeira Edição
P- Qual sua avaliação sobre a qualidade da imprensa no RN?
Barbosa – Com algumas ressalvas, o jornalismo potiguar está bem na foto, haja vista a Inter/TVCabugi, que serve de referência no NE.
P- Depois de tantos anos de experiência na imprensa de Natal você tem agora um blog. Fale do blog www.blogdobarbosa.com.br
Barbosa – Considero o blog um espaço interativo entre quem o faz e o web-leitor. Pra mim, trata-se de um exercício diário de cidadania.
P- O que é o Twitter para você?
Barbosa – Diria que as redes sociais, e aí se inclui o twitter, são a grande revolução na comunicação de massa no século 21.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Barbosa – Está com os amigos, ir ao teatro, cinema e ler um bom livro. Sim, ir a praia é outra coisa que faço com prazer.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Carlos Alberto Barbosa converse com ele no Twitter @blogdobarbosa

Agência Lusa
A economia mundial está enfrentando cada vez mais riscos e as formas de lutar contra essas ameaças são cada vez menores, alertou hoje (27) a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Ela disse que, apesar das opções serem cada vez mas reduzidas, “uma ação resoluta vai ajudar a dissipar as dúvidas” e que o caminho da recuperação econômica, ainda que mais estreito neste momento, é possível.
“Em suma, os riscos para a economia global estão aumentando, mas há ainda possibilidade de recuperação. As opções políticas são mais estreitas do que antes, mas há um caminho”, afirmou Christine, em discurso a presidentes de bancos centrais que decorre no estado do Wyoming, nos Estados Unidos.
“Tenho confiança de que, com as ações corretas, será possível restaurar o crescimento forte, sustentável e equilibrado”, acrescentou.
O discurso da diretora-geral do FMI surge um dia depois de Ben Bernanke, presidente do Banco Central norte-americano, ter dito que não há muito o que a instituição que dirige possa fazer para reforçar o crescimento econômico e apelou aos líderes políticos americanos que façam mais para estimular a criação de emprego e o mercado imobiliário.
Christine destacou a necessidade de “uma nova abordagem, baseada numa ação política forte, com um plano abrangente que englobe todas as alavancas políticas, a ser implementada globalmente, de forma coordenada”.
A diretora-geral do FMI disse que, hoje, as opções políticas são mais reduzidas que em 2008 e que “não há soluções fáceis, mas isso não significa que não existam soluções”, destacando, sobretudo, a consolidação fiscal e políticas macroeconômicas que estimulem o crescimento como opções.

Quando usamos o termo “corrupção”, quase sempre o associamos ao peculato. Corruptos, no entendimento comum, são os que roubam do patrimônio público. Mas a corrupção do Estado não se restringe aos subornos, à lavagem de dinheiro, ao superfaturamento das obras. Nem mesmo aos crimes maiores, de transferência do patrimônio nacional aos grupos privados, nacionais e estrangeiros, como ocorreu no caso das privatizações.
Por Mauro Santayana, em seu blog
Corrupção, antes de ser vocábulo assumido pelo léxico político, significava infecção, putrefação dos organismos vivos. Assim, qualquer perversão dos grupos sociais – e, principalmente das instituições políticas – pode ser entendida como infecção e putrefação – enfim sintomas de gangrena que, sem a rápida intervenção cirúrgica nos órgãos atingidos, evolui para septicemia.
A violência policial é um tipo de corrupção, esteja (o que costuma ocorrer) ou não associada às propinas e subornos. O grande problema das forças policiais é o da falta de seu controle efetivo pelas autoridades políticas e judiciárias. O parlamento é um poder desarmado. Desarmada é a Justiça.
A supremacia do poder desarmado sobre o poder dos homens, armados e pagos com os recursos tributários dos cidadãos que trabalham, é convencional. Ele deriva da credibilidade dos governos e de respeito ao Estado, sobretudo de parte dos homens armados, que devem ser educados a fim de acatar as leis e obedecer às autoridades constituídas pelo povo – em lugar de ser adestrados e instigados para matar.
A polícia sempre foi violenta. Mas havia, no passado, um sistema de pluralidade dos organismos de repressão que representava, mal ou bem, certa garantia contra os excessos. O policiamento ostensivo urbano estava a cargo da Guarda Civil, quase sempre dotada apenas de cassetetes.
No Rio de Janeiro havia a Polícia Especial, de origem não muito elogiável, desde que fora criada por Filinto Strubing Muller, Chefe de Polícia do Distrito Federal, cujo nome germânico, naquele tempo de nazismo ascendente, tinha perigoso significado. Esse corpo se destinava a conter as manifestações populares a porretadas, enquanto a polícia política, sob o comando do mesmo homem, torturava e matava.
A Guarda Civil, apesar de atos esporádicos de violência, era mais ou menos “civil”, e normalmente respeitada pelas pessoas. Em um dos sambas de Noel Rosa, essa simpatia se expressa nos versos de “O orvalho vem caindo”, quando o morador de rua canta que seu despertador “é o senhor guarda-civil, que salário ainda não viu”.
Nos Estados, a Polícia Militar, nos grandes centros urbanos, quase não era vista. Limitava-se a proteger os edifícios públicos, a garantir a segurança dos presídios e, eventualmente, a intervir nos distúrbios de rua, em que agia com violência generalizada, em que raramente havia mortes.
O vídeo que a Folha de São Paulo está divulgando, em sua edição on-line, é um murro na cara de todos os homens decentes neste país. O escárnio dos policiais, diante de um homem, supostamente baleado por eles mesmos, que agoniza, e diante do outro, ferido aparentemente com menos gravidade, com as frases abjetas: “estrebucha, filho da p.”, e “ainda não morreu, não, tomara que morra antes de chegar ao hospital” horroriza os homens de bem.
Tal como a corrupção dos meios políticos, essa corrupção nos organismos policiais – em que há também dinheiros sujos – deve ser combatida por toda a sociedade. A ousadia desses policiais arbitrários e insanos, que torturam e matam, não tem limites e, se não houver a mobilização nacional, em breve eles que se acham senhores do bem e do mal, associados ao crime organizado, assumirão o poder de fato no país.
O assassinato da juíza Patrícia Acioly, que, pelos indícios reunidos, foi executada por homens da Polícia Militar do Rio de Janeiro, demonstra a que nível de audácia essa organização criminosa chegou. Dela participam os bandidos comuns, os grandes traficantes de drogas e as “milícias”, constituídas de meliantes fardados, como todos sabemos e, em muitos casos, sob proteção política.
Seria conveniente que novo corpo armado, de âmbito federal, e com o objetivo específico de policiar a polícia, fosse rapidamente organizado, nos moldes da Polícia Federal. Esses policiais teriam que ser muito bem pagos, bem treinados e dotados de armamentos sofisticados e poderosos, a fim de intervir rapidamente e extirpar a gangrena que ameaça generalizar-se. E não poderiam intervir nos estados em que estivessem destacados, como forma de preservá-los da corrupção local.
Os governos estaduais, responsáveis pela segurança em seus territórios, irão, naturalmente, aceitar a ação dessa força nacional. A nova corporação não pode ser tímida como a que foi criada recentemente – constituída de integrantes das polícias militares estaduais – que não se encontra devidamente armada, nem adestrada, para ações dessa amplitude.
Para a tranquilidade da cidadania, quanto mais corporações policiais houver, melhor. Quanto mais difuso for o controle sobre tais corpos armados, e quanto mais rigorosa for a punição contra os abusos policiais, menos riscos correremos.
A violência, no entanto, não é só policial. A violência social contra os pobres – obrigados a abandonar os lares e os filhos nas ruas, a fim de trabalhar a dezenas de quilômetros de distância – explica a crescente delinqüência de menores, como no caso do bando de crianças de menos de 12 anos, que se dedicava a “arrastões”, e foi detido, há dias, em São Paulo.
Uma sociedade que é cúmplice da violência contra os pobres, acaba sendo dela também vítima.

Elaine Patricia Cruz
da Agência Brasil
Uma manifestação realizada na tarde de ontem (27), na Avenida Paulista, em São Paulo, marcou o lançamento de uma campanha nacional contra o bullying e a violência infantil. A manifestação é parte da mobilização Quebrando o Silêncio, criada pelos Adventistas do Sétimo Dia e que há dez anos luta contra a violência à mulher, ao idoso e à criança. Segundo a Polícia Militar, o ato contou com a participação de cerca de 900 pessoas. Os organizadores estimaram em duas mil pessoas.
“Bullying é todo ato de violência física ou psicológica exercida por alguém que seja fisicamente superior àquele que é oprimido e que traz prejuízo significativo para a vida dessa pessoa”, explicou Noel José Dias da Costa, psicólogo da rede educacional adventista e um dos voluntários do evento.
Uma das crianças presentes à manifestação, a estudante Talita A., de 11 anos, disse já ter sido vítima de bullying. Talita contou que alguns garotos da escola a apelidaram de Olivia Palito (personagem do desenho Popeye) por ela ser magra. Depois de ter ficado triste e chorado, ela contou a história para a mãe, que conversou com a escola. “A escola falou com os meninos e eles me pediram desculpa”, contou.
Talita disse que agora se sente mais feliz. “Acho importante a escola discutir isso porque assim as crianças vão parar de praticar isso e vão respeitar mais as pessoas”.
Segundo o psicólogo, a criança que é vítima de bullying pode apresentar dificuldades em suas interações com outras pessoas, na escola e na formação de sua identidade. “No longo prazo, os prejuízos podem trazer severos traumas psicológicos que podem vir na forma de ansiedade, depressão e comportamentos inadequados”, disse.
A ação desta tarde (27) foi marcada por um mural, de cerca de 30 metros, onde as pessoas puderam deixar a marca de sua mão, com o objetivo de formar um grande símbolo contra a violência.
“Nossa campanha é preventiva e educativa. Fazemos algumas manifestações públicas, como a de hoje, mas nosso foco é a educação. Fazemos campanhas nas escolas e palestras”, disse Sonia Santos, coordenadora estadual da campanha.
Segundo a organização do ato, uma pesquisa sobre bullying no país, publicada no ano passado pela organização não governamental Plan Brasil, apontou que cerca de 70% dos estudantes dizem já terem presenciado cenas de violência em suas unidades de ensino. Quase metade dos estudantes consultados na mesma pesquisa (47%) disse já ter visto um colega sofrer bullying.
Pouco antes da manifestação contra o bullying, cerca de 50 estudantes fizeram um outro ato, também no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, pedindo por uma destinação maior do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.
“A principal reivindicação é maior investimento para a educação. Também reivindicamos um sistema igualitário público de ensino, universal e de qualidade”, disse Yuri Gonzaga, estudante de jornalismo da Universidade de São Paulo (USP) e um dos organizadores do movimento, que foi convocado pelas redes sociais na internet.
Prezados Leitores,
Há 6 anos visitei a trabalho a linda e rica cidade Goiânia/GO. Lá percebi que existe muito dinheiro circulando, fruto dos grandes fazendeiros do próprio estado de Goiás e também de estados vizinhos. Tive a oportunidade de conhecer grandes (enormes) áreas para a viabilização de empreendimentos, muitos apartamentos e casas de altíssimo padrão. Fui apresentado a um Corretor que se dedicou exclusivamente a comercializar imóveis de luxo. O critério dele era apenas imóveis acima de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Ele me contou a história de como ele acertou na decisão de ter esse foco. Num intervalo de 5 anos de mercado, ele saiu da posição de Corretor coadjuvante de uma imobiliária local para ser referência em todo o estado de Goiás. Para se ter uma idéia, praticamente todas as imobiliárias de Goiânia o procuravam quando tinham clientes nesse perfil. Na época ele morava num condomínio de chácaras, onde o menor terreno era de 3.000m² - construiu nesse terreno uma casa triplex e andava "apenas" num BMW conversível. Você já pensou em ser um Corretor de Imóveis de Luxo ? confira o artigo abaixo.
Boa leitura e bom domingo a todos.

Corretor de Imóveis de luxo - já pensou em ser um?
A corretagem imobiliária toma rumos diversificados a cada dia. Com a baixa do dólar e desenvolvimento brasileiro frente a outras economias mundiais, o setor imobiliário volta suas atenções para o nosso país quando o assunto é o mercado de luxo.
Institutos e universidades já oferecem especialização na área, e não é à toa: mais de 63 mil brasileiros possuem mais de 1 milhão de reais em suas contas bancárias e conseqüentemente se tornam público-alvo de produtos, roupas, carros e imóveis de luxo.
Um dos primeiros passos para quem deseja investir nesta área é se credenciar no CRECI e fazer o curso básico de técnico em transações imobiliárias. Hoje em dia já existem imobiliárias especializadas em imóveis de luxo, assim como as empresas que também só atendem clientes internacionais.
Na maioria das vezes, os corretores de imóveis de luxo possuem duas ou mais línguas e idade entre 30 e 45 anos (o que passa credibilidade para o cliente). Boa apresentação pessoal e bagagem cultural também contam para o diferencial do corretor, que conviverá diariamente com pessoas milionárias e que possuem uma certa bagagem cultural.
Treinamento e profissionalismo
Um corretor que trabalha com imóveis de luxo deve estar bem treinado e atualizado com as novidades do mercado e do setor, além de ser especialista nos detalhes técnicos dos imóveis que ele está comercializando. Objetividade, segurança e ética também são primordiais para o perfil deste profissional.
Atualmente o Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, oferece o curso de Gestão Criativa no Mercado de Luxo, assim como a FAAP também oferece o curso de pós graduação em Gestão do Luxo.
As oportunidades estão aí, e o Brasil é um ótimo cenário para a atuação neste nicho. Vale a pena aproveitar!
Fonte: Viva Real

27.8.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Geise Oliveira - Macau/RN, 31 anos, solteira, formada em Ciências Contábeis (UFRN). Zanzar pelos cafés de Paris é um dos seus sonhos.

P- Como e quando surgiu o interesse de fazer o curso de Ciências Contábeis?
Geise Oliveira - Conversando com um amigo da família, um contador bem sucedido, ele mostrou que tinha tanta teoria quanto cálculos,  um misto que me atrai!
P- Onde você fez o referido curso? Recomendaria esse curso?
Geise Oliveira - Cursei na UFRN. Recomendo, o curso tem uma diversidade  de áreas de atuação, além de dar base para concursos, que hoje é foco de muitos.
P- Você trabalha no Banco do Nordeste em Macau. Como é desenvolvida sua atividade?
Geise Oliveira - Eu sou gerente de uma carteira MPE. O banco está focando no segmento comercial, mas sempre com o cuidado de "emprestar" com qualidade.
P- Morar em Macau foi uma opção sua? Você pretende vir morar na Capital?
Geise Oliveira - Quando fiz o concurso  sabia que podia ser alocada em qualquer interior. Sorte que eu sou natural de Macau, então "estou em casa".
P- E de onde vem esse pique de trabalhar e cuidar de três filhas.. (risos).. ?
Geise Oliveira - Hummm...mágica! Brincadeira, sinceramente não sei, mas graças a Deus minhas filhas têm avós que ajudam muito. Jamais daria conta só.
P- Quando está em Natal, quais os lugares que você frequenta?
Geise Oliveira - Meu tempo aqui é muito raro e corrido, então sempre alio programas para rever amigas e  tomar um café. Adoro cafeterias, creperias, livrarias...
P- Você já realizou algum trabalho voluntário ou pretende realizar?
Geise Oliveira - Quando estudei no Cefet, realizávamos muitos. Mas ainda acho que preciso fazer algo, isso meio que grita em mim...
P- Um sonho a ser realizado?
Geise Oliveira - Muitos; materiais inclusive. Mas tem um que aposto que alguns amigos diriam sem piscar; Conhecer Paris, ficar zanzando pelos cafés, museus...
P- O que é o Twitter para você?
Geise Oliveira - Uma ferramenta democrática,  inteligente. Cabe a cada um seguir seus interesses.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Geise Oliveira - Ficar com minhas filhas, ler, conversar com amigos pela net ...simples assim!
*Se você quer conhecer um pouco mais a Geise Oliveira converse com ela no Twitter @Geiseoliveira_

Renata Giraldi
da Agência Brasil
Pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional apresentaram um estudo que revela indícios da existência de um rio subterrâneo correndo sob o Rio Amazonas, a uma profundidade que pode chegar a 4 mil metros. A extensão do rio subterrâneo ainda está sendo avaliada. O estudo foi divulgado no 12º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, encerrado no dia 18, no Rio de Janeiro. A descoberta faz parte de um trabalho de doutorado da geofísica Elizabeth Tavares Pimentel, sob orientação do pesquisador Valiya Hamza.
As informações são do Observatório Nacional. A pesquisadora se baseou na análise de dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na Amazônia. A área de estudo abrange as bacias sedimentares de Acre, Solimões, Amazonas, Marajó e Barreirinhas.
Pelos resultados obtidos, foi possível identificar a movimentação das águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros. Conforme os resultados das simulações feitas por Elizabeth Pimentel, o fluxo de águas subterrâneas é predominantemente vertical e atinge cerca de 2 mil metros de profundidade, mas muda de direção e torna-se quase horizontal em profundidades maiores.
Segundo Hamza, que coordenou as pesquisas, essas características são semelhantes às de um rio subterrâneo localizado na região do Rio Amazonas. De acordo com essa interpretação, a região Amazônica pode ter dois sistemas de descarga de água: a drenagem fluvial na superfície, pela bacia hidrográfica do Rio Amazonas, e o fluxo oculto das águas subterrâneas, através de camadas sedimentares profundas.
Os integrantes do Laboratório de Geotermia do Observatório Nacional nomearam esse fluxo subterrêneo de Rio Hamza, em homenagem ao professor Valiya Hamza.
A largura do Rio Amazonas varia de 1 quilômetro (km) a 100 km, na área de estudo. Já a do rio de fluxo subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. A velocidade da água no Rio Amazonas varia de 0,1 metro a 2 metros por segundo, dependendo das condições hidrológicas locais. No subsolo, o rio oculto corre de forma muito mais lenta: as águas avançam, no máximo, 100 metros por ano.
De acordo com Hamza, as águas provenientes do fluxo subterrâneo da Região Amazônica emergem nas partes profundas do mar, na margem continental adjacente à Foz do Rio Amazonas. Segundo ele, é provável que as descargas deste fluxo subterrâneo sejam as responsáveis pelos extensos bolsões de baixa salinidade do mar, encontrados nas proximidades da Foz do Amazonas.

Local: Espaço Gira Dança
SÁBADO 03/09 Abertura Oficial “Palco Gira Dança”
16h-Conexão Dança Natal – Encontro dos diretores de grupos e companhias de dança de Natal
16h-Exposição Fotográfica “ Olhares sobre a Dança” por Brunno Martins
DOMINGO 04/09 | Junto com o Circuito Ribeira
16h-Abertura Loja Mundo Gira
16h-Exposição Fotográfica “Olhares sobre a dança” por Brunno Martins
16h30 -Vídeo Documentário Figuras da Dança com Ruth Rachou
17h-Companhia Gira Dança/ Corpo Estranho
17h30 Art’facto Cia de Dança (Pendências/RN)/O Sertão Sou Eu
18h-SÍ-LA-BAS Companhia de Dança / A Quarta Parede
18h30- Projeto Cores /As Cores Avessas de Frida Kahlo

Entrada Gratuita

26.8.11


Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Gustavo Negreiros - Mossoró/RN, 37 anos, casado, Jornalista frustrado e estudante de Direito. Devorador de livros e ama sua família.

P- Quando você resolveu vir morar em Natal?
Gustavo - O sonho de todo mossoroense é morar em Natal! Quem nasce em Mossoró antes de começar a andar já pensa em morar em Natal. 
P- Por que se acha um Jornalista frustrado?
Gustavo - Poderia colocar a culpa no mercado. Mas a culpa foi minha, não tentei, não procurei, logo não consegui. A culpa foi minha!
P- Foi aí que resolveu cursar Direito? Onde está cursando? Recomenda?
Gustavo - Queria contar histórias para muita gente, agora vou contar casos para uma pessoa julgar. Sou um contador de história. Faço FARN, recomendo.
P- Em que área do Direito pretende atuar?
Gustavo - Não acalento o sonho de mudar o mundo, nem sou romântico. Vou trabalhar na área que me gerar prazer e uns trocado para comprar o pão.
P- Você trabalha em uma Construtora. Como é desenvolvida sua atividade?
Gustavo - A empresa que trabalho vive em constante busca de qualidade, de melhorar procedimentos, ajudo a Conisa nessa busca.
P- Você como "devorador" de livros, o que está lendo no momento? De que fala o livro?
Gustavo - Gosto de livros de história, política. Acabei de ler 1822, de Laurentino Gomes. A política do Brasil, sempre pode piorar.
P- Qual o maior problema enfrentado pelo nosso país atualmente?
Gustavo - Partidos fracos, políticos populistas. Mas o analfabetismo é o nosso maior problema. Somos uma nação de analfabetos funcionais.
P- O que você pretende fazer para tornar o Brasil um país melhor?
Gustavo - Respeitar a democracia, mesmo achando o governo petista uma fraude. Foi eleito tem que governar.
P- O que é o Twitter para você?
Gustavo - Twitter é diversão, com a oportunidade de exercer a liberdade de expressão, principal pilar da democracia.
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Gustavo - Sou gordo, sou um gordo mental. Gosto de comer. Agora também de twittar.
*Se você quer conhecer um pouco mais o Gustavo Negreiros converse com ele no Twitter @GustavoNegreiro

Amanda Cieglinski
da Agência Brasil
Brasília – Mais de 40% dos alunos que concluíram o 3° ano do ensino fundamental não têm o aprendizado em leitura esperado para essa etapa. Isso significa que não dominam bem atividades como localizar informações em um texto ou o tema de uma narrativa. É o que aponta o resultado de uma avaliação aplicada no primeiro semestre deste ano a 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e privadas de todas as capitais do país. O objetivo era aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo.
A Prova ABC é uma parceria do movimento Todos Pela Educação, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, da Fundação Cesgranrio e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A avaliação utilizou a mesma escala da desempenho adotada pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), exame aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) aos alunos do 5° e 9° do ensino fundamental. Por esse modelo, o aluno tem o aprendizado considerado adequado quando atinge 175 pontos. O desempenho médio em leitura dos alunos participantes da Prova ABC foi 185,5 pontos – mas há grande variação nas notas de escolas públicas e privadas e entre estudantes do Norte e Nordeste em relação ao restante do país.
Enquanto os alunos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram desempenho acima da média nacional – chegando a 197 pontos no Sul – os do Norte e Nordeste atingiram, respectivamente, 172 e 167 pontos. Os resultados também variam entre as escolas públicas e particulares: a média dos estudantes da rede pública foi 175,8 pontos, contra 216,7 entre os da rede privada.
Os alunos que participaram da prova também fizeram uma redação para avaliar competências como coesão, coerência e adequação do texto ao tema proposto, além da observação das normas ortográficas e de pontuação. O desempenho esperado, em uma escala de 0 a 100, era pelo menos 75 pontos. Mas a média nacional foi 68,1, sendo a nota dos alunos das escolas públicas seis pontos inferior a essa média e a dos estudantes da rede privada, 18 pontos superior.
Também foi avaliado o conhecimento dos participantes em matemática, cuja média nacional foi 171,1 pontos - abaixo do nível determinado como aprendizado adequado. O aluno precisaria atingir 175 para ser considerado apto a resolver problemas envolvendo notas e moedas, além de dominar a adição e a subtração. Apenas 42% do total dos avaliados atingiram esse patamar.
As habilidades dos estudantes com os números também foi superior na rede privada, cuja média foi 211,2 pontos contra 158 na pública. Os alunos do Norte e Nordeste também tiveram resultados inferiores – 152,6 e 158, 2 pontos respectivamente – em relação aos participantes do Sul (185 pontos), Sudeste (179 pontos) e Centro-Oeste (176 pontos).

Agência Brasil
O transporte de bebidas alcoólicas no interior da cabine do veículo poderá ser considerado infração gravíssima, punida com sete pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 191,44. Projeto nesse sentido, originário do Senado, foi aprovado hoje (25) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em caráter terminativo, isto é, sem a necessidade de ser submetido à votação do plenário.
Como o projeto do Senado foi modificado pelo relator na CCJ, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), o texto terá que retornar ao Senado para nova apreciação antes de seguir para a sanção presidencial. O relator retirou do texto do Senado o dispositivo que estabelecia, além da multa e dos pontos, a retenção veículo. Se o projeto virar lei, os motoristas só poderão transportar bebidas alcoólicas no porta-malas do veículo.

25.8.11


Entrevista 10 x 140 - Por Pedro Henrique (@PH_natal)

Perfil de Priscila Pessoa - Natal/RN, 31 anos, casada, Tecnóloga em RH e Especialista em Gestão Universitária.

P- Quando surgiu o seu interesse em fazer um curso de Tecnólogo em RH?
Priscila Pessoa - Vendo que pessoas são o bem mais precioso de uma instituição, pois estas utilizam recursos disponíveis em prol do sucesso organizacional.
P- O que se trata exatamente de uma Especialista em Gestão Universitária?
Priscila Pessoa - Conhecer a estrutura de uma Universidade e aprender ferramentas de gestão mais eficazes para uma Instituição de Ensino Superior.
P- O que fazer para ser uma excelente profissional em Recursos Humanos?
Priscila Pessoa - Conhecer as ferramentas de gestão em RH, a estrutura e as pessoas da organização na qual trabalha e acima de tudo amar a profissão.
P- Empresas podem viver sem um Deptº de Recursos Humanos?
Priscila Pessoa - A gestão das pessoas de uma organização é imprescindível na maximização dos resultados, minimização dos conflitos, entre outros benefícios.
P- Como é desenvolvida exatamente sua atividade no Deptº de Serviço Social-DESSO da UFRN?
Priscila Pessoa - Sou a secretária do Departamento. Minha contribuição é no sentido de servir e contribuir para atender as necessidades da sociedade.
P- Como e quando começou a exercer essa sua atividade?
Priscila Pessoa - Em maio de 2004 fui nomeada na condição de concursada pela UFRN. Ao assumir recebi o convite para ocupar a função de secretária do DESSO.
P- Quais são as maiores dificuldades enfrentadas no serviço público federal?
Priscila Pessoa - A gestão adequada dos recursos disponíveis, a escassez dos recursos financeiros e a burocracia excessiva.
P- Qual o seu sonho profissional?
Priscila Pessoa - Continuar a ser reconhecida pelo que faço.
P- O que é o Twitter para você?
Priscila Pessoa - Instrumento de socialização e estreitamento dos laços de amizade. Grata aos amigos @ileska e @PH_natal que me apresentaram ao twitter!
P- Quando não está trabalhando o que você mais gosta de fazer?
Priscila Pessoa - Estar com a família e amigos, buscar conhecimentos na internet e interagir nas redes sociais twitter, Orkut e facebook.
*Se você quer conhecer um pouco mais a Priscila Pessoa converse com ela no Twitter @PrisPessoa

No Brasil é fácil reunir centenas e centenas de pessoas em uma caminhada a favor da maconha, milhares em uma comemoração futebolística, mas não se consegue juntar a sociedade em defesa da educação pública e de outras questões básicas do povo. A greve dos docentes da UERN e da rede estadual de ensino é uma prova disso.
Por Antonio Capistrano ex-reitor da UERN


A sociedade norte-riograndense está apática, alheia, parece que não está ocorrendo nada, é como se a UERN não existisse ou não tivesse importância nenhuma para o Rio Grande do Norte, como se ela não fizesse falta.
A UERN, apesar de todas as dificuldades, é uma instituição de ensino superior que vem prestando bons serviços ao povo do nosso Estado, especialmente nas regiões que durante muito tempo ficaram sem oferecer aos seus filhos a oportunidade de cursar uma faculdade. Quem desejasse fazer um curso superior teria que se deslocar para Natal ou outra capital do Nordeste, tal como Fortaleza, João Pessoa ou Recife.
A criação da Universidade Regional do Rio Grande do Norte foi um passo importante na solução desse problema. A falta de uma Universidade que suprimisse as necessidades de profissionais de nível superior, principalmente para o magistério, na Região Oeste, no Vale do Assú e nos municípios fronteiriços da Paraíba e Ceará, foi sanada com a criação da URRN, hoje UERN. A nossa Universidade foi criada como uma Fundação Municipal, ela, mesmo funcionando com dificuldades, supria a necessidade de uma instituição de ensino superior nessas regiões.
Mesmo tendo sido criada pelo Município de Mossoró, no final da gestão de Raimundo Soares (1968), ela nunca foi bem vista pelos alcaides mossoroenses. Segundo eles, a universidade era um peso para o erário municipal, mesmo com a sua manutenção compartilhada com os alunos. Os prefeitos reclamavam dos repasses que faziam.
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